Flores Comestíveis – uso, aplicações, uma festa no prato!

Nessa vida passageira, Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada, Isso é o que me faz dizer
Que vejo flores em você...

Compositor: Edgard Pereira     Ira!  Álbum:Vivendo e não Aprendendo

Quando pensamos em flores, geralmente esperamos que sejam mais decorativas que propriamente um alimento. Enganados estamos!

Elas começaram a ganhar espaço nos belos pratos de chefs estrelados como decoração. Agora, a lavanda, rosa e hibisco aparecem em lattes, infusões e chás. Já a flor de sabugueiro foi eleita o ingrediente perfeito para coquetéis e bebidas gaseificadas. É o efeito American Tropics: cores fortes, motivos florais e sabores marcantes tem sido utilizados pelos chefs para diferenciar seus estilos.

Flores que te quero em cores!

E se o assunto é acrescentar flores aos alimentos, boa parte das pessoas responde com estranheza e até cara feia. No entanto, é bem provável que já tenham se deliciado com algumas delas sem ao menos notar. Pois bem, você já provou brócolis, couve-flor e alcachofra? Apesar de não terem o aspecto encantador das suas irmãs ornamentais, são flores, sim!

As três opções passam longe da ideia de itens exóticos simplesmente porque já são vistas como legumes e podem ser cozidas como eles. Outras flores são servidas na forma natural, por isso o caráter exótico.

Além de contarem com sabor que costuma agradar, trazem benefícios à saúde. A alcachofra, por exemplo, é considerada um eficiente auxiliar da digestão. O cálcio, encontrado em larga escala no brócolis tem papel importante na formação e manutenção dos ossos e dentes. A couve-flor apresenta vitaminas A e do complexo B, que ajudam a evitar problemas de pele e do aparelho digestivo, além da queda de cabelos.

Para não perderem nutrientes, devem ser preparadas de preferência no vapor. E, na hora de comprá-las, fique atento a alguns detalhes: a couve-flor deve ter folhas externas em bom estado, talos firmes e brilhantes, ser uniforme e sem intervalos. Prefira os brócolis bem verdinhos. No caso da alcachofra, recomenda-se escolher a que apresentar talo longo, e inflorescência firme e bem arroxeada.

E as espécies de flores ornamentais e comestíveis?

As flores tidas como ornamentais também fazem sucesso na culinária. Muito mais do que a simples função de enfeitar os pratos com suas cores e formas, entram na composição de muitas delícias. Boragos, calêndulas, capuchinhas, cravos, rosas dão um toque a mais a saladas, caldas, doces, pães, bolos, biscoitos, sobremesas e tortas.

Inseridas desde os primórdios na gastronomia oriental, as flores comestíveis estão ganhando cada vez mais espaço nas cozinhas de todo o mundo, principalmente na culinária orgânica natural, que valoriza não só a quantidade de nutrientes, mas também a boa apresentação e a qualidade de seus pratos. Entre os principais usos para flores comestíveis está a retirada de óleos essenciais, que perfumam e proporcionam sabor a diversos outros alimentos.

As flores comestíveis, assim como as raízes comestíveis, são encontradas em diversos tamanhos, sabores e aromas, variando de acordo com a região em que são cultivadas e com os pratos que acompanham. Para as famílias que querem incentivar a alimentação saudável de seus filhos, flores comestíveis também podem ser uma ótima alternativa para conquistar o apetite das crianças, pois além de inusitadas, são muito saborosas.

Quais benefícios de incluir flores comestíveis no cardápio?

As flores comestíveis possuem propriedades únicas, complementam pratos tradicionais e transformam o paladar quando consumidas. A maior parte das espécies possui alta quantidade de nutrientes, bem como carotenoides eóleos essenciais, o que torna seu consumo totalmente indicado para aqueles que buscam uma alimentação equilibrada e saudável.

O hábito de inserir flores no preparo dos alimentos tem origem em uma antiga tradição asiática, mas hoje, mesmo que pouco difundido, já faz parte da culinária ocidental, tornando-se inclusive o toque especial de chefs e nutricionistas que prezam pela qualidade da alimentação.

As flores comestíveis podem acompanhar saladas, sopas, frutas, bolos, pratos frescos, peixes, bebidas, vinhos, doces, conservas e também podem ser consumidas cristalizadas. São práticas e transformam a aparência dos pratos, deixando-os mais sofisticados e perfumados.

O paladar do amor-perfeito, por exemplo, é ligeiramente adocicado. O da capuchinha é picante e lembra o do agrião, enquanto o do dente-de-leão parece com o do mel.

Como utilizar flores ornamentais e comestíveis?

Se ficou com vontade de experimentar, nem pense em colher as plantas do jardim ou do vaso que enfeita a mesa da sala. Podem ter sido contaminadas de alguma maneira ou conter partes venenosas. Devem ser adquiridas em produtores especializados, que as cultivam sem o uso de produtos químicos.

Antes de colocar as flores no prato ou na bebida, é preciso saber quais partes são consumíveis e quais são nocivas à saúde. Muitas flores permitem o consumo de suas pétalas e inflorescência ao mesmo tempo em que podem conter toxinas no caule ou no miolo. Conhecer a flor que deseja consumir é fundamental para evitar indigestão ou o mal-estar após o consumo.

Também é preciso saber preparar a planta após colher. Os chefs de cozinha recomendam colher em horários de clima mais fresco, realizar a retirada das partes desnecessárias, lavar delicadamente com água em temperatura ambiente e deixar secar em toalhas de papel, dessa forma as flores não perdem seu sabor ou aroma e permanecem intactas para o uso.

Lave as flores somente com água de forma delicada, vale até usar um spray, pois são frágeis e machucam com facilidade. Deixe que sequem naturalmente ou aposte em toalhas de papel. Remova os estames e pistilos. Partes brancas, grandes estames e pistilos normalmente são amargos e não devem ser mastigados. O ideal é que sejam consumidas sem cozimento, preservando a aparência e o gosto.

Extremamente frágeis, melhor que sejam compradas, no máximo, um dia antes de ir à mesa. Para evitar que murchem, mantenha-as na caixinha original, guardada na parte baixa da geladeira. Dica: para que mantenham o ar de bem fresquinhas, só adicione as flores à receita na hora de servir.

CONHEÇA ALGUMAS FLORES COMESTÍVEIS:

ALCACHOFRA

Conta com vitaminas do complexo B, potássio, cálcio, fósforo, iodo, sódio, magnésio e ferro. O sabor amargo estimula as secreções digestivas. A flor é considerada um eficiente auxiliar da digestão e a ciarina (substância encontrada na planta) pode melhorar as funções do fígado.

AMOR PERFEITO

A flor Amor Perfeito pode ser utilizada inteira na hora de aromatizar vinagres, bebidas, sopas e até mesmo saladas.Oferece um arco-íris e um sabor levemente adocicado – por isso, é indicada para receitas agridoces ou sobremesas. Mas podem produzir um interessante contraponto nos pratos picantes.

ÁSTER DA CHINA

A Áster da China foi por muito tempo utilizada como flor ornamental, atualmente é inserida em saladas cortadas mais finas, como repolho, pepino e cenoura. Contudo, é necessário retirar o miolo antes do preparo;

BORAGO

As pétalas miúdas, entre o azul-claro e o roxo, apresentam sabor delicado, que não interfere tanto nas receitas. Versátil, enriquece saladas, pratos frios, drinques e sobremesas. Também conhecida como borragem, é uma planta medicinal (Borago officinalis) usada como expectorante e fornece certa dose de vitamina C. Algumas pessoas acham seu sabor semelhante ao do pepino. As folhas são usadas em compressas para suavizar problemas de pele.

BRÓCOLIS

Suas folhas, flores e talos são comestíveis. O vegetal é rico em cálcio (importante para a formação e manutenção dos ossos e dentes) e fonte de vitaminas A e C. Também apresenta ácido fólico (indicado para gestantes), selênio e potássio.

CALÊNDULA DOBRADA

Com um florescimento mais rápido que as demais flores, a Calêndula é muito utilizada em saladas, sobremesas, no arroz, e tende a substituir o açafrão na culinária tradicional. Seu miolo é indigesto e deve ser retirado antes do preparo. Em contrapartida é rica em carotenoides e perfeita para atrair o público infantil

Há muitos anos já era utilizada na alimentação por ser um bom corante para caldas e bolos. Em geral, usa-se apenas a pétala, que pode ser amarela ou alaranjada. Bem aromática, é recomendada para saladas e risotos. Experimente com purê de inhame.

CAPUCHINHA

É a mais comum e fácil de encontrar. Rica em Vitamina C,  apresenta propriedades digestivas,  tem um sabor picante, e ligeiramente amargo, que lembra folhas de agrião,  a Capuchinha é muito utilizada na gastronomia, tendo suas flores e folhas utilizadas principalmente em saladas. Vai do amarelo ao rubi e combina com canapés e saladas.

COUVE-FLOR

Possui quantidade apreciável de sais minerais importantes, como cálcio, fósforo e ferro, que atuam na formação dos ossos, dentes e sangue. Apresenta vitaminas A e do complexo B (B2 e B5), que têm como função evitar problemas de pele e do aparelho digestivo, além da queda de cabelos. Suas folhas verdes são muito eficazes no combate às anemias. Vegetal de fácil digestão, é neutralizante da acidez estomacal e indicado contra a prisão de ventre.

CRAVO

Tem sabor doce, parecido com o da noz-moscada. A flor é sugerida para saladas e guarnições.

DENTE-DE-LEÃO

Com um sabor muito semelhante ao mel, o Dente-de-leão é frequentemente utilizado em doces, sobremesas e pratos sofisticados. Interessante para compor saladas, se for colhida jovem e servida logo em seguida.

FLOR DE ABOBRINHA

Na Itália, costuma ir à mesa empanada em uma massa leve, recheada de mussarela e anchova (ou presunto cru). Supefrágil, raramente chega aos nossos mercados – a saída é encomendar na feira.

 

 

FLOR DE ALHO

Boa pedida para quem busca dar um toque de alho ao sabor da salada ou outra opção gastronômica. As flores do alho comum são brancas e do alho porró, lilases ou arroxeadas.

FLOR DE CEBOLINHA

Opção para dar um toque acebolado à salada ou outro prato.

FLOR DE COENTRO

Lembra as folhas da erva, mas sem tanta potência. Como muita gente tem rejeição ao sabor intenso do coentro, a flor é substituta delicada em receitas de peixe.

 

 

FLOR DE MANJERICÃO

 

 

 

As variedades de manjericão existentes possuem pequenas flores, quais variam de coloração, comumente as vemos nas cores brancas, esverdeadas e roxas. Para que o pé de manjericão possa crescer mais vistoso temos que retirar suas flores, pois elas consomem muita reserva energética da planta. O que muitos não sabem é que, ao fazermos este tipo de poda, podemos utilizar as flores em saladas, salgados e, principalmente, em água de cozimentos, como na do macarrão. Lembrando que seu aroma e sabor são mais intensos que as folhas.

FLOR DE MEL

Os mini buquês brancos têm sabor levemente adocicado, com notas de mel – daí o seu nome. Fica ótima em sobremesas ou em pratos salgados que levam frutas.

HIBISCO

O Hibisco possui seu característico sabor cítrico, perfeito para incrementar bebidas, saladas e xaropes. Por ser ligeiramente ácido, o Hibisco exige um maior controle em relação à quantidade consumida. Além de render gostosas infusões, quentes ou geladas, é matéria-prima de geleias artesanais. Decora pratos, mas suas pétalas grandes não ficam tão delicadas in natura.

LAVANDA

Os tons cítricos da Lavanda são conhecidos em chás e bebidas medicinais, contudo, poucos sabem que a flor também pode ser consumida em biscoitos, bolos, sorvetes e até mesmo no vinho, deixando os pratos muito mais bonitos e elegantes. Pode entrar na composição de muitas delícias da culinária: chás, biscoitos, xaropes, bolos, cheese cakes, sorvetes, geleias, tortas, vinhos, vinagretes.

MALMEQUER

A Malmequer é uma planta muito popular no Brasil e seu consumo é majoritariamente em saladas, personalizando a decoração e oferecendo um aroma diferenciado à composição;

VIOLETA

Para quem pretende utilizar Violetas na culinária, recomenda-se o uso da espécie Viola odorata, ideal para doces, xaropes e bolos.  Entra em receitas e também é usada para decorar pratos. Há doce, chá, bolo e xarope de violeta. Boa pedida para saladas, geleias, manteiga.

MINI ROSA

Inteira, gera desconfiança, pois há quem evite comê-la, temendo espinhos. Mas a rosa comestível é inofensiva, tem perfume intenso e vai bem em saladas e doces. Pode-se usar despetalada para decorar os pratos.

PÉTALAS DE ROSAS
pétalas de rosa vermelhas

As pétalas de rosas são perfeitas para enfeitar bolos, sobremesas, saladas e pratos de verão. Além de perfumadas, conseguem surpreender na aparência do prato final. É muito usada para aromatizar e decorar doces com caldas e, ainda, compor saladas. As pétalas de rosas também são empregadas em xaropes, sorvetes, guarnições, geleias, manteiga.

Podem ser cristalizadas, ficam lindas!

Páscoa, doces costumes, sensacional gastronomia!

A Páscoa está chegando, e aqui vão algumas informações sobre esta que é uma das festas mais sensíveis, uma época cheia de tradições, e em muitos países não se resume apenas em ovos de chocolate e no famoso coelhinho, mas também em liturgias, procissões, almoços e cafés em família, muitos alimentos e pratos culinários, cheios de significados e  tão saborosos que, como num passe de mágica, nos remetem à infância, trazendo as lembranças dos cheiros de pães e bolos assados, chocolates e guloseimas, ninhos e ovos coloridos.

