Roteiro de CHARME, no Centro Histórico – parte 3

Cafés , Chás,  Patisserie

Além de comidinhas, cafés, doces e guloseimas maravilhosas, todos os lugares que estão neste post tem outro detalhe em comum: são bonitos, charmosos, às vezes prédios antigos, com detalhes arquitetônicos, que valem a pena a visita! Conhecer melhor o Centro Histórico e provar  de ótima gastronomia, junte o útil ao agradável!

Café do Cofre – R. Sete de Setembro, 1028 – (51) 3212 – 9583, 2ª a 6ªfeira sas 10h às 19h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h,  www.marzana.com.br/cafedocofre

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As escadarias do prédio histórico do Santander Cultural,Café do Cofre 4 em Porto Alegre, levam ao subsolo, onde estão em exposição permanente documentos e notas antigas, lá encontramos  uma loja ótima de livros e material de desenho e arte, o restaurante da Moeda e ao lado, um interessante café  dentro do antigo cofre do banco.

Cafe-do-Cofre-8Passear pelo prédio, admirar os seus vitrais, ver suas exposições e obras de arte, e descer ao subsolo.Café do Cofre escada

Ali, em meio às grossas paredes de um prédio que une estilos arquitetônicos, pode-se encontrar um ambiente iluminado e decorado para ser aconchegante, freqüentado por executivos, por visitantes do Centro Cultural Santander, por quem quer ficar batendo um bom papo, e apreciando o ambiente.

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Atualmente é administrado pela empresa Mário Marzana, tradicional em restaurantes, cafés e bistrôs.

Se encontrar um café dentro de um cofre de banco já é curioso, com decoração diferenciada, mesas confortáveis e bons acompanhamentos, pronto: você vai querer ver todas as exposições só para terminar o dia descansando, bebendo um café e provando um mil folhas com doce de leite.

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Café do Margs Praça da Alfândega S/N – Aberto de terça a domingo, das 10 às 19 horas, www.facebook.com/pages/Café-do-MARGS

O imponente prédio da Praça da Alfândega, de quase cinco mil metros quadrados, foi projetado pelo arquiteto alemão Theo Wiederspahn e construído em 1913 para abrigar a Delegacia Fiscal. Desde 1978, a construção suntuosa, com vitrais, mármores e ornamentos, é a sede do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs).

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O acervo permanente é considerado um dos mais importantes do país. A arte gaúcha do século XX é a base da coleção, com obras de artistas como Iberê Camargo, Glauco Rodrigues, Alice Brueggemann, Maria Lídia Magliani e Carlos Scliar.

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Da arte brasileira é destaque a seção de pinturas com quadros de Portinari, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Guignard, Manabu Mabe entre outros renomados. Da pintura estrangeira há valiosos itens europeus do final do século XIX e outros contemporâneos latinoamericanos. O Margs recebe importantes exposições temporárias.

cafemargs3O lugar é bonito e diferente, tem vários livros e souvenirs como agendas, calendários e canecas. O café é bom e o clima é ótimo! Muito organizado e bem decorado, além da gastronomia, no Café do MARGS o visitante poderá conferir a agenda de eventos do espaço, que inclui exposições e eventos de extensão cultural. Nas sextas-feiras, ocorre a Oficina  Tangueando no Café, coordenada pelo professor argentino Daniel Osvaldo Carlos, com aulas e prática que começam às 16h30min. Nos sábados, às 17h, o projeto Música das Cinco.

Du’Attos Café – Teatro São Pedro, Praça Marechal Deodoro, s/n° – de 3ªs a 6ªsextas, quando há espetáculo, das 16h ao horário de início, e  se não há espetáculo, das 16h às 19h, sábados e domingos, das 16h até o horário do espetáculo.

Dua atos sacadaCom clima especial, o Café do Theatro São Pedro é ideal para tomar um cafezinho ou fazer um happy hour com os amigos no final da tarde, servindo cafés, chás, chocolates, bebidas, doces e lanches, no salão do foyer.

Du Atos entradaAlém disso, está situado dentro de um dos teatros mais clássicos e bonitos do país.

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Nas quartas-feiras úteis, a partir das 16h, a casa oferece um saboroso buffet de chá, salgados e doces com mais de  40 variedades de petiscos.

Du Atos Chá

Você será seduzido por mini quiches, sanduíches, rocamboles, pães de queijo, mini sonhos, petit gateaus, quindins, docinhos de nozes e apfelstrudel. São ainda destaque no cardápio a torta de banana, a de tiramissu, as madeleines e os macarons.

As madeleines são pequenos bolinhos em forma de concha, aromatizados com raspas de limão e laranja, aos quais Marcel Proust faz referência no romance Em Busca do Tempo Perdido, em que conta a deliciosa experiência de provar uma madeleine molhada no chá, despertando nele lembranças dos tempos de infância.

Du Atos sacadaDa sacada, uma vista especial da Praça da Matriz, da Catedral Metropolitana, da Assembléia Legislativa e do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho.

Santo de Casa –  Rua dos Andradas, 736 – 7º andar, Casa de Cultura Mário Quintana, 3ª à 6ª feira a partir das 11h30min, sábado a partir das 12h. Domingos a partir das 13h30min,  tel: (51) 3226.0789  www.cafesantodecasa.com.br

Café Sto Casa logoLocalizado em um dos mais belos pontos turísticos de Porto Alegre, o 7º andar da Casa de Cultura Mario Quintana, o Café Santo de Casa oferece opções de almoço, café e happy hour. Com pratos e cafés com nomes de santos, a casa segue a mesma proposta na decoração do ambiente.santo de casa


O cardápio recheado de delícias é uma boa pedida para um final da tarde no embalo dos shows de música ao vivo. Os visitantes e apreciadores da boa mesa e do singular pôr-do-sol do Guaíba encontram o espaço “abençoado” para quem quer viver de bem com a vida.santo de casa3

E se você for daqueles que  acredita em uma boa oração, reze esta: 

Glorioso Café Santo de Casa, dignastes a revelar as perfeições infinitas do pôr-do-sol do Guaíba, do café,

santo de casa2 da gastronomia e do happy hour.

Venho a ti provar da “Tenda dos Milagres” e da “Multiplicação dos Pães”. Venho a ti em busca das “Divinas”, das “Oferendas” e da “Comunhão”. Venho a ti, meu Café Santo de Casa, encontrar os milagres “Caídos do Céu” e ser abençoado com a alegria da “Água Benta”.

Hoje, eu prometo ser diferente.

santodecasa logo 5anosJunto ao aconchego da tua cúpula, serei mais alegre, confiante e destemido. Sentado ao teu lado e acompanhado de amigos e de todos os Santos, esquecerei os problemas e a rotina do meu dia-a -dia.

