Curiosidades

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Colher de pau

Para as doceiras tradicionais, o uso da colher de pau não apenas dá maior duração aos doces, como ainda realça o sabor dos ingredientes, como frutas, por exemplo.

Para se coar o café num coador de pano, o mesmo deve ser mexido com uma colher de pau, de uso exclusivo para tal fim (não reutilizar em outras comidas, temperos, etc).

“A Colher de Pau” é, em Portugal, o título de um livro bastante famoso, de autoria de Maria de Lourdes Modesto, culinarista conhecida como a diva da gastronomia portuguesa.

Colher de Pau é o nome de uma banda de forró soteropolitana.

O registro da História do Café no Brasil e no Mundo

Além de apreciar uma boa xícara, você não gostaria de saber, por exemplo, que foi um holandês que trouxe a popular “média” (café com leite) para o Ocidente? O livro História do Café no Brasil e no Mundo é recheado desse e de outros fatos da trajetória do grão. A obra do historiador José Teixeira de Oliveira pode ser considerada, segundo a Editora Francisco Alves, “o primeiro texto em que a saga da rubiácea [família botânica] é contada em detalhes”.

O livro foi publicado em 1984. Em suas 550 páginas, o autor procura contar de forma fácil e didática sobre todos os processos que do grão, desde o cultivo na Etiópia às milhares de canecas consumidas em nossa época. Toda essa informação foi reunida graças a apuração em documentos históricos.

Cafeterias (casa de café) e Cafeteiras (máquinas de preparar)

Os estabelecimentos comerciais na Europa consolidaram o uso da bebida do café, e diversas casas de café ficaram mundialmente conhecidas, como o Café Nicola, em Lisboa, onde se encontravam políticos e escritores, sendo de realçar o poeta Bocage, o Virgínia Coffee House, em Londres, e o Café de La Régence em Paris, onde se reuniam nomes famosos como Rousseau, Voltaire, e Diderot.

O invento da cafeteira, já em finais do século XVIII, por parte do conde de Rumford, deu um grande impulso à proliferação da bebida, ajudada ainda por uma outra cafeteira de 1802, esta da autoria do francês Descroisilles, onde dois recipientes eram separados por um filtro.

Em 1822, uma outra invenção surge em França, a máquina de café expresso (do italiano spremutom ou seja, espremido), embora ainda não passasse de um protótipo. Em 1855, foi apresentada em uma exposição, em Paris, uma máquina mais desenvolvida, mas foi em Itália que a aperfeiçoaram.

Assim, coube aos italianos, apenas em 1905, comercializar a primeira máquina de expresso, precisamente no mesmo ano em que foi inventado um processo que permitia descafeinar o café. Em 1945, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, a Itália continua tendo a primazia sobre os expressos e Giovanni Gaggia apresenta uma máquina onde a água passa pelo café depois de pressionada por uma bomba de pistão. O sucesso foi notório!

Chá

Os mil nomes do Chá

Até se chegar à palavra Tea em inglês, as folhas de chá tinham nomes muito variados: tcha, cha, tay e tee. O nome inglês não surgiu do Chinês Mandarim Tcha, mas do dialeto Amoy, chá, assimilado durante os primeiros contatos entre os comerciantes holandeses e os chineses no porto de Amoy, na província de Fujian. Aquele nome se transformou em thee em holandês, e havendo sido os holandeses os primeiros a importar chá para a Europa, passou a ser tee em alemão.

Nas línguas espanhola, italiana, dinamarquesa, norueguesa, sueca e húngara se escreve té, em inglês tea, em francês thé, em finlandês tee, em letão teja, em coreano ta, em tâmil tey, em cingalês thay e na linguagem científica Thea.

O mandarim cha transformou-se em ch’a em cantonês e passou ao português como cha (na época do comercio português com a cidade de Macau, de língua cantonesa) e depois ao persa, japonês e hindi, passando a shai em árabe, ja em tibetano, chay em turco e chai em russo.

Publicado por

Nastacia e Benta

Tia Nastácia com habilidades mágicas na cozinha, uma profunda conhecedora dos sabores e das tradições populares do Brasil , frita bolinhos de chuva, assa biscoitos, cozinha lentamente a geleia feita com as jabuticabas plantadas no quintal. Foi de suas mãos que surgiu a a irreverente, tagarela e espevitada boneca de macela Emília. Já D.Benta é uma mulher idosa, avó de Narizinho e Pedrinho. Dona do Sítio do Pica-Pau Amarelo, ela se diverte muito com os conflitos das tramas infantis. Muito sabida, sempre ensinando coisas novas aos netos e informando-os sobre a cultura do Brasil e do mundo.

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