Histórico, Tradição, Símbolos

A Páscoa já existia muito antes de Cristo, na Antiguidade, embora comemorada pelos cristãos como a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Para os judeus, a Páscoa (Pessach) lembra a fuga do povo judaico do Egito, além disso, o ovo, presente em muitas das comemorações, era um símbolo da fertilidade para os egípcios.

Nos mais diversos países, embora existam elementos em comuns, as tradições agregam características de cada cultura e região, com simbologias ligadas a essa data. O ovo aparece como representação de fertilidade em alguns países – e nem sempre é de chocolate, muitas vezes é ovo mesmo, pintado com cores extraídas de cascas, folhas, flores e elementos naturais. Outros símbolos conhecidos são o sino, o coelho, o peixe e o cordeiro. Como no hemisfério norte a estação que entra é a primavera, as flores e as cores alegres e claras e em tons pastel estão agregadas na decoração da Páscoa, e no hemisfério sul sendo o outono, as cores que dão o tom (amarelo, laranja, verde e marrom) vem das folhas que caem nesta estação.

Diferentes costumes, mesma Páscoa

A Páscoa é comemorada de diversas formas.

Em muitos países, como Alemanha, Áustria e Suíça, há a tradição de pintar ovos cozidos ou cascas dos ovos que são furadas e esvaziadas, e depois de pintados são colocados em árvores e arranjos. Os ovos de galinha cozidos ainda estão presentes em algumas culturas, principalmente nos Estados Unidos e Bulgária. Mesmo em países onde predominam outras culturas, como é o caso da China, a páscoa também é comemorada.

Há lugares que os ovos são unanimes. Em outros, os doces e pães que têm lugar de destaque. O chocolate parece mesmo ser a comida mais importante da Páscoa em todo lugar, até em países de maioria muçulmana, como a Malásia.

Fugindo do pensamento comum, o coelho não é um símbolo universal e inquestionável da Páscoa. Ele não tem lugar na França, onde quem reina é o peixe – chamado “Poisson d’Avril” (Peixe de Abril), sendo o coelho praticamente persona non grata na Austrália.

Já na França comida típica é o “Gâteau de Pâques” um bolo assado em formato de cordeiro. Na Bélgica e França os sinos não são tocados entre a Sexta-feira da Paixão e só voltam a tocar no Domingo de Páscoa por causa de uma lenda que diz que eles voam até Roma e quando voltam deixam cair ovos para todos. E na Suécia, as crianças comemoram a data como se fosse o Halloween, saindo para buscar doces. No Brasil, é comum presentear os amigos e os familiares com ovos de chocolate.

Como é a Páscoa em vários paísesAlemanha

Na Alemanha, assim como aqui no Brasil, é costume que as pessoas presenteiem os amigos e familiares com ovos de chocolate, mas na tradição germânica, a festa cristã dá lugar para a celebração dedicada a Ostara, deusa da primavera. A data é marcada por fogueiras e festivais.

No sul do país, é celebrada a tradicional “Alemannische Fasnet”, que é considerada a quinta estação do ano para os alemães. O período começa no dia 11 de novembro e termina na quarta-feira de cinzas. Em alguns lugares, as árvores das cidades são enfeitadas com ovos coloridos.

 

Argentina

Assim como no Brasil, os argentinos não comem carne na Sexta-Feira Santa. Mas, para eles, a restrição começa antes, na Quinta-Feira. Na Argentina são celebradas missas nos quatro dias da Semana Santa e realizadas atividades religiosas como a encenação da Paixão de Cristo. Na cidade de Tandil são feitas peregrinações ao Monte Calvário.

Armênia

Na Armênia durante a Quaresma é comum colocar vários tipos de grãos em um tabuleiro com algodão (como as crianças fazem com feijão no Brasil). Na Páscoa, os brotos servem para decorar a mesa da festa. Além disso, há a tradição de decorar cascas de ovos com figuras cristãs.

Austrália

Na Austrália, coelhos são vistos como uma praga, porque sua superpopulação está prejudicando o meio ambiente do país. Por isso, foi feita uma campanha para promover a símbolo da Páscoa o bilby, um marsupial em extinção, que parece um coelho e passou a ser um dos principais símbolos desta época. Mesmo assim, as crianças costumam usar gorros e chapéus com orelhas de coelho. 

 

Austria

Os sinos das igrejas não podem tocar entre a quinta-feira e a missa do domingo de Páscoa. Segundo a lenda, os sinos voam até Roma nesse período. No lugar dos sinos, coroinhas tocam uma espécie de chocalho de madeira enquanto entoam orações e cânticos. Além disso, o país tem a tradição de pintar ovos cozidos ou cascas dos ovos que são amarrados em árvores e arbustos. Os austríacos ainda fazem uma decoração especial: amarram plantas em volta dos ovos e colocam para cozinhar. Depois do cozimento, as plantas são retiradas, deixando desenhos nos ovos. Em algumas regiões da Áustria, ovos verdes são dados na Maundy Thursday (Quinta-feira Sagrada).

Bélgica

Assim como na França, na Bélgica os sinos das igrejas não tocam entre a Sexta-Feira da Paixão e o Domingo de Páscoa. Diz uma lenda local que os sinos voam para Roma até a Páscoa e quando voltam deixam cair ovos para todo mundo encontrar, mas para facilitar, as crianças belgas fazem ninhos de palha para estes ovos.

Bulgária
Uma das tradições na Bulgária é o costume de colorir ovos cozidos após a missa na Quinta-feira Santa. Eles também fazem pães pascais chamados kolache ou kozunak, que têm sabor semelhante ao do panetone. O pão é decorado com número ímpar de ovos coloridos e levado à igreja na madrugada de sábado. Os pães e ovos são abençoados e dados aos amigos e familiares. Após o almoço de Páscoa, cada pessoa da família pega um ovo e bate nos ovos dos outros. Acredita-se que quem ficar com o ovo inteiro, por último, terá um ano de sorte.

Canadá

No Canadá as brincadeiras de caça aos ovos envolvem bairros inteiros. Em algumas cidades, assim como no Brasil, os pais escondem doces ou chocolates pela casa para as crianças procurarem. O Carnaval de Inverno do Quebec é um dos pontos altos das celebrações da época.

China

Na China o “Ching-Ming” é uma festividade que ocorre na mesma época da Páscoa, onde são visitados os túmulos dos ancestrais e feitas oferendas de refeições e doces. O objetivo é deixar os ancestrais satisfeitos com seus descendentes.

Dinamarca

Na Quinta-feira Santa, ou na véspera da Páscoa na Dinamarca as crianças disfarçam-se de bruxos e visitam seus vizinhos e esperando receber, em troca doce ou dinheiro. Além disso, ovos cozidos são decorados e usados numa competição que consiste em rolar os ovos por uma colina abaixo: vence aquele que conseguir que o seu ovo chegue mais longe e mais inteiro.

Eslovênia

Na Eslovênia muitas pessoas decoram os ovos com enfeites de ouro e prata e presenteiam amigos e parentes.

Espanha

Na Espanha a celebração de Páscoa é essencialmente religiosa. Não há o hábito de trocar ovos de chocolate, mas as pessoas se reúnem para comer uma espécie de colomba com chocolate quente bem cremoso. Alguns hábitos são semelhantes aos brasileiros, como a ausência de carne.

Há ainda doces típicos da data, como um tipo de rabanada,

a torrija(consumida em todo o país) e o Osso de Santo (que faz parte das celebrações de algumas regiões).

Na Espanha, normalmente a Semana Santa inteira é considerada feriado e durante esse período ocorrem inúmeras celebrações por todo o país. As procissões em algumas cidades da Espanha são quase tão importantes quanto o Carnaval para o Rio de Janeiro. As pessoas se fantasiam de Romano, de Jesus e de Apóstolos e carregam pelas ruas a cruz de Jesus.

Assim como no Brasil, alguns espanhóis se reúnem no Sábado de Aleluia para malhar ou queimar o boneco que representa Judas.

O ritual de Semana Santa celebrado na Andaluzia pode parecer assustador, com procissões nas ruas com pessoas usando capuzes sinistros e carregando tochas. Mas esta tradição do sul da Espanha é uma das maiores comemorações religiosas de cidades como Sevilha, Málaga e Granada.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos o mais tradicional ainda é a “caça ao ovo”, onde ovos cozidos, decorados com tintas,  ou ovos de chocolate,  são escondidos pelo quintal ou pela casa para serem descobertos pelas crianças na manhã de Páscoa. Em algumas cidades a “caça ao ovo” é um evento da comunidade e é usada uma praça pública para esconder os ovinhos.

Etiópia

A celebração da Páscoa na Etiópia começa na Quaresma, quando os católicos mais fervorosos deixam de consumir qualquer produto de origem animal, ou seja, além da carne, evitam o leite, a manteiga, ovos, queijo e o iogurte. No domingo de Ramos ocorre um bonito festival — chamado Fasika —, durante o qual os etíopes se vestem de branco e usam enfeites nas cabeças e anéis feitos com as folhas das palmeiras. A comida tradicional de Páscoa é o ensopado de carneiro ou cordeiro com uma espécie de panqueca, assim como um pão azedo chamado “Dabô”.

França

Na França não são os coelhinhos que trazem os ovos de chocolate, mas os sinos que volta da viagem a Roma com muitos doces para as crianças, além disso, há um desfile de chapéus.

E o peixe é um símbolo que encontramos até em confeitarias, lindos e de chocolate!

A refeição tradicional do domingo ou da segunda-feira de Páscoa é o carneiro (preparado com vegetais da primavera) que é um dos símbolos da Páscoa na França.

Grécia

Na Sexta-feira Santa na Grécia é comum que algumas igrejas ortodoxas montem uma espécie de túmulo no centro dos templos, que são visitados como se fosse um funeral. Além disso, também ocorrem procissões. Os gregos utilizam ovos pintados de vermelho para representar o sangue de Cristo, que são quebrados depois que a ressurreição é anunciada.
A comida tradicional de Páscoa na Grécia é o carneiro assado, e há quem ainda siga o costume de tomar uma sopa feita com o estômago do animal no domingo pela manhã.

Hungria

Na segunda-feira de Páscoa na Hungria as mulheres húngaras são molhadas pelos rapazes com perfume ou água perfumada e retribuem a “bênção” com um beijo e um ovo vermelho.

 

Índia

Na Índia, a Quaresma é vista como uma época de sacrifícios, nos muitos lares cristãos do país. As famílias economizam durante todo esse período, pondo dinheiro numa caixa de oferendas em casa, e doam o dinheiro na Páscoa.

Nas cidades da Índia onde hindu é praticado, em vez da páscoa, como conhecemos, é comemorado o Festival Holi. A data é marcada para relembrar o nascimento do deus Krishna. As pessoas se reúnem para dançar, tocar flautas e se deliciar com verdadeiros banquetes com comida e pratos típicos.

Outra marca da festa é a presença dos elefantes que recebem pinturas especiais pelo corpo e as pessoas atiram pó colorido umas nas outras.

Inglaterra

Na Inglaterra as pessoas celebram o feriado de páscoa de diferentes maneiras. A mais comum é procurar ovos de chocolate em jardins e praças públicas. Outra opção são as mansões rurais espalhadas por todo o país, onde alguns organizadores locais preparam uma verdadeira festa para passar o dia.

Em Londres, docerias e casas de chocolate promovem diferentes eventos, assim como outros lugares públicos, onde a celebração conta com shows de marionetes, mágicos e bandas.

Assim como aqui no Brasil, na Inglaterra também existe o costume de se presentear ovos de chocolate.  Outra tradição é a Rainha distribuir moedas especiais para a ocasião diante da Abadia de Westminster, em Londres. Esse festejo ocorre a cada dois anos, e normalmente os objetos distribuídos se tornam peças de colecionador.

Assim como na Irlanda, a Inglaterra tem o bolo de Páscoa, o Simnel,  como tradição desde a Idade Média. É feito com frutas secas e 11 bolas de marzipã no topo, que simbolizam os apóstolos de Jesus, exceto Judas.

Em algumas zonas da Inglaterra, por exemplo, é comum dançar-se a Dança Morris, no Domingo de Páscoa, para espantar os espíritos do inverno. Na Grã-Bretanha, as crianças costumam usar gorros e chapéus com orelhas de coelho. As britânicas também enfeitam os acessórios com flores, para marcar a chegada da primavera.

Itália

A Páscoa na Itália dura até a segunda-feira, o feriado é chamado de pasquetta ou pasquela. Em Roma, cerimônias, procissões e a missa festiva são celebradas no Vaticano. Nápoles, no sul da Itália, é conhecida por ter criado a conhecida Pastiera di Grano. A torta à base de trigo, ricota açúcar e ovos, confeccionada seguindo tradições ancestrais é tradicional, além das procissões e festejos do domingo da Páscoa.

Dentre as muitas lendas sobre a origem da Colomba Pasquale, uma delas diz que o bolo em forma de pomba, simbolizando a paz, impediu a invasão da cidade de Pavía (Lombardia), no norte da Itália.

México

No México, os chocolates e o coelho da Páscoa só fazem parte da rotina das classes mais altas, mas em geral os mexicanos não comem carne na Sexta-Feira Santa, só que diferentemente do Brasil, no México não comer carne é seguido em todas as sextas-feiras da Quaresma. No país, a encenação da Paixão de Cristo é o símbolo das comemorações de Páscoa.