E quando acabar a noite, quero te agradecer, feliz, por ter sido recebido em tua Casa.     E que assim seja!

Café do Duque –  Rua Duque de Caxias, 1354 – tel: 051 3254 0308 www.facebook.com/Cafedoduque

Café Duque 3Ambiente agradável, atendimento atencioso e comida deliciosa. Característica de um dos melhores cafés de Porto Alegre, localizado próximo da escadaria do Viaduto Borges de Medeiros e do Museu Júlio de Castilhos.

Café Duque 1

Tem cardápio de almoço sempre interessante, servem sodas italianas bem geladinhas, experimente, você vai gostar.

O cappuccino tradicional italiano é excelente, saboroso e cremoso na medida certa, e preparado por baristas de primeira qualidade.

Café Duque 4Nas paredes, obras de jovens artistas estão expostas, para apreciação dos clientes.


Café Duque torta banana

A torta de banana com doce de leite, acompanhada de um cafezinho é uma ótima pedida!

 

Nathália Jahn – Patisserie , Rua Gen. Vasco Alves 371, esq.  R.Duque de Caxias, 3ª feira a  sábado das 13 h às 20 h, (51) 3094.3535    www.nathaliajahn.com.br

Doces mais que especiais, cafés e chás elaborados, em um ambiente com o charme das cidades francesas!

NJ fachadaAssim é a encantadora Pâtisserie que está bem ali, na esquina das ruas  General Vasco Alves e Duque de Caxias, com  um balcão repleto de maravilhas, doces e tortinhas, uns mais saborosos e bonitos, outros mais bonitos e saborosos, difícil decidir!!!

Quando em frente daquele balcão,balcão NJ

algo dentro de nós surge com força de super herói, pois nossos olhos nos deixam como crianças hesitantes, não sabemos qual daquelas delícias vamos querer primeiro.NJ ambiente

Quem conhece um pouquinho da patisserie francesa (confeitaria francesa) já deve ter ouvido falar, provado, ou visto  mesmo que por foto, os doces de vitrine lindos

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Ropana, várias texturas com chocolate.

que dão até pena de comer, mas quando os provamos descobrimos que eles são incrivelmente elaborados e têm magníficas combinações de sabores.NJ doce5

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Creiam, isto é um brownie!

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A chef Nathalia Jahn teve formação em alta gastronomia,  na escola EGAS do chef Aires Scavonne. Completou seu currículo na Europa, em uma charmosa cidade chamada Biarritz no sul da França, lá trabalhou no Le Caritz.  De volta ao Brasil, foi chef da rede Bella Gulla,  otimizando cardápios de Porto Alegre, Santa Catarina, São Paulo e Maceió. Também deixou sua marca em restaurantes como Horizon, Crème de La Crème, e Cassis.NJ foto ela

Com um trabalho focado não só na forma de como os alimentos são preparados, mas também como são apresentados, seu objetivo principal é o atendimento diferenciado aos seus clientes, agregado a produtos de alta qualidade e de relevante apresentação. Nathalia Jahn vem prestando serviços gastronômicos a domícilio, serviços para eventos, você confere tudo no site www.nathaliajahn.com.br ou no blog http://nathaliaeventos.blogspot.com.br

NJ doce amarelo
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Esse mundo francês que já é habitual pra Nathalia, traz cada vez mais inspirações. Unindo Brasil e França ela usa a baunilha de Bourbon, os macarons e as framboesas, mas também  cupuaçu,  taperabá, cumaru, açaí, pitanga e o umbu, nas suas inúmeras criações. Enfim, ingredientes bem brasileiros com  a técnica e  a linda apresentação francesa.

NJ Mamaru
Mamaru, , com maçã e cumaru, sabor delicado e ingredientes típicos brasileiros.

Podemos ainda levar para casa, cuidadosamente embalados, ou para um presentinho,

prá lá de lindo, para quem aprecia obras de arte feitas com amor e afeto.

Ao provarem os doces, ouvimos as expressões:  “cremoso,.. crocante,… perfeito,… sabor que nunca senti,… intenso,… lindo,… perfumado,… huuuummmm…”

Roteiro de CHARME, no Centro Histórico – parte 2

Restaurantes  e Bistrôs

Restaurantes e Bistrôs, estilos diferentes de oferecer comida.

Todos nasceram na França, e se espalharam pelo mundo. Mas nos bistrôs, a tripla característica de charme, ambiente acolhedor e boa gastronomia são o diferencial.

Em Porto Alegre, temos dois bistrôs que valem conhecer, localizados na região dos antiquários.

 Visitar o Caminho dos Antiquários (Fernando Machado, final da Marechal Floriano, Rua Cel Genuíno,  Praça do Capitólio ) e arredores, uma dica para o sábado pela manhã, quando na rua estão expostos os diversos objetos que passam a semana dentro das lojas!

Na rua Riachuelo ou no Mercado Público, dois restaurantes cheios de história, diversos em estilo, mas com comida de primeira qualidade!

 Vejam abaixo.

Bistrô do CaminhoR. Mal. Floriano Peixoto, 766,  aberto para almoço, e para jantar 51 3286.37.93  e  http://www.facebook.com/bistrodocaminho

Bistrô Caminho grande

Cansado da mesmice dos restaurantes, com buffets e filas para se servir, e com barulho de muita gente falando alto?

Então, faça o Caminho… dos Antiquários e venha para o o Bistrô do Caminho, do Chef Alex Ribas,  onde ele serve em cumbucas as comidinhas temperadas com tudo que aprendeu com a sua avó, somado aos carinhos recebidos de sua mãe e com suas experiências fora do Brasil, mais precisamente na Itália.

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Desde 2009 Alex está à frente da casa, que como um sobrado antigo e pequeno,  decorado com inúmeras peças de  cozinha, consideradas vintage e de antiquário, Bistro caminho fachada 1algumas de coleção  sentimental, outras estão à venda.  É lugar simples, tranqüilo para almoçar ou jantar, com ambiente agradável e um cardápio delicioso, preparado diariamente com todo carinho e sabor.

E tem mais uma atração, o Caminho dos Antiquários, que vem ganhando notoriedade a cada dia, principalmente aos sábados, quando ocorre uma feira de antiguidades ao ar livre nesta mesma rua.  Prove o almoço, os sucos, o frisante de gengibre, e nas sobremesas, trufas saborosas e tortas de limão ou chocolate, com uma massa fininha e delicada como ela só.

bistro caminho t limão

O atendimento é simpático, personalíssimo, feito mesa a mesa, pelo próprio Chef, que bate um papo legal e cuida das panelas, com muita agilidade.

EUtilizando os produtos orgânicos, a comida fica muito especial! E além de tudo, tem o detalhe super interessante: o preço! O Chef Alex Ribas é daqueles que acredita que comida boa, bem feita e saborosa também pode ter preço justo e atrativo!