Além disso, no México ao meio dia do Domingo de Páscoa, os bonecos que representam Judas – o apóstolo que traiu Jesus – são espancados, enforcados e queimados. Em algumas cidades, Judas é representado por uma piñata – um jarro cheio de doces – que as crianças devem tentar destruir, para comer os doces.

 

Polônia

No Domingo de Páscoa é comum à mesa possuir um cordeiro talhado em manteiga, usado como ornamento, que pode ser comprado em lojas ou feito em casa. Na missa de domingo, cada família leva uma cesta com ovos cozidos e outros alimentos para ser abençoada. Depois, todos se reúnem para tomar o simbólico café da manhã. Há também troca de ovos de galinha decorados. Esses objetos, chamados de pisanki, são talismãs de boa sorte e simbolizam amor, fertilidade e fortuna. O bolo típico e muito saboroso é o o Mazurek, um bolo de folha fina, com parte inferior feita de pastelaria e seguido de uma segunda camada de massa. O conjunto é então coberto por geleia e chocolate.

Outra tradição na Polônia é chamada de “Dyngus”, ou “Smingus Dyngus”, onde os rapazes devem molhar as moças com perfume ou água perfumada, como simbolismo de purificação.

Portugal

Na Páscoa de Portugal não falta bacalhau, que não é o único prato nas comemorações da Semana Santa. Além das amêndoas e do chocolate, há também o Folar.

Segundo uma lenda portuguesa, o sonho de uma jovem aldeã chamada Mariana era se casar. Após pedir à Santa Catarina, surgiram dois pretendentes: um lavrador pobre e um fidalgo rico. No Dia de Ramos, os dois envolveram-se em uma luta e o lavrador foi escolhido por Mariana. Mas a jovem ficou com medo de que o fidalgo matasse o noivo no dia do casamento e recorreu novamente à Santa, que lhe sorriu. Agradecida, a jovem lhe ofereceu flores. Quando chegou em casa, Mariana encontrou um bolo com ovos inteiros ao lado das flores que havia oferecido à Santa Catarina. Como o mesmo aconteceu com os dois pretendentes, o bolo tornou-se símbolo da celebração da reconciliação e da amizade. Por esta razão, no Domingo de Ramos os portugueses oferecem a seus padrinhos um ramo de flores e recebem, em troca, o Folar.

Romênia

Em algumas regiões da Romênia, na segunda-feira após a Páscoa, os rapazes, carregam baldes de água, vão de casa em casa procurar moças solteiras: se estas estiverem prontas para dormir, eles atiram água. Acredita-se que, com isto, as donzelas se casarão em breve. Em troca, elas oferecem belos ovos decorados ou o bolo tradicional da época, o “Pasca”.

Rússia

Para começar, a Páscoa é chamada na Rússia de Paskha (Пасха). Ela também é comemorada em um domingo. Mas, como a igreja ortodoxa usa um calendário diferente (elaborado pelo imperador Romano Júlio Cesar) as datas muitas vezes não coincidem com o seu correspondente católico.

A celebração da Páscoa na Rússia começa no Sábado de Aleluia a noite, quando os fiéis vão à igreja e, a meia-noite, caminham em volta das igrejas segurando velas a cantando hinos, até que o Padre bata na porta da igreja três vezes, convidando os fiéis a entrarem para celebrar a Ressurreição de Cristo. Depois da bênção da sua comida, levada em cestos de Páscoa à igreja, os fiéis voltam a casa para celebrarem com as famílias e fazem uma grande festa em que são servidas as comidas abençoadas na Igreja.

A tradição dos ovos coloridos também é forte na Rússia. Mas lá, ao dar o ovo para outra pessoa, se diz “Khristos Voskrés” (Cristo levantou, ressuscitou). Já quem recebe o presente deve responder “Voístinu Voskrés” (Levantou/Ressuscitou realmente). Esta tradição remonta aos tempos antigos, quando Maria Madalena trouxe um ovo ao Imperador Tiberius, dizendo “Cristo levantou”.

Entre os presentes distribuídos na Páscoa, estão ovos coloridos com desenhos ou simplesmente decorados com cores brilhantes. Uma das tradições mais conhecidas da Rússia e de países do Leste Europeu nesse período é a de pintar ovos de galinha ou codorna. Eles podem ser coloridos de forma natural (deixando-os ferver em uma panela com casca de cebola) ou artificial (usando corantes na água em vez da já citada cebola). Usando cebola, o ovo fica com uma coloração marrom. Existem diversos corantes para fazer os ovos de muitos tons diferentes. Algumas pessoas também pintam os ovos usando pincéis pequenos, fazem verdadeiras obras de arte com eles. Dizem que este costume que começou quando, em 1884, o Tsar Aleksandr III pediu a Karl Fabergé, joalheiro e artista da Corte, que fizesse um ovo especial para ele oferecer à Tsarina. 

Colorir e decorar ovos é um costume também bastante antigo praticado no Oriente. Nos países da Europa de Leste, os ortodoxos tornaram-se grandes especialistas em transformar ovos em obras de arte. Da Rússia à Grécia, os ortodoxos costumam pintar os ovos de vermelho.

Já ovos de chocolate  não  são relacionados com a Páscoa. Para os russos, eles são somente ovos de chocolate, que podem ser comprados durante o ano inteiro. Chocolate em si também não tem nada a ver com a Páscoa para os russos. Ele nem era conhecido na Europa e Ásia nos tempos de Jesus. E como a igreja ortodoxa gosta de guardar as tradições, não introduziram essa novidade.

Na semana antes da Páscoa (Paskha em russo), as pessoas trazem galhos de salgueiro para casa (“Verba”), tocando com eles uns nos outros para dar sorte.

A comida tradicional da Paskha russa é um pão de amêndoas e frutas cristalizadas chamado Kulich (muito semelhante ao panetone), que é sempre servido com um patê de queijo adocicado, também chamado de Paskha.

A Kulich é, geralmente, muito bem decorada, com muitas cores, como gostam os russos. O mais comum é o uso do glacê de açúcar branco, o fondant, sobre o qual se aplicam os mais diversos enfeites (confeitos coloridos, bichinhos e flores de marzipam, frutas cristalizadas e secas, balas de goma). É habitualmente servida com uma espécie patê doce de queijo, chamado de Paskha, que é passado sobre o pão como se fosse manteiga.

A Paskha (também grafado пасха, paska, pasca e pascha) é moldada em forma de pirâmide, sobre a qual, muitas vezes, escreve-se em cirílico, as letras e XB (Khristos Voskrés). É uma iguaria da tradição da Igreja Ortodoxa, preparada em vários países do Leste Europeu.

Mas estas são  apenas duas estrelas na noite.  Na mesa da Páscoa russa, também haverá sempre um presunto ou um leitão assados, dando início à comilança depois de 40 dias de jejum, tradicionalmente sem produtos de origem animal, no mais puro estilo vegano.

Suécia

Na Suécia, os rituais tradicionais desta época são diferentes, incluindo o Domingo de Ramos, que marca a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, recebido com ramos de palmeiras. Existe a superstição de que as bruxas ficam especialmente poderosas nesta semana. Numa terça-feira, elas voam em suas vassouras para se juntar ao demônio num lugar chamado “Blakulla”, retornando no sábado seguinte. Na manhã de Páscoa, as pessoas temem acender suas lareiras, porque as bruxas de Páscoa podem ter deixado algum feitiço sobre as chaminés, a caminho de Blakulla. Para se assegurarem de que estão livres de feitiços, queimam nove tipos diferentes de árvores antigas.

Para que as vassouras das bruxas voem, são molhadas com uma poção secreta, segundo a lenda, e elas se reúnem nas torres das igrejas para seguirem juntas até Blakulla. Aproveitam para raspar algum metal dos sinos, pois este seria usado nessa poção. Assim, é prova de coragem entre os rapazes passar num campanário a noite anterior à Páscoa, sem fazer qualquer movimento, pois se forem descobertos pelas bruxas tornam-se instantaneamente calvos. Também são comuns cruzes e outros símbolos sacros nas portas, tiros para o céu e outras práticas anti-bruxas.

Crianças suecas costumam se vestir de bruxas (como no Dia das Bruxas dos Estados Unidos), levando cartas ou pequenos cartões decorados (Easter letters). Na área ocidental do país, os cartões são colocados nas caixas de correio ou sob as portas, mantendo-se secreta a identidade de quem os envia. Na tarde antes da Páscoa, costumam comer ovos de Páscoa, que são cozidos e em muitos casos decorados, mas as estampas são mais simples e irreverentes, diferindo um pouco das usadas em outros países da Europa.

 

Suíça

Na Suíça, não poderia faltar chocolate nas comemorações de Páscoa. Os coelhos de chocolate são escondidos dentro de casa e as crianças devem procurá-los. A segunda-feira após o Domingo de Páscoa, também é feriado por lá. Além disso, seguem a tradição europeia de pintar ovos de galinha. Em Berna, a tradição chama “Eiertütscha” e reúne no domingo de Páscoa na Praça Kornhausplatz, adultos e crianças para a disputa dos ovos.

Ucrânia

Na Ucrânia a tradição mais forte é a decoração de ovos coloridos para presentear amigos e parentes. A tradição diz que, se as crianças forem bem comportadas, e deixarem um boné de tecido num lugar escondido na noite anterior ao domingo de Páscoa, o coelho deixará doces e ovos coloridos nesses “ninhos”.

Uruguai

No Uruguai, as comemorações da Semana Santa começam no Domingo de Ramos, uma semana antes da Páscoa. Na Quinta-Feira Santa, os uruguaios comemoram refazendo a Via Crucis. Na Sexta-Feira Santa, dia de luto pela morte de Jesus, não há festejos, mas como no Brasil, não se come carne. Já o Domingo é dia de festa com muitos ovos de chocolate.

Seja onde for, que a época de  Páscoa nos proporcione renovação e convivência, com seus costumes,  suas cores, sabores e tradições! Boa Páscoa!

Série “Condimentos, Ervas, Especiarias e Temperos” – 2

Super Temperos que Protegem o seu corpo, e são Super Antioxidantes

Ervas e especiarias proporcionam um sabor extra e, quando combinados com outros alimentos nutritivos, realmente aumentam exponencialmente os antioxidantes naturais, os fito nutrientes e o poder anti-inflamatório dos alimentos.

Quando você adiciona sabor a suas refeições com ervas e condimentos, você reforça seu alimento sem acrescentar nenhuma caloria. Você pode transformar algo comum e sem graça em algo com um sabor verdadeiramente extraordinário e bom para seu corpo, apenas acrescentando quantidades generosas de ervas e especiarias em suas refeições.

Esses poderosos condimentos ajudam a controlar o açúcar no sangue, reduzem as inflamações, aceleram o metabolismo, ajudam na perda de gordura e reduzem o risco de câncer e doenças cardíacas.

Os benefícios dos antioxidantes contidos em especiarias incluem uma poderosa proteção contra muitas doenças graves, como câncer, doenças cardíacas, diabetes, artrite, degeneração muscular, doença de Alzheimer e envelhecimento.

Você sabia que algumas ervas e especiarias contêm uma variedade maior de alguns dos mais potentes antioxidantes do que qualquer outro alimento?

Na verdade, muitas ervas e especiarias, tem uma atividade antioxidante maior do que muitas frutas e verduras, algumas especiarias como cravo, açafrão, canela têm de 10 a 50 vezes mais antioxidantes medidos pelo valor de capacidade de absorção de oxigênio (em relação ao peso) se comparados a mirtilos, por exemplo.

Além de serem super antioxidantes, as ervas e especiarias também:

  • Ajudam na Queima de Gordura e Aumento do Metabolismo– muitas ervas e especiarias são termogênicas, ou seja, elas ajudam naturalmente a aumentar o metabolismo, em parte porque eles são nutrientes densos.
  • Ajudam a Estabilizar o Açúcar no Sangue– Algumas especiarias também são boas para regular o açúcar no sangue e controlar a insulina – Tão boas quanto alguns remédios para diabéticos! Quando seu nível de açúcar no sangue estiver controlado, você queimará mais gorduras e não vai estocar as calorias causando o excesso de peso.
  • Possuem Poderosas Propriedades Anti-inflamatórias– Estudos científicos mostram que as ervas e especiarias podem funcionar tão bem quanto ou até melhor que alguns medicamentos que combatem inflamações e sem causar os efeitos colaterais dos medicamentos.
  • Anti-bacteriano, anti-viral e anti-fúngico– Muitas ervas e temperos tem propriedades que, efetivamente, matam agentes patogênicos perigosos, como vírus, bactérias e fungos. As propriedades naturais desses alimentos atuam contra muitos micro organismos, que são resistentes a medicamentos convencionais.

Aqui estão 10 das ervas e especiarias mais potentes que você deve comer:

  1. Manjericão– O manjericão é uma erva anti-inflamatória muito eficaz com benefícios extraordinários de cura para a artrite, alergias e doenças inflamatórias do intestino, entre outros. Além disso, manjericão ajuda a matar as bactérias nocivas que causam intoxicação alimentar incluindo: Listeria, Staphylococcus e E. coli O: 157: H7.

O manjericão é também uma excelente fonte de beta-caroteno, um poderoso antioxidante que previne danos causados por radicais livres. Os radicais livres são a principal causa de doenças cardíacas, câncer e muitos outros problemas graves de saúde, assim como o envelhecimento. Por causa de sua cor verde escura, ele é uma excelente fonte de vitamina K, cálcio e magnésio, o que é muito bom para os ossos. Além de também ser uma ótima fonte de ferro, magnésio, vitamina C e potássio. Use em seus alimentos tanto o manjericão fresco quanto o seco em porções generosas para maximizar seus benefícios.

  1. Canela– Esta antiga especiaria tem um dos mais altos níveis de antioxidantes entre os temperos.

A canela é altamente eficaz em ajudar a estabilizar os níveis de açúcar no sangue, o que o torna muito eficiente para aqueles com diabetes (tipo 1 e tipo 2), apenas duas colheres de chá por dia reduz os níveis de açúcar no sangue de 20 a 30%, assim como reduz o colesterol LDL e o triglicérides. A canela também tem potentes propriedades antiinflamatórias, e ajuda a aliviar a dor e rigidez nos músculos e articulações, incluindo artrite. Além de ter um efeito positivo sobre a função cerebral. Cheirar ou mascar chiclete sabor canela, pode, eventualmente, ajudar a melhorar a memória e a atenção. Ela ainda reduz a inflamação nos vasos sanguíneos que conduz à aterosclerose e doenças do coração e tem propriedades antifúngicas e antibacterianas.

Tente colocar canela em seus smoothies, iogurte, receitas assadas saudáveis, aveia, misture com frutas, ou no seu café ou chá.

  1. Pimenta Caiena– Esta especiaria quente não só aquece seus pratos, ele aquece seu corpo e aumenta o seu metabolismo, ajudando você a queimar gordura com mais rapidez. Um estudo interessante mostrou que, quando uma pessoa consome um aperitivo com flocos de pimenta caiena, come 15% menos comida. E para aqueles que evitam a pimenta caiena porque acham que prejudica o estômago, ela, na verdade, cura os tecidos do estômago, estimula as enzimas digestivas, e ajuda a prevenir úlceras estomacais.

A pimenta caiena reduz o colesterol no sangue, os níveis de triglicérides, e diminui a formação de coágulos sanguíneos nocivos, os quais impedem ataques cardíacos e derrames. Ela é um ótimo antiinflamatório e um remédio muito eficaz para dor, combate desde dores de cabeça a artrite e dores musculares, além de melhorar o congestionamento nasal e aumentar a imunidade. Tente por a pimenta caiena em seus ovos de manhã, em sopas, guisados, chili, ou bolo de carne para aumentar o metabolismo através do tempero!

  1. Cravo da Índia– Os cravos têm um sabor único, doce e picante, mas também são um poderoso remédio natural. Eles tem fortes ingredientes anti-sépticos e germicidas que ajudam a combater infecções, aliviar problemas digestivos e as dores de artrite. Um dos benefícios mais conhecidos do cravos é o alívio de dor de dente e gengiva. Os cravos tem o maior nível de antioxidantes entre todas as especiarias.

O óleo de cravo mata as bactérias e é muito eficaz quando aplicado a arranhões, cortes, infecções fúngicas, pruridos, picadas de coceira, queimaduras, ou feridas. Cravos também aliviam problemas digestivos como gases, indigestão, náuseas e vômitos. E ainda eliminam parasitas nocivos, bactérias e fungos no aparelho digestivo. O óleo de cravo mata as bactérias e é muito eficaz quando aplicado em arranhões, cortes, infecções fúngicas, pruridos, picadas de insetos, queimaduras, ou feridas. O cheiro de cravo também ajuda a estimular a criatividade mental.

O cravo da índia pode ser um ótimo e saudável complemento para chás quentes.

  1. Cominho– O cominho é outro tempero que é especialmente rico em antioxidantes, ele é conhecido por ser especialmente bom para a digestão. Ele estimula a vesícula biliar e pâncreas a secretar enzimas e bile que quebram os alimentos em nutrientes utilizáveis pelo seu corpo. O cominho também ajuda a desintoxicar o corpo, e é altamente eficaz para doenças respiratórias, como asma e bronquite.

O cominho, assim como a canela, ajuda a manter estável os níveis de açúcar no sangue, o que significa que o cominho é ótimo para diabéticos e pré-diabéticos, e isso significa menos chance de ganho de peso e excesso de gordura corporal. O cominho tem provado que funciona tão bem quanto alguns remédios para diabéticos que são comumente usados na regulação de insulina e glicogênio. O cominho também é uma ótima fonte de ferro e vitaminas C e A e fortalece o sistema imunológico. Cominho vai muito bem no chili!

  1. Açafrão– O pigmento amarelo-laranja do açafrão, a curcumina, é o principal ingrediente ativo neste super-tempero. Os benefícios anti-inflamatórios da curcumina são comparáveis aos de medicamentos como a hidrocortisona e a medicamentos anti-inflamatórios, como Advil e Motrin. Mas, diferente dos medicamentos, o açafrão não é tóxico.

A curcumina é mais eficaz para abrandar o desenvolvimento de doença de Alzheimer do que muitos medicamentos, uma vez que diminui a inflamação e oxidação no cérebro.Este tempero também acelera o tempo de recuperação em casos de derrame.O açafrão e a sua substância ativa, a curcumina, também são altamente eficazes contra doenças como, por exemplo, as irritações no intestino, úlceras, doença de Crohn e artrite. O açafrão também melhora a função hepática, reduz a homocisteína e previne doenças cardíacas.

E o mais importante, a curcumina é uma das especiarias mais potentes anti-câncer. A curcumina e seus derivados estão sendo estudados em tratamentos alternativos contra o câncer.

Tente esse truque: Use pimenta do reino junto com açafrão pois ajuda a aumentar a absorção da curcumina do açafrão no corpo.

  1. Alecrim– O alecrim contém ingredientes ativos que são antioxidantes potentes, bem como agentes anti-inflamatórios. Ele é conhecido por melhorar a concentração, aumentar a memória e aliviar a depressão.O alecrim também fortalece o sistema imunológico, melhora a circulação, estimula a digestão e combate o câncer.

O alecrim é altamente eficaz para problemas respiratórios como asma, congestão no peito, e as infecções respiratórias. O alecrim acrescenta um delicioso sabor para carnes, além de também ajudar na digestão, estimulando a vesícula a liberar a bile. O alecrim vai proteger seu organismo contra toxinas cancerígenas nocivas e prevenir o câncer de cólon, estômago, mama e câncer de pulmão.

Curiosidade: Se você gosta de carnes grelhadas, marinar a carne horas antes em misturas líquidas que contenham alecrim e outras ervas ou temperos, isso pode ajudar a reduzir drasticamente as HCA (aminas heterocíclicas), que são compostos cancerígenos que podem se formar quando as carnes são grelhadas. Então, usar alecrim, tomilho, alho, orégano e outras especiarias para marinar as carnes antes de grelhá-las pode reduzir drasticamente quaisquer substâncias cancerígenas que normalmente se formam na carne grelhada.

Outro ponto importante da carne grelhada: Lembre-se que quanto mais bem passada a carne estiver, a maior é concentração de HCA cancerígenos podem se formar, mal passado, e ao ponto são escolhas mais saudáveis. Eu nunca entendi porque alguém iria querer arruinar um bom bife, aquecendo até torrar. Mas ei, se você é daquelas pessoas que gosta seus bifes bem passados, lembre-se que você está comendo muito mais substâncias cancerígenas do que um bife que é menos cozido, por isso certifique-se de colocar muitos antioxidantes (especiarias, chás , frutas silvestres, etc) para ajudar a combater os agentes cancerígenos extras.

Lave suas carnes de churrasco com um copo de chá gelado e sem açúcar (rico em antioxidantes) antes de assá-las e também prepare uma boa salada com muitos vegetais crus para acompanhar e fornecer os antioxidantes necessários para neutralizar o efeito das substâncias cancerígenas em seu corpo por causa da carne grelhada.

  1. Gengibre– O gengibre é muito poderoso para sua saúde! Ele contém mais de 25 antioxidantes diferentes, o que o torna extremamente eficaz no combate aos radicais livres em diferentes sistemas do corpo. O gengibre é muito conhecido pela sua capacidade de reduzir náuseas e vômitos, bem como enjôos. Na verdade, o gengibre pode até ser mais eficaz que Dramin, um dos medicamentos mais comuns usados para enjôo. E como ele não apresenta os efeitos colaterais dos remédios, é ótimo para combater as náuseas na gravidez. Estudos mostram que apenas 1 grama de gengibre antes de cirurgias é mais eficaz que a maioria da medicação padrão anti-náusea dada para a náusea e vômitos pós-cirúrgica.

É também um remédio calmante para dores de garganta causadas por gripes e resfriados por causa de suas propriedades antivirais. O gengibre também ajuda no combate a tosse e é um eficaz expectorante. Experimente um chá feito com água quente, algumas fatias de gengibre e uma pequena quantidade de mel e limão para aliviar os sintomas quando você está doente.

O gengibre é um antiinflamatório tão forte que ajuda a reduzir a dor e inchaço da artrite, além de dores musculares. O gengibre  combate o câncer, reduz o colesterol e previne os coágulos de sangue que levam a acidentes vasculares cerebrais ou doenças cardíacas. Você pode usar uma fatia de raiz de gengibre em chás quentes, as vezes, em chás gelados, e, claro, gengibre em cima do sushi!

  1. Orégano– Esta erva contém um tipo de óleo que age como anti-bacteriano, anti-fúngico e anti-viral muito potentes e ainda contém ácido rosmarínico (também encontrado no alecrim). Esse óleo tem sido utilizado para tratar desde uma enorme gama infecções bacterianas e virais até parasitas e infecções fúngicas persistentes. Embora o óleo de orégano seja mais frequentemente usado para fins medicinais, a própria erva pode fornecer muitos dos mesmos benefícios quando consumida regularmente.

O orégano também alivia inflamações internas e externas e pode oferecer alívio para alergias e dores, sem causar efeitos colaterais. O orégano possui um nível elevado de antioxidantes.

  1. Tomilho– O princípio ativo do tomilho é conhecido no tratamento de bronquite, dores de garganta, congestão no peito, laringite e asma. O tomilho é muito eficaz e, frequentemente usado como um dos ingrediente em pastilhas para a tosse e enxaguantes bucais para tratar inflamações e infecções. Ele também é eficaz como calmante para aliviar a gastrite, indigestão e cólicas.

O tomilho ajuda a prevenir o câncer, melhorar a memória, tratar a doença de Alzheimer, acalmar os nervos e aliviar a depressão, pesadelos e insônia. Uma nova descoberta interessante sobre tomilho mostra que, na verdade, ele aumenta a quantidade de DHA (um ingrediente importante em ácidos graxos ômega 3) no cérebro, coração e células renais.

Abaixo estão alguns outros benefícios para a saúde de algumas das mais populares ervas e especiarias:

  • Alecrim, açafrão, gengibre e manjericão são poderosos antiinflamatórios.
  • Cominho, açafrão e sálvia ajudam a combater a demência.
  • Pimenta caiena, cominho, coentro e canela ajudam a regular a insulina e os níveis de açúcar no sangue, auxiliando a perda de gordura.
  • Capim-limão, noz-moscada, louro e açafrão têm efeitos calmantes.
  • Alho, semente de mostarda e chicória são excelentes para o coração.
  • Manjericão e tomilho ajudam a sua pele a ficar mais macia e suave.
  • Alho, manjericão, canela, tomilho, açafrão e gengibre impulsionam o sistema imunológico.
  • Coentro, alecrim, pimenta caiena, pimenta da Jamaica e pimenta preta podem ajudar a combater a depressão.

Adicione um pouco de tempero em sua vida e desfrute de todos esses super benefícios para a sua saúde!

Nota: Sempre verifique com seu médico para ter certeza de que certas ervas e especiarias não vão interferir nos medicamentos que você possa estar tomando, e nunca pare com os seus medicamentos atuais sem antes consultar o seu médico.

Série “Condimentos, Ervas, Especiarias e Temperos” – 1

Atitudes para sua vida, saúde e bem estar!

Não dá para negar, o sal é o tempero mais popular do mundo. Além de dar um gostinho a mais no prato, ele ajuda a equilibrar as células e transmitir impulsos nervosos. Porém, o consumo de sal em excesso pode gerar diversos problemas à saúde, como aumento do risco de hipertensão, doenças cardiovasculares, derrame cerebral, osteoporose, câncer no estômago, catarata…O ideal é consumir até 2 gramas de sódio diariamente.

O segredo está então em substituir o restante por condimentos, temperos,  ervas aromáticas e especiarias que, além de dar sabor aos alimentos, proporcionam também benefícios ao organismo.

As palavras tempero e temperança, cuja raiz é a mesma, significam moderação, equilíbrio, auto-controle… Todas elas qualidades preciosas tanto na vida como na culinária.

A dose certa de tempero pode acrescentar sabor, valorizar e dar brilho a determinado “prato” ou circunstância e pode, também, tornar mais brando algo que não devia ser evidenciado.

Condimento ou tempero é a substância (erva, raízes, especiaria, sal, pimenta, colorau, etc.) que é acrescentada a um alimento (antes, durante ou após o seu preparo, ou ainda na sua degustação), para emprestar-lhe sabor,aroma, cor ou realçar o seu paladar.

A exata definição de o que é ou não um condimento varia. Algumas definições incluem especiarias e ervas, incluindo sal e pimenta, usando o termo condimento tanto quanto a palavra tempero. Outros restringem a definição para somente “compostos alimentares preparados, contendo uma ou mais especiarias”, que podem ser adicionados à comida após o processo de cozimento, como mostarda, ketchup ou molho de menta.

A utilização dos condimentos é muito variável, de acordo com hábitos e tradições das regiões mundiais. A maioria destes ingredientes tem como origem o Oriente, a Europa e as Américas.