Então saia de casa, visite um lugar pra lá de especial, veja as vitrines dos antiquários ou a exposição na feira, em plena rua… e para coroar, almoce no Bistrô do Caminho, onde o Chef  Alex, sempre acolhedor e entusiasmado, te aguarda com saladinhas, carnes, molhos, massas e demais delícias. 

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Restaurante Atelier de Massas Rua Riachuelo, 1482 – de segunda a sábado, das 11h às 15h, das 19h às 23h30min    www.atelierdemassas.com.br

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Atelier-de-Massas-Porto-Alegre-pessoaselugares.com-1Considerado um dos melhores restaurantes de Porto Alegre, o Atelier de Massas possui um ambiente aconchegante, pequeno, com dois andares estreitos e compridos, bem bacana; o proprietário é o artista plástico Gelson Radaelli. Um restaurante/galeria de arte, com jazz, blues e música agradável para ouvir enquanto pretendemos olhar todas as paredes cobertas com várias obras, de Gelson e diversos artistas. Seus irmãos fazem parte da equipe que trabalha no atendimento.

Não deixem de experimentar os antepastos, que estão em um repleto buffet,  e são umAtelier-de-Massas-Porto-Alegre-pessoaselugares.com-11

 es-pe-tá-cu-lo à parte, sempre fico em dúvida se as paredes são mais coloridas pelas diversas obras de arte ou se os antepastos são mais bonitos que elas…  que são  saborosos, tenho certeza!

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 A carta de vinhos é bem variada, as massas são muito boas e os molhos diferenciados! As massas artesanais com molhos criados pelo proprietário, atelier massasão um caso raro, fettuccines largos, tortéis e cansonseis deliciosos..

Descontraído, o Atelier de Massas trata a culinária como arte. atelier capreseUm festival de sabores, que podem ser apreciados com vinhos. Servem sucos orgânicos de tangerina e de uva, e as sobremesas podem ser acompanhadas de café e licor. Jantar completo.

Vale muito ir ao Atelier.   Andiamo a mangiare!

 

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Restaurante GambrinusMercado Público, lj 85 – de 2ª a 6ª feira, das 11h às 21h e sábados das 11 às 16h 51 3226-6914 www.gambrinus.com.br

gambrinus logoFalar em Gambrinus é falar em tradição, pois desde 1889, com atendimento personalizado e produtos de qualidade, a casa  atende desde fiéis clientes até os visitantes de um dos pontos turísticos mais atrativos de Porto Alegre, sempre oferecendo comida saborosa. Instalado no Mercado Público, o Restaurante Bar Chope Gambrinus ostenta o título de mais antigo restaurante em atividade na capital. Gambrinus externaPode-se entrar pela fachada externa ou pelo acesso  dos corredores internos, Gambrinus interior 2onde também estão disponíveis mesas para acomodar os clientes, que são muitos!

A história do Restaurante Bar Chope Gambrinus confunde-se com a própria trajetória da cidade.

No cardápio, predominam os pratos de frutos do mar, tais como filé de congro e linguado ao molho de camarão, além de filé de salmão com alcaparras e champignon e os bacalhaus , uma especialidade da casa, experimente a salada de bacalhau, é ótima, dá água na boca! gambrinus salada

 Filés de carne e pratos típicos regionais também são servidos no Gambrinus. Na carta de bebidas, destaques para as cervejas artesanais.

Ponto de encontro tradicional, no happy hour, oferece ainda variada carta de vinhos nacionais e importados, bem como, bolinhos de bacalhau e petiscos variados.

No sábado, é dia de tainha no cardápio, uma delícia recheada com camarões!

tainhaFazer compras no Mercado Público e depois almoçar no Gambrinus, ótima pedida!

Roteiro de CHARME, no Centro Histórico -parte 1

Bebidas, brunchs e  happy hours

Bar TuimRua General Câmara, 333 – aberto de segunda a sexta, entre 10h e 21h.

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foto: Ramiro Furquim

Descendo ou subindo  a Rua da Ladeira, aquela dos Cartórios de Protestos, do Sindicato dos Bancários, o bar fica  pertinho da Andradas. Lugar pequeno, ótimos bolinhos de bacalhau e um chopp bem tirado (um dos melhores da cidade!!), uma cachacinha com mel,  tem um deck externo com  mesas e cadeiras, e há quase 70 anos cativou um público que se reúne nos os finais de tarde.

Sanduíche de anchova,tuim3

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comidinhas – fotos: Ramiro Furquim

bolinhos de bacalhau, tudo é bom!


 

 

 

 

 

Qualidade, bom atendimento e bons preços. Não tem suco, não tem refrigerantes, não tem água (só servem se o cliente apresentar atestado médico!), mas tem um clima de boteco clássico, inesquecível. TUIM….hummmmm

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Cachaçaria do MercadoMercado Público de Porto Alegre, lj 95   (51)3225.8994

https://www.facebook.com/cachacaria.domercado

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Regionais, mineiras, branquinhas, envelhecidas, encontram-se todos os tipos na loja que apresenta quase 500 rótulos da mais brasileira das bebidas.cachaças

Na hora de escolher, atenção aos exemplares de Bento Albino,  Cachaça Água de Arcanjo, Chico Mineiro,  Weber Haus e Coral Brasil.cachaça

Se beber,  não dirija!

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Champanharia Pata NegraRua Duque de Caxias, 690 – de 2ª a sábado, das 18h até as 24h  (51) 30617021 / (51) 92225305              https://www.facebook.com/Champanharia690

Champanharia-Pata-NegraFoi a Ovelha Negra, entra agora em cena a Pata Negra!

Iuri Lemos é quem está à frente do velho casarão com portas em arco, na esquina da Duque de Caxias com a Bento Martins, que mantém o foco nos espumantes e passa também oferecer uma carta de vinhos e cervejas artesanais, além de um cardápio variado de lanches e petiscos, com novo cardápio assinado pela Cheff Flavinha Mello, deliciosas bruschettas, saladinhas, crepes e hambúrgueres  que receberam nomes de estrelas da Espanha, além de um cardápio especialmente desenvolvido para vegetarianos.

Ambiente com mesas de madeira, um tanto rústico, mas bastante diferenciado e original, você poderá pensar que está em uma taberna européia, mas não, está em PoA mesmo!pata-negra banheirataças

Não se admire em ver uma banheira antiga, daquelas de louça, cheia de gelo e muitas garrafas.

E, segundo dizem por aí, vai abrir no almoço a partir de setembro…  

Para quem aprecia as borbulhas, tin tin!