A princípio, o sal, as ervas e especiarias foram e ainda são, utilizadas para conservar os alimentos.

Paracelso, médico e alquimista suíço, que viveu nos anos 1400-1500, foi quem disse que “a dose certa diferencia o veneno do remédio”.

Se na culinária aplicarmos o mesmo princípio, teremos o mesmo resultado. Muito tempero pode estragar, ou “envenenar” a comida. No entanto, uma comida sem qualquer tempero, além de insossa, poderá ser intragável.

Importante ressaltar que cada cultura tem a sua dose de tempero. Há os que vivem com mais paixão e fervor, e há também os mais discretos, que gostam de passar despercebidos. São comportamentos e gostos imbuídos de hábitos culturais.

Não podemos deixar de notar as especiarias nos pratos indianos e a pimenta nos mexicanos, assim como não sentimos o gosto do sal ou de temperos no arroz japonês…pois este arroz precisa contrastar com os legumes crocantes e os molhos agridoces, tão presentes na culinária nipônica.

Ter a sensibilidade ao notar que é preciso temperar um alimento, e acertar a dose, fará cada receita mais forte e saborosa. Dizem que este é um dos “dons” naturais dos grandes “chefs du cuisine”. Alguns nascem com esta capacidade, outros tantos estudam e aprendem como empregar as combinações entre os condimentos e temperos.

Devemos ter atenção, pois os temperos industrializados vêm carregados de sódio que elevam a pressão arterial e causam outras complicações. Portanto, vamos falar um pouco dos benefícios dos temperos naturais que substituem o sal de cozinha. Se possível utilize temperos frescos, in natura, ou então secos, mas de origem comprovada.

As ervas podem ser usadas em todas as preparações e refeições dando um sabor diferenciado aos alimentos. Uma das principais vantagens é o fato de os temperos serem ricos em substâncias antioxidantes prevenindo contra o envelhecimento precoce, auxiliando na melhora da circulação sanguínea, na digestão e são excelentes para o bom funcionamento do nosso organismo.

Entender a utilização dos temperos e condimentos, a temperança dos sabores do mundo, é a receita de sucesso para a culinária, para a boa saúde. Aprender a viver com temperança é o caminho certo para uma existência mais equilibrada e feliz.

Vamos conhecer os tipos de ervas e temperos, os condimentos, lugares para encontrar estes ingredientes, como fazer uma pequena horta de ervas e temperos, e apresentar estas informações em uma série de posts aqui no blog Colher de Pau. É importante ressaltar que nenhuma especiaria é um remédio em si. E que os excessos, em qualquer caso, podem ser prejudiciais à saúde!

Veja informações sobre eles e já comece a incluí-los em suas receitas:

Colher de Pau. É importante ressaltar que nenhuma especiaria é um remédio em si. E que os excessos, em qualquer caso, podem ser prejudiciais à saúde!

Veja informações sobre eles e já comece a incluí-los em suas receitas:

Nome Origem, descrição e benefícios Utilização
Açafrão Digestivo, anti-inflamatório e laxante suave.

Espanha, Grécia, Irã e Itália produzem açafrão de boa qualidade. O açafrão, como muitas das especiarias, têm classificações, o “Sargol” iraniano e o “Coupe” espanhol são considerados os melhores. Há ainda o mais raro e mais caro açafrão da região do Himalaia.Ele é cultivado desde 2.300 AC e já foi usado como cosmético, Cleópatra lavava seu rosto com ele, como corante e na medicina. Tem cor avermelhada, sendo um dos temperos mais caros, pois é o estigma(pistilo) de uma flor. O melhor açafrão é de cor vermelho intenso, sem traços amarelados ou brancos.

Essencial em paellas, risotos, sopas e pratos tradicionais do mediterrâneo e Europa.

Combina com arroz, batatas, ovos, cogumelos, etc.

É normalmente mais utilizado com carnes brancas para que sua cor sobresaia: frango, frutos do mar e peixes. Mas seus aromas e sabores combinam com todas as carnes.

Pode ser usado também para fazer bolos, pães e biscoitos.

Na cozinha indiana e de alguns países árabes ele aromatiza sobremesas cremosas como arroz doce, sorvetes, caramelos, etc.

O açafrão em filamentos  deve ser adicionado a um líquido para que solte sua cor, aroma e sabor. Para melhor extração deixe-o de molho por aproximadamente 15 minutos antes do preparo do prato.

Alecrim É antioxidante (ou seja, retarda o envelhecimento) e diurética. Também protege contra o câncer e auxilia a digestão, é estimulante, ativador da circulação sanguínea, antidepressivo e antisséptico. carnes, marinados, refogados de legumes e frutos do mar

Alho Além de ter propriedade anti-inflamatória, antibacteriana, antiviral, antifúngica e diurética, os dentes de alho ainda aliviam tosses, bronquite e resfriados. Melhora a circulação sanguínea, purifica o sangue e previne alguns tipos de câncer, principalmente o de estômago. Auxilia no sistema imunológico. carnes, frangos, refogados,  molhos de tomate
Canela Anti-inflamatória, antioxidante, antimicrobiana. A canela possui uma série de benefícios. Ele ajuda a prevenir e combater o diabetes, controlando os níveis de açúcar no sangue e aumentando a sensibilidade à insulina. Esta especiaria originária da Ásia, mais precisamente do Sri Lanka, também contribui para o emagrecimento por ter uma ação termogênica. Estudos apontam que a canela ajuda a diminuir o colesterol total e o ruim, LDL, e também os níveis de triglicérides.

 

A Canela do Ceilão (Canela-da-Índia) é mais adequada para doces, por ser mais delicada e a Cássia (Canela-da-China ou Canela Saigon) para salgados. Mas isso não é uma regra, no Brasil e na maioria dos países a Cássia é usada para tudo.

Para diferenciar:

Canela do Ceilão (Canela-da-Índia)

é considerada a canela verdadeira e possui um óleo essencial que a distingue da cássia, dando-lhe um toque de cravo. Seu sabor e aroma são considerados mais complexos.
O ramo(pau) da Canela-da-Índia é bem delicado e se parte com facilidade. Ele tem mais camadas que são bem finas e enroladas bem firmes. É moído facilmente em moedor elétrico.

Cássia (Canela-da-China ou Canela Saigon)

O  ramo (pau) da Cássia,  é mais grosseiro, mais escuro e mais duro. Pode ser vendido com a parte externa, que é esbranquiçada. É difícil de ser moída em casa.
Como utilizar:

Em pau, ela deve ser cozida em líquidos e é muito útil quando o sabor é desejado, mas não a cor.
Em pau junto com o cravo aromatiza a maioria dos doces em compota no Brasil.
Em pó é muito usada na confeitaria e padaria do mundo todo, aromatizando bolos, tortas, pães e rosquinhas de todos os tipos.
Combina muito bem com bebidas principalmente de chocolate, café e chá.

Em pratos salgados é muito usada no Marrocos, Índia e no Oriente Médio, principalmente em pratos de frango e carneiro.

Entra na composição do tempero de cinco condimentos chineses, do garam masala indiano e da pimenta síria.

Cardamomo O cardamomo são as sementes de uma planta da família do gengibre, que nascem dentro de uma cápsula de cor verde O cardamomo é uma vagem recheada de grãozinhos de cheiro doce. É uma das especiarias mais caras do mundo, ali juntinho com baunilha e açafrão,  nativo do sul da Índia e é conhecido como a rainha das especiarias.
É colhido verde e colocado para secar tradicionalmente em fornos a carvão por 3 dias.
O maior exportador hoje em dia é a Guatemala, onde ele é processado em máquinas modernas.O de melhor qualidade é de cor verde. O cardamomo de cor clara, ou está velho, ou foi colhido fora de época ou foi seco ao sol. Ou ainda pode ter sido branqueado.
O cardamomo é também conhecido por seus efeitos medicinais, para problemas de digestão incluindo azia, espasmos intestinais, síndrome do intestino irritável, gases, entre outros problemas digestivos. É também usado para alívio do resfriado comum, tosse e bronquite. Na Índia é mastigado após as refeições e é usado para branquear os dentes e refrescar o hálito.
Por ter sabor pronunciado, e comece a utilizá-lo em doces, como pudins e geleias. Só depois de acostumar ao seu sabor, arrisque usá-lo em pratos salgados.
É ingrediente bastante comum na culinária indiana, em doces e salgados, e até no arroz.Gastronomia: o cardamomo aromatiza pratos salgados, doces e bebidas como café e chá.Fica delicioso no chocolate quente.
Combina muito bem com baunilha e açafrão.
Combina com frutas cítricas, maçãs, pêras, mangas e com salada de frutas ou frutas cozidas. Fica maravilhoso em preparações com leite, creme ou iogurte, como sorvetes, pudins e arroz doce.Na Escandinávia é usado na confeitaria para aromatizar bolos, tortas e biscoitosÉ um componente essencial de várias misturas de temperos indianos e árabes.Pode ser usado em marinadas para carnes e frango, combina muito bem com arroz.
Na indústria: seu óleo essencial é usado em xaropes, remédios para tosse, em cosméticos e em perfumes.Na indústria alimentícia é usado em bebidas, comidas congeladas e gelatinas.Como usar: Pode ser usado inteiro ou moído.Pode ainda ser tostado a seco ou em óleo antes de ser adicionado à preparação.
A melhor maneira de trabalhar com cardamomo é abrir as vagens na hora de usar, retirar os grãos e moer/amassar. Dentro de cada vagem há cerca de 10 a 20 grãos/sementes.
Pode ser usado com ou sem casca, mas quando com casca deve ser amassado para uma melhor extração do sabor. As cascas devem ser descartadas após o cozimento, não são comestíveis.Cuidados ao comprar: verifique se a casca está inteira, bem fechada, sem furos e sem manchas.As sementes internas devem ser de cor marrom bem escura e ligeiramente pegajosas, quando estão muito secas e acinzentadas é sinal de que está velho.
Evite comprar cardamomo em pó, além de perder logo seu aroma, por ser muito caro costuma ser falsificado.
Cebola Previne tumores, impede a formação de coágulos, combate bactérias e fungos e fortalece o sistema imunológico. É antioxidante, digestiva,antimicrobiana e estimulante cardiovascular saladas, carnes, molhos – ela vai bem em muitos pratos
Cebolinha Da família da cebola, é rica em vitaminas a, B e C. Contém uma boa dose de enxofre, associado ao combate de doenças cardiovasculares. receitas com peixes, ovos, legumes, refogados, saladas e sopas
Coentro Antioxidante, digestivo, e auxilia no tratamento da ansiedade.

As sementes de coentro são proveniente da mesma planta que a erva que conhecemos e que alguns amam e muitos outros odeiam! Mas para quem não conhece, saiba que as sementinhas não tem o aroma nem o sabor da erva e temperam muito bem quase todo tipo de prato.
A planta é uma antiga conhecida nossa, foi mencionada na Bíblia e suas sementes foram encontradas em tumbas no Egito. A planta é colhida, as sementes são secas por alguns dias e então são comercializadas.
Existem duas variedades de sementes: a redonda, mais escura e comum e que é vendida aqui no Brasil  e a alongada e de cor mais clara proveniente da Índia, que é um pouco mais adocicada e tem um aroma bem cítrico

São usadas no mundo todo podendo estar cruas, tostadas, inteiras ou moídas.
São macias, por isso são moídas facilmente à mão e devem ser compradas inteiras para não perderem o sabor. Após moer, coe para retirar alguns pedaços da casquinha externa que normalmente não moem bem.Os indianos usam as sementes tostadas, o que as deixa com um sabor mais complexo, mais caramelizado. Você pode tostar antes de moer, se desejar. Na Índia as sementes são usadas em quase tudo: curries, chutneys, saladas, sopas e até em bebidas.As sementes de coentro têm sabor suave, por isso podem ser usadas em maior quantidade que outras especiarias. São muito usadas em misturas de temperos como uma base ajudando a balancear o sabor das misturas como curries e temperos do norte da África e Oriente Médio.
Os grãos de coentro são muito usados em picles, conservas e marinadas.
Combinam com carne, frango, porco e peixes, camarão. E todo o tipo de vegetais! Moído e tostado fica delicioso em um purê de batatas e dão um toque especial a pratos com cogumelos.Também são usadas em massas de bolos, biscoitos e tortas.Combinam muito com frutas como maçãs, pêras, laranjas e ameixas e em compotas.
Cominho Nativo do mediterrâneo, pode ser encontrado em pó ou em grão. É diurético e auxilia no tratamento de flatulência (gases). pães, queijos, tomates, batatas, hambúrgueres e assados
Cúrcuma Raiz da família do gengibre, é anti-inflamatória e anticancerígena. Uma colher (chá) por dia é suficiente para deixar os alimentos mais saudáveis.

É o chamado açafrão da terra, tem cor amarelada/alaranjada.

sopas, molhos, pães, maioneses, frangos, carnes e feijão
Curry curry é um preparo de especiarias diversificadas e nele é possível encontrar  gengibre, pimenta dedo-de-moça, pimenta vermelha, canela em rama, cominho, pimenta-do-reino, cardamomo, cravo, erva-doce, cúrcuma e coentro em grãos, eles são torrados e moídos e misturados em dosagens diferentes para a criação do curry.

O curry possui coloração amarela e isso se deve a cúrcuma que compõe a mistura, mas esse curry que conhecemos não é o original usado na Índia, já que lá o costume é misturar todas das especiarias diariamente, a nossa versão é uma invenção dos ingleses.