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La Tasca, en el Centro  -padaria artesanal e adega- Rua Duque de Caxias, 678  -Tel: 3212-5966  de terça a domingo, das 10h às 22h   

https://www.facebook.com/latascaenelcentro

la tascaUma padaria artesanal, uma adega de vinhos, um lugar tranqüilo e ao mesmo tempo descontraído. Um local assim, uma verdadeira tasca. Valorizando a arquitetura e o próprio Centro Histórico da cidade onde está localizada a casa. O destaque fica para as Tapas que são todas feitas e servidas pelos próprios proprietários da casa, dois argentinos com sangue espanhol que adotaram o Brasil.

tasca centeioTodos os dias saem  fornadas de diferentes pães artesanais e espalham um aroma convidativo aos que passam próximos ao La Tasca, pois. são mais saudáveis do que os das padaria normais. Isso é porque são feitos a mão,com muito carinho, sem químicas nocivas, nem conservantes, nem gordura vegetal hidrogenada, nem corantes artificiais. Só ingredientes frescos,  assim como os pães feitos diariamente na padaria da própria casa.

tasca jardimOs diversos ambientes, nos dois andares e no jardim, acomodam os clientes que podem provar desde as tapas até o brunch aos sábados e domingos, das 11h30min às 15h, que tem delícias artesanais combinadas com café e água saborizada além de uma taça de espumante por pessoa. Na mesa encontrarão pães artesanais diversos, integrais ou com farinha tradicional, frios, tapas, sanduíches, tortinhas salgadas, tortas e doces.

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Provem os doces, Torta Rogel Argentina, Alfajor com Chocolate Belga e Torta individual de Goibada!  Uma delícia.

la tasca 2Possuem também uma adega de vinhos nacionais e importados com uma mesa para até 8 pessoas degustarem e provarem as tapas, o pão, os queijos e os fiambres.

Uma tentação esta La Tasca, en el Centro!

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Solar CorujaRua Riachuelo, 525 – Tel: 3095-0525, de 2ª a sábado, das 17h às 22h30min (fecha dom)

comunica@cervejacoruja.com.br  www.facebook.com/SolarCoruja

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Para quem gosta de cervejas especiais, esta é uma pedida, com um casarão de 1906, restaurado,  um espaço cultural, com exposições, mostras permanentes, shows, salas para palestras e cursos, além de um museu do cervejeiro caseiro e peças de uma antiga cervejaria,  e ambientes que recebem nomes de rótulos das cervejas, tais como a sala Otus, onde acontecem exposições e cursos, enquanto no salão Alba os pocket shows e recitais, a Cervejaria Coruja está  fermentando arte e cervejas no centro de Porto Alegre.

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As cervejas Coruja Viva  e Extra Viva , Otus Hop,  concorrem com o chope da marca Coruja e desfilam pelos espaços e pela área externa da casa, no páteo, lugar especial para um final de tarde, onde mesinhas proporcionam ambiente para uma boa conversa.  Vá, peça um sanduíche de lombo suíno cozido no chope,  harmonizado com uma Coruja e confira de perto!Kit_coruja_novo_6

 Prosit!

Nossos Valores

A Tia Nastácia e a Dona Benta gostam de comer, de frequentar restaurantes, cafés, bares, bistrôs, confeitarias, padarias. Novidadeiras e alegres por descobrir bons lugares e novos sabores, resolvem relatar estas visitas em forma de post, o que podemos dizer, é resultado da memória gastronômica. Analisamos o atendimento, o ambiente,  e o mais importante: a comida.

É importante salientar que não somos críticas especializadas em  gastronômia.

Assumimos estes personagens para ter a liberdade de fazermos as visitas de um jeito comprometido com nossos critérios, mas sem o peso do crítico. Assim, tudo fica mais leve!

Temos algumas orientações, quais sejam:

  • não nos identificamos como especialistas de gastronomia, nem avisamos previamente quando vamos fazer nossas visitas;

  • fazemos relatos positivos e/ou negativos. Positivos quando gostamos e sentimos que podemos indicar o local para outras pessoas também aproveitarem, quando a comida vale a pena. Negativo, quando o que vemos merece ser divulgado, para que você não passe por uma infeliz experiência e que não colecione decepções;

  • buscamos sempre mencionar os créditos das fotos utilizadas, poderemos usar câmera pessoal portátil, móvel ou semi-profissional para fazer as fotos para os posts, ou ainda solicitar permissão para usar as imagens institucionais, já publicadas, ou fornecidas pelo estabelecimento visitado;

  • se recebermos alguma cortesia/convite/presente/brinde nós identificaremos como tal. Não faremos propaganda velada;

  • se você foi num restaurante indicado pelo blog e foi mal atendido ou comeu mal volte ao post e comente sua experiência. Alguns estabelecimentos têm dias bons e dias ruins. Nem todo estabelecimento segue um padrão de qualidade muito constante. As vezes o garçom brigou com a esposa, o Chef estava com dor de cabeça ou simplesmente temos gostos diferentes;

  • não aceitamos comentários anônimos. Seja elogio ou crítica, se você não se identificar nós reprovaremos o comentário. Isso também acontecerá com ofensas, perjúrio, calúnia ou falso testemunho;

  • respondemos a qualquer contato de leitores ou estabelecimentos. Se o seu estabelecimento teve uma crítica ela poderá ser respondida nos comentários e, elucidada a questão, terá direito de resposta no próprio post;

  • Se você leu elogios a qualquer estabelecimento, acredite: ele foi sincero e gratuito.

  • As contas do que consumimos serão pagas com nosso próprio dinheiro. Nós não barganhamos a visita ou pedimos desconto na hora de pagar.

  • Fazemos estas observações gastronômicas por prazer, vontade, e satisfação. Não temos o propósito de alavancar ou diminuir qualquer estabelecimento.

Cardápio, como surgiu?