Para os apreciadores,a boa noticia é que essa mistura de especiarias reúne grandes benefícios para a saúde como: antioxidante,  diurética, alivia sintomas da menopausa e, combate tonturas e infecções estomacais e intestinais,  estimulante do sistema imunológico, anti-inflamatório e digestivo.

Carnes, peixes, aves, molhos, sopas de peixes, assados e cozidos. Fica ótimo em queijos, tofu,  e realça o sabor em muitas comidas vegetarianas.

Pode ser encontrado nos supermercados em pacotinhos ou vidros, ou a granel e pode ser mais ou menos picante, mas de modo geral a mistura vendida no Brasil tem bastante sabor de pimenta-do-reino e cominho

Se você deseja começar a usar curry, tome cuidado pois ele é forte e quando usado em grandes dosagens pode acabar estragando a experiência.

Cravo da Índia O aromático cravo da Índia pode ser encontrado inteiro ou em pó.

Por seu sabor e aroma serem muito fortes deve ser utilizado com parcimônia.

O botão de sua flor, seco, é empregado na culinária como condimento para pratos doces, utilizado como especiaria desde a antiguidade  e na fabricação de medicamentos.

O seu óleo tem propriedades antissépticas, sendo bastante usado em odontologia.

Uma das especiarias mais valorizadas, no mercado do início do século XVI um quilo de cravo equivalia a sete gramas de ouro.

É muito usado em doces e conservas de todos os tipos, mas também combina com salgados. Fica ótimo no tender do Natal e pode ser usado em ensopados de todos os tipos e com arroz. Espetado em uma cebola junto com uma folha de louro é usado para aromatizar caldos.
Endro O endro tem propriedades digestivas, sendo tradicionalmente usado especificamente para combater as cólicas e a hiperacidez. Ttambém conhecido por aneto (italiano) ou dill, é uma planta anual da família a que pertencem também a salsa e a cenoura, originária da região entre o Cáucaso e o Crescente Fértil. Por essa razão, é usada tradicionalmente no Médio Oriente, na Europa de Leste e foi introduzida na Escandinávia e na Europa ocidental, principalmente como uma erva aromática, sendo utilizadas tanto as folhas como as sementes.

Para além de ser usado na culinária, o endro era usado como planta medicinal pelos Iranianos ,egípcios e gregos, durante a antiguidade. Também teve significado religioso, sendo utilizado pelos antigos hebreus para pagar o dízimo, também chamado de “erva-de-deus” pelos arménios.

Na Escandinávia, o endro fresco é extensivamente utilizado para temperar e marinar vários peixes e mariscos (por exemplo, arenque e salmão, assim como em vários molhos. Na Europa de Leste, o endro é usado para temperar saladas, principalmente à base de couve, sendo também usual no borsch. É ainda adicionado, fresco ou seco, a conservas de fermentação láctica (em salmoura, e não em vinagre), nomeadamente de pepino, couve, tomate e melancia. Também melhora os molhos à base de nata azeda ou iogurte. Por essa razão, várias sopas frias, como tarator da Bulgária e okroshka da Rússia são tradicionalmente temperadas com essa erva. Na Grécia, temperam-se as dolma com endro e na Turquia e Irã é usado em guisados de favas, lentilhas e outros pratos. Mas a forma como o endro é mais conhecido no Ocidente é nos picles de pepino, chamados por isso “dill pickles”. As sementes, que têm um vago odor a anis, são utilizadas tanto nas marinadas, conservas e vinagre, como no fabrico de pão e bolos.

Para além desses usos tradicionais, o endro pode ainda ser usado para aromatizar queijos e patês, molhos,manteiga,grelhados,risotos,saladas, em especial a salada de batata.

Erva Doce Só no Brasil que ela é chamada de erva-doce, nos demais lugares chama-se de anis ou anis verde. Seu aroma característico é utilizado em vários pratos da culinária mundial.. É digestiva e indicada em casos de flatulência, cólica e gases, atuando também no sistema respiratório ao suavizar tosses e catarros. Esta erva ligeiramente doce e aromática é muito comum na cozinha mediterrânica. Com uma cor verde pálida, junto com as hastes longas, folhas e sementes, ela tem sido utilizada para fins medicinais durante séculos. Erva-doce contém vitaminas A e C. Esses dois poderosos antioxidantes protegem o corpo dos radicais livres.Aajuda na circulação de gás pelo corpo pois são ricas em óleos essenciais que ajudam a relaxar o estômago e estimular o movimento do sistema digestivo. Isto auxilia na prevenção da formação de gases. A erva-doce tem sido tradicionalmente usada não só para aliviar a flatulência, inchaço e desconforto de gases, mas também para estimular o apetite e a digestão. Na culinária podemos encontrar erva-doce nas receitas de vários alimentos, tais como bolos, pães e saladas. Em alimentos que tem como principal ingrediente o fubá, a erva-doce é imprescindível. Como tempero é usado para dar aroma as carnes, linguiças, feijão branco e salame. 
Estragão O estragão é um tempero típico da culinária francesa e é utilizado para realçar o sabor de certos ingrediente e alimentos. O sabor da folha de estragão é adocicado e ao mesmo tempo levemente picante, lembrando a algumas pessoas, mesmo que brevemente, o cheiro e gosto do funcho. A folha do estragão é utilizada na preparação de pickles, como pepinosem conserva à base de vinagre; em cozidos de panela, em saladas verdes, etc; mas ela também dá o sabor distinto do molho béarnaise. Existem muitas receitas para o uso caseiro do estragão na preparação de vinagres, vinagretes, e outras infusões gastronômicas.

Em algumas tradições populares de remédios caseiros de várias regiões do mundo, recomenda-se a infusão de folhas de estragão para amenizar cólicas menstruais, e também para outros fins curativos.

Entre os diversos povos originais da América do Norte (ameríndios) está documentada uma grande variedade de usos dessa planta. Por exemplo, o uso das folhas do estragão como repelente de mosquitos e outros insetos (utilizado no berço de bebês, e por adultos em suas moradias, e em pescarias durante a noite). Estragão, também, é conhecido como Estragão-francês e  erva-dragão.

Gengibre O gengibre (Zingiber officinale) é uma planta herbácea originária da ilha de Java, da Índia e da China, de onde se difundiu pelas regiões tropicais do mundo. No norte do Brasil é também conhecido por mangarataia. Trata-se de uma planta  que pode atingir mais de 1 m de altura. As folhas verde-escuras nascem a partir de um caule duro, grosso e subterrâneo (rizoma). As flores são tubulares, amarelo-claro e surgem em espigas eretas. O seu caule subterrâneo é utilizado como especiaria na culinária desde a antiguidade.

Trata enjôos, combate infecções e doenças cardiovasculares e auxilia no emagrecimento.

No Japão, utiliza-se o gengibre para massagens a partir de óleo de gengibre para problemas de coluna e articulações. Na fitoterapia chinesa, a raiz do gengibre é chamada de “Gan Jiang” e apresenta as propriedades acre e quente. Sua ação mais importante é a de aquecer o baço e o estômago, expelindo o frio. É usada contra a perda de apetite, membros frios, diarréia, vômitos e dor abdominal. Aquece os pulmões e transforma as secreções. A medicina ayurvédica reconhece a ação dessa planta sobre o sistema digestivo, indicadando-a para evitar enjôos e náuseas, confirmando alguns dos seus usos populares, onde o gengibre é indicado na digestão de alimentos gordurosos.

O gengibre possui sabor picante e pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces e em diversas formas: fresco, seco, em conserva ou cristalizado. O que não é recomendado é substituir um pelo outro nas receitas, pois seus sabores são muito distintos: o gengibre seco é mais aromático e tem sabor mais suave.

O gengibre fresco é amplamente utilizado na China, no Japão, na Indonésia, na Índia e na Tailândia. No Japão costuma-se usar o suco (do gengibre espremido) para temperar frango e as conservas “beni shouga”, feitas com os rizomas jovens, que são consumidas puras ou com sushi. Já o gengibre cristalizado é um dos confeitos mais consumidos no Sudeste Asiático.

Nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha para fazer os tradicionais biscoitos de bonecos de gengibre para o Natal.

Hortelã Rica em vitaminas a e C, cálcio, ferro e magnésio, retarda o envelhecimento. Na forma de chá, combate dores de barriga e prisão de ventre. Auxilia na produção de enzimas digestivas e nas infecções do trato respiratório, e é anestésica molhos, carnes, saladas, massas e sopas
Louro O arbusto, do qual se usam somente as folhas, é nativo da Ásia, e um de seus principais benefícios é estimular o sistema digestivo. Também é expectorante, melhora problemas no fígado e estômago. Quando adicionada ao feijão, ajuda a reduzir a formação de gases. feijoadas, carnes de panela, peixes e moluscos
Manjerona A manjerona (origanum majorana) é uma planta aromática semelhante ao orégano, sendo bastante utilizada como tempero para alimentos. Dentre as propriedades medicinais da manjerona estão a sua ação anti-espasmódica, expectorante, mucolítica, cicatrizante, antiviral, analgésica, antisséptica, bactericida, diurética, digestiva . Seu uso pode ser desde aromatizar saladas simples, como temperar carnes, peixes, frangos, guizados, tubérculos, molhos e até em pizzas, a manjerona tem um perfume agradável e vai ajudar a remover aquele cheiro forte de certas carnes e cortes de frango.
Manjericão É digestivo, anticéptico, antiinflamatório, ajuda no combate de infecções do trato respiratório.

Existem 60 tipos de manjericão. Não sei se temos todos aqui no Brasil.Temos manjericão de folha roxa. Um do tipo com folhas pequenas e outro com folhas longas, largas. Existe manjericão com perfume limonado, canelado, canforado, anisato ou de cravo.

Também é conhecido como basílico, palavra derivada do grego basilikos, que significa “erva digna de reis”. O manjericão é provavelmente nativo do Irã ou da Índia e chegou na Itália através do Oriente Médio. No século XV e XII foi introduzido na França e Inglaterra, respectivamente. Chegou à América com os primeiros imigrantes. No ocidente é símbolo de fertilidade. As folhas mais aromáticas do manjericão são as colhidas logo antes da florada. Elas preservam uma maior quantidade de óleos vegetais, o que determina o aroma. A planta age principalmente nos sistemas digestivo e nervoso. Alivia a flatulência, cólicas estomacais e indigestão. Também pode ser utilizado para prevenir ou aliviar a náusea e o vômito.

A maneira mais comum de usar o manjericão é como tempero, mas, em algumas culturas, essa planta é utilizada para fins medicinais.

Na culinária, pode ser usado fresco, congelado ou seco em sopas, peixes, omeletes, molhos, massas, pizzas e com vegetais como a alcachofra, brócolis, cenouras, berinjela e abobrinha. Talvez seja o melhor acompanhamento para tomates, sendo essencial em molhos e no pesto. No caso dos molhos, melhor utilizá-lo somente no final do cozimento para manter o sabor e o aroma.Alguns usos do manjericão, que podem variar conforme o tipo:

No pesto: é um dos usos mais versáteis e que você pode utilizar praticamente todo maço de manjericão, evitando o desperdício. Pesto vai bem na massa, na torrada, no pão italiano, como tempero da salada

Fresco: a maneira mais comum e, dizem alguns experts, correta, é jogar a folha fresca sobre bruschettas e na finalização de saladas, evitando o uso em pratos quentes. O manjericão ideal para esses pratos é o do tipo italiano, de folhas largas.

Preparação quente: os do tipo roxo, alface e miúdo são perfeitos para molhos quentes, pratos com carnes vermelhas, tomates, massas. E também para aromatizar azeites e vinagres, temperar ricota. Ou, ainda, no recheio de suflês.

Uso medicinal: há várias indicações de uso medicinal da planta, como para acalmar dor de estômago, combater tosse e dor de cabeça, crises de rinite, além de outras situações, como para diminuir os sintomas de picadas ou mordidas de inseto. Para esse último, bastaria morder uma folha e a colocar sobre as marcas. Serve, ainda, para reduzir o estresse, acrescentando várias folhas na água do banho. O manjericão tido como mais indicado é da espécie Ocimum selloi, também conhecido como aniseto, alfavaquinha, manjericão anis.

Noz moscada É digestiva, antimicrobiana e afrodisíaca

Noz-moscada é uma especiaria obtida a partir da semente do fruto da Moscadeira (Myristica fragans), árvore poderosa que pode alcançar 15m de altura e produz por 50 anos.
Utilizada desde o tempo dos romanos, a noz-moscada era uma das especiarias  mais valorizadas da idade média. O segredo terminou para os portugueses no século XVI. Eles conquistaram Malaca e ficaram por lá com a sua esquadra por mais de um mês comprando e enchendo seus navios de noz-moscadaEste monopólio foi afetado apenas no século XVIII, quando os franceses contrabandearam árvores de noz-moacada. Com isso, exploradores e países interessados perceberam que a especiaria se adaptava bem ao clima tropical. Rapidamente, a Moscadeira e seu fruto precioso habitavam  a Índia, Sri Lanca, Sumatra, Papua,  Nova Guiné, Singapura,  Colombia,  algumas Ilhas do Caribe  e o Brasil, principalmente no sul da Bahia.

O fruto da Moscadeira é vermelho. Quando maduro, libera a semente, coberta por uma membrana laranja-avermelhada chamada “macis”. Dentro da macis. Está  a noz-moscada.

Alguns pesquisadores afirmam que por seu elevado conteúdo em fósforo é um excelente tônico para o cérebro e para os nervos. E um bom tônico para o organismo. Acreditam que ajuda a revigora os indivíduos debilitados. É uma especiaria utilizada pela indústria farmacêutica e de perfumaria.