Criado no século XIX por Antônio de Castro Lopes, um filólogo que era avesso aos estrangeirismos e que por isso criou o termo, a palavra CARDÁPIO é um termo unicamente brasileiro, que tem em sua etimologia o uso de duas palavras do Latim charta e daps, que significam folha escrita(lista) e banquete, ou mesmo alimento, para se referir a MENU que por sua vez se originou da palavra CARTE.
menuA partir da Revolução Francesa os restaurantes nos moldes modernos que hoje conhecemos começaram a se popularizar e a se espalhar pelo mundo. Para facilitar seu trabalho e possivelmente aumentar o número de seus clientes, os donos desses estabelecimentos passaram a pendurar na fachada a CARTE, que em francês significa placa, que tinha a função de avisar e mostrar o que ali era servido e o quanto custava. Mas, talvez por influência de seus clientes, que após se acomodarem em suas mesas, não desejando levantar-se e ter que sair do restaurante para ler novamente a CARTE, tampouco ficar perguntando ao atendente o que ali era servido, algumas casas passaram a oferecer uma versão móvel e menor de sua CARTE, ao qual se deu o nome de MENU, que do Latim deriva de minutus, diminuto.
Mas, pelo que parece a história do “CARDÁPIO” pode não ter começado ai e sim em tempos mais remotos.
Há pelo menos duas versões acerca da origem do cardápio, menu, carta, ementa, e de quando essa lista começou a ser utilizada[1].:
O primeiro cardápio documentado está no acervo do Museu do Palácio de Versalhes, e data de 21 de junho de 1751. Foi o menu de um banquete oferecido pelo rei Luís XV da França à comunidade financeira. Listava 48 pratos, sopas, carnes, sobremesas. Foi desenhado pelo artista e calígrafo Brain de Sainte-Marie.
Embora não documentado, teria havido um cardápio mais antigo, conforme os alemães, que se dizem seus inventores.
Em 1521, o duque Heinrich Brunswick-Wolfenbüttel fez com seus cozinheiros escrevessem num pergaminho a lista dos pratos servidos no banquete de abertura da Dieta de Worms. A sudoeste da Alemanha, no Estado da Renânia-Palatinado, situa-se a cidade de Worms, que é conhecida pela fabricação do vinho branco Liebfraumilch, uma assembléia, convocada pelo imperador Carlos V, que julgava Martinho Lutero por crimes cometidos contra a Igreja Católica, foi a chamada Dieta de Worms.
A palavra dieta vem do latim díaita (modo de viver). Segundo o dicionário Michaelis, “dieta” tem dois significados: regime alimentício e assembléia política ou administrativa.
Seja qual for a ganhadora das dissidentes histórias, o que importa é que o Cardápio influencia direta e ativamente na operação do estabelecimento. Se antes ele surgiu para avisar o que era servido, hoje em alguns casos, ele direciona ou precede o projeto de criação de um estabelecimento gastronômico.
cardápio camAgregando em seu “corpo” novos conceitos de venda, artes visuais e neologismos, passando até mesmo por uma “revolução” gráfica, sendo apresentados de formas diversas: impressos com tecnologia de ponta e design premiado nos restaurantes de luxo, em letreiros luminosos multicoloridos dos fast-foods, ou em telas de última geração sob as mesas dos restaurantes “high tech”, tornam se muitas das vezes o ponto norteador dos donos, pois, é através deles que é formada toda base de informação das casas, e é também através deles que se influenciam os comensais de forma positiva (ou mesmo negativa). Pode, por vezes, alavancar um restaurante e em outras, pode derrubá-lo.
Observe quantas vezes um cardápio lhe fez recordar daquele simples e maravilhoso almoço de domingo em família ou nas vezes que arruinou uma noite romântica pelos pretensiosos excessos.
De simples placa pendurada na fachada, que surgiu da necessidade de informar, assume novas formas e funções: atrair, conquistar, emocionar os clientes e gerar mais venda e lucro.

Referências

“A Rainha que virou pizza” – José Antônio Dias Lopes – Obra sobre Gastronomia ao longo da História- 2007 – Cia.Editora Nacional
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cardápio

A evolução do cardápio

Ao que se sabe, as primeiras casas que serviram refeições […] não usavam cardápios escritos. Os garçons guardavam na memória os pratos disponíveis, mesmo porque estes eram mudados todos os dias.

No intuito de oferecer um entretenimento até certo ponto teatral, muitos restaurantes insistiam que seus garçons falassem para os clientes a respeito das especialidades servidas no dia […]

Alguns restaurantes de Paris adotaram o sistema de listar os pratos oferecidos em um quadro que ficava na entrada do restaurante ou dependurado na parede, de modo que seus clientes pudessem escolher melhor o que pediriam […].

Passado algum tempo, alguns desses restaurantes descobriram que o atendimento e a forma de se fazer o serviço de mesa eram fatores que agregavam valor para os clientes e, com esse intuito, passaram a escrever o cardápio em tábuas menores, para que os garçons as pendurassem na cintura, de modo que pudessem ler quando tivessem dúvidas sobre algum dos pratos servidos.

Curiosidade interessante é a posição na qual esse cardápio era carregado, de cabeça para baixo, pois a idéia era facilitar a visualização do garçom, não dos comensais. Assim, o garçom apenas a levantava e tinha condições de ver toda a lista.

Alguns clientes passaram a solicitar aos garçons que lhes fosse entregue a tábua que traziam à cinta, para que pudessem escolher melhor seus pratos. Assim, ela passou a ser mais bem elaborada no seu aspecto visual.

O costume difundiu-se por todo o mundo, de modo que, ainda hoje, os garçons usam o cardápio. Atualmente, os cardápios não estão mais pendurados à cinta dos garçons, mas em suas mãos, para serem entregues aos clientes, nas mesas, para a escolha dos pratos.

Colher de Pau = Tia Nastácia+Dona Benta

Como denominar um blog que pretende trabalhar com temas de  gastronomia e culinária?

Este pensamento me ocupou por boa parte do processo , fiz pesquisas, e encontrei de tudo um pouco… nomes de origem francesa, nomes de alimentos, de temperos, de comidinhas, etc.

A gastronomia sempre esteve ligada à evolução da sociedade humana, desde a pré-história até os dias atuais. Na minha família, cresci em meio aos almoços e jantares, com muita conversa ao redor das mesas repletas de amigos.

E o pensamento divaga, enquanto faço movimentos repetidos ao mexer uma panela…

Hoje, vivemos a globalização em todos os aspectos de nossa vida, inclusive na gastronomia. A alimentação encontra-se globalizada, com produtos alimentares de todas as partes do mundo disponíveis no mercado, a troca de receitas, com muita rapidez e facilidade, através de livros, internet e demais meios de comunicação. É esse contexto que faz da gastronomia atualmente algo tão valioso e prazeroso – para quem trabalha com ela e para quem recebe seus serviços e benefícios, pois comer hoje em dia tem um sentido simbólico para o homem: pode ir além da satisfação de uma necessidade fisiológica e atender a uma necessidade social ou psicológica. É a gastronomia fazendo parte da vida do ser humano de maneira mais ampla, enxergando-o como um ser completo, cheio de anseios, quereres e gostos a satisfazer, sentir e saborear.

De repente, mexendo a panela e fazendo  um jantar, olhei para minha mão e lá estava: a colher de pau!

Daí para a decisão de chamar Colher de Pau, foi uma mexida só.

Tem tudo a ver com a cozinha da nossa terra, com a grande mistura que a forma, com a releitura da cozinha internacional através da criatividade e da utilização da riqueza de produtos típicos brasileiros, algo tão em moda nos dias atuais.

E mais ainda, juntar a colher de pau às personagens Tia Nastácia e Dona Benta, que me trazem lembranças únicas da infância, quando li nos livros de Monteiro Lobato as incríveis histórias que envolviam o universo mágico do Sítio do Pica-pau Amarelo, mistura de fantasia e realidade, onde “Marmelada de banana, Bananada de goiaba, Goiabada de marmelo” são as reinvenções culinárias que acompanham os bolos de fubá, os bolinhos de chuva e o café cheiroso, significando um misto de dengos, abraços, afagos e carinhos.