A especiaria noz-moscada é bastante usada na cozinha devido a sua versatilidade para  temperar massas, carnes, queijos, coquetéis, sopas,  e bebidas quentes. Sua utilização na panificação produz pães e doces diferenciados. Seu sabor lembra uma mistura de pimenta-do-reino com canela, porém mais sutil e aromático. Por ser levemente adstringente, muitos chefs acreditam que ela se sai melhor em pratos salgados.
Orégano Suas folhas têm ação antioxidante e evitam a hipoglicemia (baixa do açúcar no sangue). Em chás, alivia tosse, bronquite e cólicas intestinais. É antibacteriano, antibiótico, analgésico, antifúngico e sedativo. Auxilia no tratamento de gripes e resfriados e no tratamento e controle de micoses e problemas fúngicos. feijão branco, e receitas à base de tomates, ovos ou queijo
Páprica O pó é obtido do pimentão vermelho seco e moído. Na forma doce ou picante, a especiaria ajuda a reduzir dores e traz benefícios ao coração. Por ser da mesma família da pimenta, é antiinflamatória (sendo eficaz contra a gastrite), digestiva e estimula a circulação sanguínea. ovos mexidos, pratos à base de arroz e ensopados de carne.
Pimenta-do-reino Pode ser usada tanto em grão quanto moída. Além de saborosa, possui ação antioxidante e anticoagulante. Também previne gripes e resfriados. saladas, marinados, sopas e molhos diversos
Pimentas São digestivas, pois aumentam a produção de suco gástrico. Além disso, têm propriedades antiinflamatórias e aceleram o metabolismo. Merecem um capítulo à parte, pois são muitos tipos
Salsinha Conhecida também por salsa-de-cheiro, ajuda a suavizar dores no estômago, a eliminar gases e a combater doenças do coração. É digestiva, diurética e melhora o funcionamento do fígado e do baço. É estimulante do apetite e auxilia a digestão. Combate gripes e doenças respiratórias. molhos de ervas e manteiga, carnes, feijão e lentilha
Sálvia Aapresenta um sabor levemente apimentado e amargo.

Também é muito utilizada na medicina caseira, sendo que a infusão (para inalação) de suas folhas limpa o sistema respiratório, pois possui propriedades descongestionantes. Possui ação anti-inflamatória, sendo usada para gengivite (bochechos) e dores de garganta (gargarejo).

suas folhas são utilizadas como condimento na culinária de diversos países à séculos, apesar de aqui no Brasil ainda ser pouco utilizada. Na cozinha francesa, é utilizada para cozinhar carne branca e em sopas de vegetais. Os alemães usam-na em pratos de salsichas. É também de uso comum na cozinha italiana. Nos Bálcãs e no Médio Oriente, é usada em assados de cordeiro.
Tomilho Possui ação diurética, antifúngica e anti-inflamatória. Melhora o fluxo sanguíneo e alivia os sintomas da artrite e das dores musculares. Digestivo, antisséptico, cicatrizante e vermífugo. churrascos e pratos que levam tomate ou queijo

Alimentos na Ceia de Ano Novo – tradição, simbologias, simpatias, sortilégios!

Qual o significado dos alimentos de ano novo, o que significam as comidas de Reveillon, suas tradições e simbologia, que são passadas de pais para filhos, que são trazidas de outros países e  culturas, e sua perfeita integração com a riqueza da culinária brasileira?

Arroz, grãos, aves, peixes, frutas, vinhos, espumantes e champanhe, quantas delicias existem numa ceia de Ano Novo, comumente chamada de Ceia de  Reveillon?

Na maior parte das civilizações, o marco da passagem dos anos é uma data sempre a ser celebrada, mesmo que estas possam ser comemoradas em datas diferentes e em caráter cíclico: um novo ano, com novas oportunidades e novos acontecimentos.

No caso do Ano Novo ocidental, a festa também é conhecida pelo nome de Réveillon.

O termo é originado do verbo réveiller e que, traduzido do francês tem o significado de despertar. O evento acontece em 1º de janeiro, mas sua comemoração começa na véspera e segue diferentes ritos, que variam de acordo com as culturas.

No Brasil, há o hábito de vestir-se de branco e adotar simpatias para garantir sorte e prosperidade para o novo ano.

O que comer na ceia de Ano Novo?

O Ano Novo representa uma época de finalizações e de renovação de esperanças. Sendo data de comemoração, quando os alimentos sempre estão presentes, nas tradicionais ceias. Nessas ocasiões, alguns desses alimentos costumam ser consumidos para a sorte, proteção e para o amor. Entenda melhor sobre eles e saiba escolher o seu cardápio durante as festas.

A começar pela fartura, pela imensa quantidade de comida que geralmente encontramos à mesa nessa ceia, que reflete não só um momento de abundância e felicidade, mas o desejo de que as mesmas se repitam em todo o ano que está por vir.

Os pratos servidos também têm seus significados e tradições. Eles variam de acordo com o país e cultura. A ceia de Ano Novo traz, em sua comida e sua forma de servir, muitos significados, vamos explicar o que consumir e o que não comer na noite de ano novo, na tradicional Ceia de Reveillon realizada na noite da virada do dia 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro.

Abaixo, uma lista de comidas de ano novo, os alimentos que são servidos na ceias, ou que carregam alguma significação na passagem do ano:

  • ARROZ

O arroz é um alimento praticamente mundial. Sua cor representa a divindade. O consumo desse alimento ainda simboliza riqueza, abundância e fertilidade. Vem daí o costume de jogar arroz nas noivas

Na Coréia, no Japão, no Líbano e na Dinamarca acreditam que esse é um alimento que traz muita sorte. O Líbano tem ainda uma outra curiosidade, é costume desse povo comer apenas alimentos brancos na noite da passagem do ano.

  • CHAMPANHE, ESPUMANTES, VINHOS FRISANTES

Essas bebidas também são feitas com uvas, são bebidas que não podem faltar na ceia e no brinde de Ano Novo.

Como é feito a partir da uva, atrai sorte. Além disso, é a bebida da celebração da vida, da alegria e por isso atrai felicidade. Existe o costume de tomar 3 goles de champanhe e para cada um fazer um pedido.

Saúde!
Saúde!

 

O champanhe “verdadeiro” é originário de uma região da França, e sua pureza e qualidade são reconhecidas no mundo todo. O único problema é que essa é uma bebida cara, mas você pode substituí-la por espumantes nacionais ou importados, de quase igual qualidade e mais baratos.

 

 

  • CORDEIRO

O cordeiro é um animal muito tradicional das ceias de Natal e Ano Novo, consumido há milhares de anos, é um animal muito apreciado no Oriente e aos poucos vem conquistando seu espaço na mesa dos brasileiros, se você não gosta é por que não experimentou, ou se já comeu e não gostou é por que não foi bem preparado, sendo assim, neste fim de ano inove sua ceia e coloque o cordeiro no cardápio e surpreenda seus convidados.

  • FIGO: Atrai saúde, paz e harmonia.

Existem registros de que a fruta era enaltecida por gregos e romanos, que atribuíam ao deus Dionísio ou Baco a introdução do figo e da uva “para a alegria e riqueza da humanidade”. Também no Antigo e no Novo Testamento existem várias passagens alusivas à figueira, considerada um símbolo de paz e de harmonia.

Com tantas referências históricas, sabe-se também que há muito tempo atrás a figueira já era cultivada nas regiões semi-áridas do sudoeste da Ásia, pelos povos do deserto, tendo sido introduzida no Egito, na Grécia e na Itália quase mil anos antes de Cristo.

Com a expansão do mundo árabe, a figueira foi também levada para a Península Ibérica, estabelecendo-se na Espanha e em Portugal.

Foi assim, com toda a sua história e mistérios, que as primeiras figueiras chegaram às terras brasileiras já no século 16.figos

O figo, aquele conjunto carnoso avermelhado e completamente comestível, é erroneamente identificado como o “fruto da figueira”. No entanto, todo esse conjunto não passa de uma inflorescência denominada “sícone”. Ou seja, o figo propriamente dito nada mais é do que o receptáculo carnoso em cujo interior encontram-se os verdadeiros frutos: as minúsculas sementinhas que permanecem envolvidas pelos restos das flores da figueira, que formam a polpa carnuda.

  • LENTILHAS

A lentilha é sinal de boa sorte, principalmente para os italianos.

É utilizada para trazer fartura à mesa. A origem desta superstição é italiana e foi trazida para o Brasil pelos imigrantes. Dizem que 1 colher de sopa é suficiente para assegurar um ano inteiro de muita fartura.

No Brasil e no Chile, algumas pessoas acreditam que a lentilha deve ser a primeira coisa a ser consumida na ceia, logo após a meia-noite, para que não falte dinheiro durante o ano que está chegando. Grãos, como por exemplo a a lentilha, se assemelham a moedas.

lentilhaQuem quer atrair riqueza não pode deixar de consumir lentilha, essa preciosa leguminosa (diferente de “legumes”, as leguminosas são feijões, lentilha, soja e grão de bico). Acredita-se que as pequenas sementes, circulares e achatadas são como moedas e atraem boa sorte no âmbito financeiro. .Aliás, a lentilha é tão rica em fibras solúveis, que devia ser mais consumida no ano inteiro e não somente agora.

  • LOURO

Espalhar folhas de louro pela mesa é um costume antigo vindo da tradição greco-romana por simbolizar sucesso e vitória. Guardar 3 folhas de louro na carteira é garantia de sucesso e reconhecimento!

O Louro, proveniente do Mediterrâneo, era símbolo de vitória para atletas e heróis nacionais durante a Roma Antiga. Este hábito perdura até hoje, quando levamos as folhas de louro na carteira, como símbolo de boa sorte!

  • MAÇÃ

À meia-noite, dê uma mordida numa maça bem vermelha, que simboliza sucesso e longevidade..maca

A maçã é tão antiga quanto a história da humanidade. Nas regiões temperadas, a macieira é cultivada há muitos milênios. Segundo alguns pesquisadores, as primeiras macieiras surgiram há 25 mil anos, em algum ponto entre o Cáucaso e o leste da China. Outras investigações indicam que as espécies atuais existem desde o término da era glacial, há 20 mil anos. Na Antiguidade, a participação da maçã na vida do homem pode ser verificada por inúmeras histórias, lendas e em mitos provenientes de distintas civilizações de locais muito distantes. Até os dias de hoje não se sabe ao certo quando e onde se originou a macieira, e qual ou quais foram as espécies silvestres que deram origem à maçã contemporânea, cujas variedades são atualmente conhecidas.

A macieira é talvez a primeira árvore a ser cultivada pelo ser humano, e seu fruto tem sido melhorado por seleção natural ao longo dos anos. Atribui-se a Alexandre, o Grande o crédito de encontrar maçãs anãs na Ásia Menor em 300 A.C., e de levá-las para a Macedônia. Maçãs de inverno, colhidas no final do outono e estocadas no frio foram uma importante fonte alimentar na Ásia e na Europa durante milênios.

Segundo o pesquisador Dehais, a maçã é considerada nativa da região limitada ao norte pelas montanhas do Cáucaso meridional, ao sul pela parte norte do Irã, ao leste pelo mar Cáspio e a oeste pela região de Trevisonda, na Turquia, sobre o mar Negro. Nesses limites, atualmente estão os países Geórgia, Azerbaijão e Armênia, o norte do Irã e o leste da Turquia. As maçãs se difundiram pela Europa com facilidade por causa de sua adaptabilidade a diferentes climas, adotando, em sua viagem pelo planeta, diferentes cores, formas, sabores e histórias, pois essa fruta tem um valor simbólico grande.

Egito, China, índia, Grécia, Israel e Roma revelam a presença da maçã em diferentes fontes documentais. A arqueologia mostra que na Idade da Pedra, na Europa Central, consumiam-se maçãs frescas e secas ao sol. Nos primeiros registros escritos egípcios e chineses, a fruta aparece mencionada. É sabido que há 8.500 anos maçãs já cresciam e eram consumidas em Jerico, cidade próxima do rio Jordão, na Palestina, considerada a cidade mais antiga do mundo (partes da cidade datam de 11 mil anos), o que indica que a presença da maçã é quase tão antiga quanto os primeiros assentamentos humanos.

Em algumas regiões, na Antiguidade, as maçãs eram destinadas à nobreza, e eram sobremesa já há 4.500 anos. A maçã já era cultivada em 300 A.C. pelos fenícios e cartagineses. Os hititas, sabidamente, consumiam maçãs, assim como os acádios, já que uma múmia encontrada no cemitério real de Ur havia sido sepultada com diversos itens, dentre eles um prato com fatias de maçã. Na bíblia, no código de Manu (século V a.C), na história das plantas do grego Teophrastus (300 A.C.) e em obras de botânica feitas por romanos (Marco Terencio e Plínio Caio) também há referência à maçã, mostrando a difusão da fruta por essas regiões.

Na Idade Média, a maçã, notadamente a silvestre, era cultivada e consumida pelas classes sociais mais altas. O cultivo era reservado para monastérios e para a nobreza, feito em lugares isolados como pântanos drenados ou ladeiras de colinas. Já no século XVI, os médicos indicavam consumir maçãs cozidas e temperadas, por considerarem-na uma fruta muito úmida e fria. Durante o século XVII, foi utilizada pelos camponeses europeus para fazer sidra, uma bebida. Chegou ao Novo Mundo pelos colonizadores europeus, mas há informações de se haver encontrado evidências dessa fruta em ruínas de colônias vikings na Groenlândia e no Canadá, datadas de mais de 400 anos antes do descobrimento da América por Colombo. A maçã foi uma importante fonte alimentícia em todos os tipos de climas frios. E a espécie de fruto, com exceção dos cítricos, que pode ser conservada durante mais tempo sem perda de suas propriedades nutritivas.