Assumir estas personagens, o codinome Nastácia&Benta, vai ser uma medida adotada para poder transitar pelos lugares gastronômicos com isenção  e manifestar minhas impressões sem influências ou tendencionismo.

Foi assim que surgiu o Colher de Pau, capitaneado por Tia Nastácia e Dona Benta!

Colher de Pau

Sobre a Colher de Pau
Colher de pau (também conhecido por colher de madeira) é um instrumento culinário, espécie de colher usada para mexer alimentos que se cozem, temperos, bebidas, sopas etc.

Aspectos Históricos
Segundo o sociólogo brasileiro Gilberto Freyre, a colher de pau era um dos objetos utilizados na culinária dos povos indígenas, que eram desconhecidos pelos europeus, assim como as panelas de barro, os pilões, cuias e outros.
Para Curt Nimuendajú, nascido Curt Unckel, ele que foi um etnólogo de origem alemã que percorreu o Brasil em meio aos índios por mais de quarenta anos, ao escrever um artigo em 1929, afirmou que os índios Ticunas haviam incorporado a colher de pau justamente por influência europeia, assim como as roupas, armas e outros objetos, para os quais não possuíam uma palavra própria para designá-los. Contudo, o mito da gênese dos Uaianas revela que a colher de pau estava presente desde o início, em vários formatos.
A partir de 1945 houve uma progressiva utilização do plástico em substituição aos utensílios feitos originalmente com matéria-prima natural, embora muitos chefes de cozinha tenham oferecido certa resistência em substituir a colher de pau.

Para que servem
Colheres de pau são um dos itens mais práticos de uma cozinha; elas são próprias para misturar e bater e geralmente são ótimas escolhas para o uso em superfícies não aderentes. Elas não conduzem calor, o que as torna perfeitas para mexer comidas quentes.
Use sua colher de pau para diversas tarefas na cozinha, tais como:
-misturar comidas quentes como risoto, sopas, caldos, temperos
-em panelas e frigideiras anti-aderentes,
-para misturar e bater bolos e outras massas em tigelas fundas para mistura.

Como escolher e cuidar
Aqui vão algumas dicas para escolher estes utensílios e cuidar deles.
Escolha da colher de pau: quando escolher sua colher de pau, sempre procure por uma feita de madeira de lei. Estes modelos são mais resistentes e duráveis do que as de pinho ou de madeiras macias. Colheres de pau que não são de madeira de lei racharão, quebrarão e podem absorver aromas e umidade com muita facilidade. Se você não tiver certeza do que a colher de pau é feita, pergunte.
Considere dar suporte a artesãos locais que façam este tipo de colher (compre deles); com certeza eles usarão madeira de qualidade, o acabamento será mais bem feito do que nas industrializadas e você estará contribuindo para manter o artesanato vivo.
Mantenha a colher de pau limpa: a melhor maneira de se lavar este utensílio é imediatamente após seu uso, usando água morna com sabão. Não use esponjas abrasivas de limpeza, apenas macias. Deixe a colher de pau de pé para secar ao vento. Elas devem estar completamente secas antes de serem guardadas.
Como guardar: guarde as colheres de pau de maneira aprcolheresopriada para preservar a aparência e vida útil delas. Você pode deixá-las na gaveta, de preferência com outros utensílios de madeira ou macios. Evite guardar com objetos metálicos, pois eles podem marcar a madeira. De modo alternativo, guarde a colher de pé em um pote ou gancho de utensílios, isso pode inclusive ser objeto de decoração para sua cozinha.

Higiene alimentar e Normas da Anvisa
Estudos microbiológicos dão conta de que utensílios de madeira na cozinha (rolos de abrir massas, tábuas e colheres) favorecem a instalação de bactérias e sua higienização tem que ser cuidadosa, uma vez que a madeira conserva umidade. Segundo especialistas, mesmo com uma boa higienização, estas bactérias (resistentes) se mantém no utensílio e, na próxima utilização estes microrganismos irão se misturar ao alimento, contaminando o mesmo. Diante deste fato, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) criou na Resolução RDC 216/04, a Cartilha sobre Boas Práticas para Serviços de Alimentação, que deve ser seguida pelos estabelecimentos que atuam fornecendo alimentação (restaurantes, lanchonetes, cozinhas industriais, etc).
Encontramos diversas opiniões em blogs, livros, revistas sobre cozinha, quanto aos malefícios do uso da colher de pau. É fato que os utensílios de madeira juntam fungos por serem porosos, e etc.
Mas apesar de mal falada, a colher de pau presente na cozinha de muitas famílias, bem antes de nós nascermos, era usada pelas ancestrais bisavós, avós e mães para preparar vários alimentos deliciosos: molhos, doces caseiros, sopas, arroz, polenta, e outros tantos.
Atualmente, muitos cozinheiros e cozinheiras tentam usar colheres de plásticos, silicone dentre outros tipos mais politicamente corretos. Mas, também conclui-se, com o uso, que as de plásticos são muito leves, entortam porque são moles e difíceis de manusear, as de metal riscam as panelas, e estragam a proteção das antiaderentes.
Com a possibilidade dos alimentos serem contaminados pelos materiais de madeira, uma boa sugestão é trocar os utensílios de madeira por utensílios feitos de bambu.
Em uma época onde se fala tanto em sustentabilidade, podemos dizer que o bambu é um material 100% ecológico, uma vez que ele é renovável, não poluente e auto-sustentável, o que pouparia o corte de muitas árvores. Cada vez que um bambu é cortado, imediatamente um novo broto nasce e em 4 anos já poderá ser utilizado. Como suas fibras não apresentam poros, não há acúmulo de resíduos e, pelo baixo atrito, não permite que partículas de metal se soltem das panelas enquanto mexe o alimento, sem falar da grande durabilidade do produto. Os utensílios confeccionados com bambu são de fácil manuseio, por serem leves. E sendo um objeto barato e de fácil substituição, esta providência evitaria riscos à saúde.

As opiniões são muitas, mas, de fato, não se sabe sobre notícia de problemas de contaminação alimentar por uso da colher de pau.

 

Referências:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Colher_de_pau
http://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/o-manifesto-colher-de-pau-e-seu-porque-8586.html
http://pt.wikihow.com/Escolher-e-Cuidar-de-uma-Colher-de-Pau
http://www.fbssan.org.br/manifesto-colher-de-pau
www.portaleducacao.com.br/nutricao/artigos/18931/troque-sua-colher-de-pau-por-colher-de-bambu

O Manifesto Colher de Pau

A colher de pau está impregnada de cultura, afetos, memória e sabor. É utensílio indispensável na cozinha brasileira, utilizada no dia a dia dos lares, seja no campo ou na cidade. Faz parte do ritual culinário, com seu acervo de gestuais e saberes.
Por ser um objeto emblemático e milenar, que mexe com múltiplas questões alimentares, a colher de pau foi escolhida como elemento simbólico da campanha Comida é Patrimônio, lançada pelo Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN). O ícone da colher na identidade visual da campanha representa nossa diversidade em produzir, preparar, servir e comer.
Como parte das ações estratégicas dessa mobilização, o Fórum lança com exclusividade o Manifesto Colher de Pau, de autoria do antropólogo e museólogo Raul Lody, pesquisador na área de alimentação, com diversos livros publicados e idealizador do Museu de Gastronomia Baiana. “O Manifesto Colher de Pau é um sinal de cuidado, atenção e entendimento da diversidade, respeitando-se a longa experiência de sanidade e do consumo de alimentos”, destaca Lody. O documento sintetiza de forma clara e acessível as dificuldades enfrentadas na produção de alimentos tradicionais, artesanais e de base familiar.
O debate sobre normas sanitárias mais inclusivas e adequadas à lógica e às dinâmicas da produção familiar e artesanal faz parte da pauta de lutas políticas de muitos movimentos sociais, organizações e redes, incluindo o FBSSAN. Um dos desdobramentos desse processo foi a publicação, em 2013, da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 49, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Esta RDC trata sobre Inclusão Produtiva com Segurança Sanitária. É destinada à regulamentação da produção de alimentos pelos micro empreendedores individuais (MEI), empreendimentos familiares rurais e empreendimentos da Economia Solidária. Antes da publicação, a proposta passou por consulta pública, que contou com a contribuição de 150 pessoas e instituições, e envolvendo mais de 6 mil participantes em seminários regionais, segundo dados da ANVISA.
A RDC busca dialogar com os princípios de Segurança Alimentar e Nutricional e com uma visão mais ampliada de saúde, propondo-se a preservar a característica artesanal dos alimentos e a priorizar uma fiscalização voltada mais para a orientação dos empreendedores. A Resolução busca ainda promover a integração e a articulação dos processos e dados do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) com os demais órgãos e entidades com o objetivo de evitar a duplicidade de exigências para os empreendimentos. A publicação da RDC, sem dúvida, foi uma importante conquista, mas agora o desafio é a sua efetiva implementação.
Por outro lado, a sociedade civil organizada avaliou, em Carta Aberta elaborada em agosto de 2014 e subscrita por 72 organizações, que para a produção e processamento de produtos de origem animal e polpas de frutas, permanecem normas excludentes e inadequadas e a dificuldade de diálogo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
O documento apontou que apesar das mudanças, a legislação sanitária ainda mantém padrões de qualidade baseado na produção agroindustrial de larga escala, padronizados e com uso intensivo de insumos químicos. Com isso, acaba aproximando o modelo artesanal da industrialização e artificialização, aumentando custos e afastando-o de suas características socioculturais. “É urgente e necessário que se dêem passos largos e concretos para avançar nessa questão por meio da criação de legislação e de sistema de inspeção sanitários específicos para a produção familiar e artesanal. Devem ser fundamentados em conhecimentos, práticas, experiências e modos de vida dos agricultores e agricultoras, contemplando também a diversidade cultural e alimentar que caracteriza a produção desses alimentos”, informa o texto da carta.
A substituição da colher de pau pela de outros materiais, como a de polietileno é uma das modificações que mais chamaram atenção na resolução. Por isso, o utensílio é o emblema da campanha e do Manifesto. Entre as proposições expressas na carta está a “criação de espaços para discussão e formulação de conceitos/definições importantes que estão na Resolução 49/2013, tais como a classificação de risco; distinção entre in natura, semi processado, processado e cultura alimentar”.
As complexas relações entre ingrediente e processos culinários constituem um rico acervo de significados, comportamentos, afirmações, identidades e sabedoria tradicional. Assim, a comida está associada ao pertencimento. “Creio que ouvir, entender, respeitar e agregar tantas descobertas é uma base sensível para organizar ‘regras’ e como empregá-las, respeitando-se diversidade, identidade, e o sentido verdadeiro da comida, que é muito além do ato de alimentar”, aponta Lody. A campanha, a Carta Aberta e o Manifesto fazem parte de um processo de comunicação popular que visa ampliar o debate a respeito dos graves problemas de saúde gerados por uma alimentação pautada no consumo de produtos alimentícios processados, com alto teor de conteúdo publicitário, sal, gordura e açúcar.
Essas iniciativas também podem colaborar para a construção e efetivação de políticas públicas, como a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Dessa forma, evidencia-se a necessidade de “valorizar, resgatar e disseminar práticas alimentares e da culinária que preserve a cultura, a biodiversidade e a autonomia das diversas regiões do Brasil”, conforme aponta a carta endereçada à ANVISA. O autor do Manifesto Colher de Pau sinaliza que “empregar regras sanitárias sem entender os motivos acumulados na história, na sabedoria tradicional de povos, de segmentos étnicos é apenas uma ação “burocrática” que distancia o verdadeiro sentimento de comida, de comensalidade e de outros valores agregados à mesa”.
Ao fomentar propostas como o Manifesto, a campanha Comida é Patrimônio vem enriquecer o caldo dos debates que buscam aproximar as questões sanitárias pertinentes à segurança dos alimentos com a cultura alimentar. Digamos que é o ponto certo para “meter a colher”, como diz o ditado popular. Essa mobilização pretende provocar reflexões e atitudes em prol da comida de verdade, bem comum, patrimônio material e imaterial, usando arte, poesia, manifestações e reivindicações.

Confira abaixo o Manifesto Colher de Pau:

“Pela salvaguarda das cozinhas regionais e tradicionais do Brasil,
e com respeito aos acervos culinários que são também identificados nos conjuntos de objetos de madeira, metal, fibra natural trançada, cerâmica entre outros; conjuntos de objetos variados e fundamentais ao ofício de se fazer a comida e possibilitar a preservação das receitas,  e ainda preservam a estética de cada prato e o seu serviço em diferentes espaços e ambientes sociais.
A comida servida à mesa, em banca, sobre esteira, sobre folha de bananeira, traz vivências das muitas experiências culturais de comensalidade nos cenários das casas, dos mercados, das feiras, dos restaurantes, dos templos, entre tantos outros.
Pela segurança alimentar e principalmente pela soberania alimentar o “Manifesto Colher de Pau” quer valorizar cada objeto, implemento de cozinha, e rituais sociais de oferecimento de comida e bebida como forma de preservação do exercício dos saberes tradicionais de famílias, regiões, segmentos étnicos, religiões; e, em destaque, a compreensão plena da importância técnica e simbólica de cada objeto.
Assim, morfologia, material, função, trazem memórias ancestrais que são definidoras das peculiaridades das culturas e dos povos que são identificados em cada objeto. Objeto vinculado ao que se entende por “patrimônio integrado” no entendimento contemporâneo de patrimônio cultural imaterial.
Respeitar e manter estes acervos materiais nas cozinhas, e nos serviços, garantem os espaços de singularidade e de peculiaridade dos nossos sistemas alimentares brasileiros, e os acervos significativos dos sabores, da construção dos paladares, ações que se dão no exercício das culturas.”

Referências

http://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/o-manifesto-colher-de-pau

http://www.fbssan.org.br/manifesto-colher-de-pau

E você, prefere tomar café ou chá?

Além de serem uma delícia, o café e o chá podem ainda se complementar já que têm substâncias importantes – a cafeína, por exemplo, acelera o coração e o cérebro; já a teína, presente no chá, diminui a excitação do cérebro causada pela cafeína, dando mais concentração e foco.

O CAFÉ

coffe arabicaO café é uma bebida produzida a partir dos grãos torrados do fruto do cafeeiro. É servido tradicionalmente quente, mas também pode ser consumido gelado. O café é um estimulante, por possuir cafeína — geralmente 80 a 140 mg para cada 207 ml dependendo do método de preparação.

Espécies e varietaisxícara café
Coffea arabica, Moca, Coffea canephora (robusta), Kopi Luwak, Coffea liberica

Métodos de preparo
Café coado • Café de percolador • Espresso (lungo, ristretto) • Café turco • Café solúvel • Cafeteira italiana • Prensa francesa

Bebidas com café
Café americano/Long black • Café-com-leite • Cappuccino • Galão (café) • Garoto (café) • Irish coffee • Latte • Macchiato (espresso, latte) • Red eye • Café bombón

O segmento de cafés especiais representa, hoje, cerca de 12% do mercado internacional da bebida. Os atributos de qualidade do café cobrem uma ampla gama de conceitos, que vão desde características físicas, como origens, variedades, cor e tamanho, até preocupações de ordem ambiental e social, como os sistemas de produção e as condições de trabalho da mão-de-obra cafeeira.

Para diferenciação dos cafés especiais, deve-se ter como base atributos físicos e sensoriais, como a qualidade da bebida, que precisa ser superior ao padrão. As principais categorias de cafés especiais são:

Café de origem certificadaEstá relacionado às regiões de origem dos plantios, pois alguns dos atributos de qualidade do produto são inerentes à região onde a planta é cultivada;

Café gourmet – Grãos de café arábica, com peneira maior que 16 e de alta qualidade. É produto diferenciado, quase isento de defeitos;

Café orgânico – É produzido sob as regras da agricultura orgânica. O café deve ser cultivado exclusivamente com fertilizantes orgânicos e o controle de pragas e doenças deve ser feito biologicamente. Apesar de ter maior valor comercial, para ser considerado como pertencente à classe dos cafés especiais, o café orgânico deve possuir especificações qualitativas que agreguem valor e o fortaleçam no mercado;

Café fair trade – É aquele consumido em países desenvolvidos por consumidores preocupados com as condições socioambientais sob as quais o café é cultivado. Nesse caso, o consumidor paga mais pelo café produzido por pequenos agricultores ou sistemas de produção sombreados, onde a cultura é associada à floresta. É muito empregado na produção de cafés especiais, pois favorece a manutenção de espécies vegetais e animais nativos.

O CHÁ

planta chá

Origem do chá

Consumido depois da refeição, no fim da tarde, antes de dormir, ou a qualquer momento, o chá – que teve sua origem no Oriente – tornou-se popular em vários países e também no Brasil, sendo a segunda bebida mais consumida no mundo, depois da água. É feito com a infusão de folhas em água quente e, tradicionalmente, são usadas folhas da planta chamada chá (camellia sinensis), que pode ser verde, branco, preto ou Oolong, intermediário entre o verde e o preto. Em relação aos chás, eles são classificados de acordo com o processo de fermentação – o chá verde, por exemplo, não é fermentado e, por isso, é o que tem as propriedades mais conservadas do que outros, como o chá branco e o preto. Cada variedade adquire um sabor definido de acordo com o processamento utilizado, que pode incluir oxidação, fermentação, e o contato com outras ervas, especiarias e frutos. Com o tempo, os povos começaram a usar outras folhas, flores e frutos. Devemos observar que há ainda uma diferença entre chá e infusão – bebidas de ervas e frutas que as pessoas costumam chamar de chás são, na verdade, infusões, porque não têm a folha de camellia sinensis.

Além de proporcionar um momento de relaxamento ou de reunir amigos, tomar chá é um hábito muito saudável. Dependendo da folha usada na infusão, a bebida pode oferecer nutrientes que ajudam no bom funcionamento do organismo

Inicialmente consumido apenas com objetivo medicinal,  aos poucos passou a ser usado, como bebida, por prazer.O pioneiro na difusão dessa característica foi Confúcio, líder espiritual chinês que desenvolveu e disseminou preceitos éticos no século VI a.C. O chá aportou na Europa, trazido por holandeses e portugueses, devido às colônias que tinham na China. Mas foi no século XVIII que a bebida se espalhou pelo mundo, pois os ingleses incluíram o chá no cardápio diário, o famoso ‘chá das 5’.

O Chá Verde, um protetor natural

O chá verde e o chá preto são preparados com folhas da mesma planta, Camellia sinensis. O chá preto é responsável por 75% do chá consumido no mundo e o chá verde, por apenas 22%. O chá que era consumido como medicamento, passou a ser do gosto popular devido as suas característica organolépticas. Seus componentes flavonóides e catequinas apresentam uma série de atividades biológicas, antioxidante, quimioprotetora, antiinflamatória e anticarcinogênica. Vários estudos vêm sendo desenvolvidos por pesquisadores em varias regiões do mundo para comprovar estas atividades terapêuticas, objetivando compreender os mecanismos de ação do chá verde.

Modo de preparoChá bule
Nada mais simples do que preparar um chá; basta ferver a água e depois colocar as folhas em infusão. O ideal é a bebida ser tomada entre as refeições – quente ou fria – e seu preparo ser feito na hora. Quando deixado em garrafa térmica, o chá pode perder até metade das propriedades funcionais. Apesar de em muitos países, como a Inglaterra, o chá ser misturado ao leite, nutricionistas informam que esse modo de preparo prejudica a absorção das catequinas, encontradas principalmente no chá verde e responsáveis pela ação antioxidante.

Agora, que tal preparar um café ou chá  bem aromático, reconfortante? Veja onde encontrar cafés e chás especiais ,  dicas para fazer um ótimo café, uma sugestão de chá aromatizado e mãos à obra!