  • MELANCIA

Atrai prosperidade, devido a sua grande quantidade de água e sementes, e a capacidade de muitos frutos, acredita-se que a melancia é símbolo de vida, fartura  e renovação.melancia

A melancia é originária das regiões secas da África tropical e do Sul da Ásia, embora seja encontrada na Índia uma grande diversidade dessa espécie, o que acabou gerando uma controvérsia sobre sua real origem. A domesticação ocorreu na África Central onde a melancia é cultivada há mais de 5000 anos. No Egito e no Médio Oriente é cultivada há mais de 4000 anos. A cultura foi introduzida na China no séc. X. Por volta do séc. X o seu cultivo era documentado na Córdoba árabe e no séc. XIII já era cultivada em diversas regiões da Europa. A cultura foi introduzida na América no séc XVI e no Brasil foi trazida por negros de origem Banto e Sudanês,  no processo de escravidão. Por ser adaptável, é tão resistente que se dispersou sem problemas por quase todo o mundo, é hoje, a segunda fruta mais produzida no planeta, depois da banana.

Considerada uma fruta que funciona como sobremesa refrescante, nas regiões áridas de África são utilizados como fonte de água desde tempos imemoriais. As sementes são muito consumidas em diversas regiões da Ásia. Na Índia faz-se pão de farinha de semente de melancia; no Médio Oriente comem-se as sementes assadas; na China selecionaram-se cultivos com sementes grandes.

Tem propriedades hidratantes (contém cerca de 90% de água). Além disso, possui também açúcar, vitaminas do Complexo B e sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro.

Pode ser consumida in natura, ou ainda elaborada em pratos doces (sorvetes, sucos, mousses, saladas de frutas, doce em calda) ou salgados (saladas, contrastando com sabores do camarão, temperada com hortelã, mangericão, ou então harmonizando sabores com seus primos melão, abóbora e pepino).

  • NOZES, AVELÃS, CASTANHAS E TÂMARAS

Elas foram trazidas pelos imigrantes de origem árabe e são recomendadas para garantir fartura.

As “nuts” (nozes,castanhas em geral e, ate frutas secas,em inglês) atualmente estão sendo utilizadas como petisco saudável, como uma pequena porção antes das duas  principais refeições, e veja  se a  fome não vai diminuir na hora de “atacar” o prato principal.frutas-oleaginosas

A arte de secar  frutas para consumi-las durante o inverno surgiu na Europa , durante o Império Romano. Ricas em açúcares, na época , eram utilizadas  por viajantes e soldados para repor as energias.

As frutas  desidratadas são submetidas a  processos de secagem natural, exposição ao Sol ou artificial, câmaras de ar,vapor ,estufas ou fornos, sendo que não perdem muitas  de suas propriedades nutricionais.    As fibras, minerais e açúcares permanecem preservados e ficam muito  mais  concentrados, daí o forte sabor adocicado e aroma.

  • PEIXES

É a única carne obrigatória ( porque é muito saudável) que devemos comer na ceia de ano novo, também porque o peixe é o simbolo dos milagres de Cristo. Na verdade, peixe em grego é ICHTUS, que é também a junção das iniciais de Iesus Christus Theos Uios Soter, que em português significa Jesus Cristo, filho de Deus, o Salvador. Come-se peixe, portanto, para pedir a proteção do Cristo durante o ano que está chegando. E por que é bom para a saúde! Muitas culturas acreditam que os peixes trazem boas vibrações. Os japoneses acreditam que eles são um símbolo de fertilidade por conta de sua capacidade de produzir toneladas de ovos. Os suecos também comemoram a virada do ano com uma abundância de frutos do mar, incluindo pratos em conserva.

  • PORCO –  LEITÃO

O porco está sempre andando e fuçando para frente e, por isso, é visto como um animal de prosperidade.

Além disso, seu alto teor de gordura nos remete à fartura e à riqueza. No interior existe um velho ditado que diz que todo animal que faz xixi para trás empurra o dono para frente, sendo assim o porco é a melhor opção, ou o tender assado.

  • ROMÃ

A romã é símbolo de fartura e fertilidade, é uma planta mágica cultuada em antigas tradições do oriente por ter poderes de atrair riquezas para quem a cultiva.

Ela é uma fruta que tem muitas sementes, que simbolizam o nascimento e a abundância.roma

A romã está associada às paixões e à fecundidade. A árvore era consagrada à Afrodite, deusa da fertilidade. Para os judeus, a romã é um símbolo religioso com profundo significado: no ritual do ano novo, acreditam que o ano que chega sempre será melhor do que aquele que vai embora. Sugiro como uma linda decoração e para ser apreciada, pois é rica em vitamina C, fortalecendo a defesa natural do corpo.

No Brasil, a tradição manda que se segure três sementes dessa fruta nos dentes à meia-noite, pedindo dinheiro para o ano seguinte.

Serve para atrair dinheiro. Coma a fruta, guardando sete sementes na carteira.

As sementes devem ser guardadas durante todo o ano, dentro da carteira e envolto em papel branco. Se você tem um quintal ou um espaço disponível plante uma romanzeira, cuide dela e ela trará fortuna para sua casa.

  • TRIGO (RAMOS): O trigo simboliza a fartura, a abundância e o desabrochar de todas as possibilidades, devendo estar presente na mesa de ano novo e durante todo o ano. Para comer, tenha um tipo de pão com trigo na mesa de ano novo, divida o pão com as mãos e ofereça a cada convidado, desejando que nunca falte o alimento para todos, com fartura e abundância.trigo
  • UVAS

A uva é a fruta mais conhecida por trazer boa sorte no Ano Novo. A uva garante prosperidade e fartura de alimentos, para isso é necessário comer 12 uvas, ou seja, uma para cada mês do ano. Aproveite e faça um pedido para cada uma que comer.Elas também podem garantir dinheiro: guarde as sementes na carteira ou na bolsa, até a troca do próximo Ano-Novo.

Na Espanha, as pessoas têm costume de comer 12 uvas à meia-noite, uma para cada batida do relógio. O objetivo é comê-las antes do início do novo ano. Alguns acreditam que a doçura de cada uva prevê como cada mês será. Por exemplo, se a terceira uva é amarga, março pode ser um mês difícil. A tradição começou em 1909, quando houve uma grande produção da fruta no país. Acredite ou não nessa superstição, coma do mesmo jeito, pois uvas fornecem glicose, fibras e água, além de matar bem a vontade de comer um doce…

  • VINHO

O vinho é feito de uvas, que por si só já carregam uma significação positiva e otimista. Na passagem do ano, faça um brinde ao ano que nasce e beba o vinho em copos de cristal.

Observações:

AVES

Passe longe de frango, peru, faisão ou qualquer tipo de ave se quer ter algum sucesso no ano que vem! As aves ciscam para trás e, para os supersticiosos, isso indica retrocessos e atraso de vida, na dúvida, opte por outros tipos de carnes.

FRUTAS COM ESPINHOS

Não tenha na mesa frutas com espinhos, segundo a crença os espinhos significam sofrimento, dificuldades e entraves.

ABC do Espumante

Verão e Festas – época de espumantes!espumantes

O verão começa agora e  chegou com toda força…

E com ele o calor, os dias mais longos, as festas de final de ano e as férias, muitas vezes em praias deste imenso e variado  litoral brasileiro. Nesta época, o consumo de espumantes aumenta em todo o país. Embora seja cada vez mais consumido ao logo do ano, o vinho borbulhante tem a cara do verão. É uma bebida alegre, refrescante, e que acompanha bem qualquer tipo de comida.

Atualmente os espumantes brasileiros estão entre os melhores do mundo, com ótima relação custo-benefício. Mais um bom motivo para saudar a chegada do verão com uma taça de espumante.

Do aperitivo à sobremesa, os espumantes têm brindado cada vez mais as refeições dos brasileiros. É o que mostram as pesquisas do Ibravin, Instituto Brasileiro do Vinho, pois a bebida deixou de ser exclusividade das festas de fim de ano. Anteriormente, 70% das garrafas eram vendidas no último trimestre, agora essa proporção caiu para 40%. Ou seja, estamos bebendo espumantes de forma mais contínua, com goles bem distribuídos ao longo do ano.

Mesmo com o consumo em alta, sobretudo no verão, ainda existem algumas dúvidas. Por exemplo: é certo ou errado colocar a garrafa no congelador para refrescar antes de servir? Ou ainda: é correto chamar todo tipo de vinho espumante de champanhe? Mais: para beber, por que não se usam aquelas taças largas tão comuns nos filmes da era do rádio, e sim os copos mais longos e finos?

Verifique abaixo informações e respostas para algumas questões a respeito desse tipo de bebida.

O que é um espumante

É um vinho que passa por duas fermentações. Na primeira, comum a todas as bebidas do gênero, o açúcar contido no próprio suco das uvas é transformado em álcool. Para que a segunda fermentação ocorra são adicionados açúcares e leveduras. Juntos, eles produzem mais álcool e também o gás carbônico, responsável pelas características borbulhas (perlage).

As principais uvas

Espumantes são feitos em várias regiões do mundo, mas as uvas podem mudar de um país para outro. De modo geral, a chardonnay (branca) e a pinot noir (tinta) são empregadas na produção. Na França, essas duas uvas, mais a pinot meunier, compõem a fórmula de muitos champanhes, produzidos exclusivamente na região de Champanhe. Na Itália, se fabricam bons espumantes a partir de uvas prosecco, enquanto na Espanha, são famosas as uvas macabeo e parrellada. No Brasil, além da chardonnay e da pinot noir, destacam-se também a riesling itálica e a moscato, que serve de base para espumantes doces.

Tipos de espumante

Diante da prateleira do supermercado é comum encontrarmos quatro tipos de rótulos: brut (seco), demi-sec (meio seco ou ligeiramente adocicado), doce (bem açucarado, bom para acompanhar sobremesas). A diferença entre eles está na quantidade de açúcar adicionada na segunda fermentação. Existem ainda os rosé (feitos a partir de uvas tintas).

Métodos de produção

Existem duas maneiras de fabricar espumantes. O método mais tradicional é chamado champenoise e foi criado na França, na região de Champanhe. Nele, a segunda fermentação ocorre dentro da própria garrafa. O trabalho é minucioso. Os açúcares e leveduras responsáveis pela segunda fermentação vão se depositando nos gargalos das garrafas, que são colocadas de cabeça para baixo e giradas periodicamente. Ao final da maturação, o gargalo é congelado e, na abertura, os resíduos são expulsos pela pressão interna provocada pelo gás carbônico. Já no método charmat, a segunda fermentação é feita em grandes recipientes, geralmente de aço inoxidável, projetados para suportar grandes pressões. Nesse caso, é mais fácil extrair os resíduos de leveduras.

 Todo champanhe é um espumante, mas nem todo espumante é champanhe
Parece confuso, mas a explicação é simples. A região francesa de Champanhe é a única que pode utilizar oficialmente a designação de champanhe para espumantes feitos pelo método champenoise. Em outras regiões, esse tipo de vinho recebe outros nomes.

Na Espanha, espumante é cava. Na Itália, prosecco
A região da Catalunha, no nordeste da Espanha, é a principal produtora de vinhos cava, espumante típico do país produzido pelo método champenoise. Na Itália, o espumante mais conhecido vem do Vêneto. É chamado de prosecco, que é o nome da uva que o origina.

Como deve ser servido

Espumantes pedem taças flute, em forma de tulipa alongada. Ela conserva melhor o gás e mantém as borbulhas por mais tempo. Segure a taça pela haste, o que evita sujá-la e também que o calor da mão esquente a bebida. A temperatura média recomendada para servir um espumante é entre seis e oito graus Celsius.

Uma anotação importante: temperaturas muito baixas podem acentuar a acidez e diminuir os aromas da bebida.

Posso colocar o espumante no congelador?

rolha-espumanteAtire a primeira rolha quem nunca colocou um espumante no congelador para ganhar tempo. Para vinhos tintos e brancos normais a medida é até aceitável. Mas no caso dos espumantes isso é perigoso. A pressão contida na garrafa pode fazer com que ela exploda. A forma correta e segura de servir é colocar a garrafa de espumante em um balde de gelo com água, para melhor distribuir a temperatura, de 25- 30 minutos antes do brinde.

Espumantes combinam com…

Peixes e frutos do mar são quase sempre bons parceiros dos espumantes. Pratos com alto teor de gordura, como as frituras, também casam bem com esse tipo de bebida. No caso das carnes vermelhas, a harmonização com espumante é perigosa (melhor não arriscar). Para acompanhar a sobremesa, aposte em exemplares doces como os espumantes feitos a partir da uva moscatel.

COMO RESFRIAR O ESPUMANTE

Parece bobo, mas todo o ano, algumas pessoas perdem a visão por “rolhas assassinas” como a sua.

O que as pessoas não sabem, é que não se deve resfriar o espumante no freezer. Em primeiro lugar, porque demora mais do que no balde de gelo, em segundo, porque a rolha perde a elasticidade e pode causar acidentes coespumante-baldemo o descrito acima. Além disso, alguns enólogos consideram que o choque, a -20ºC, pode alterar as características do espumante.

A forma correta e segura de servir um espumante é colocar a garrafa em um balde de gelo com água, de 25-30 minutos antes de consumir

A melhor maneira de resfriar o espumante é coloca-lo em um balde de água com gelo (na proporção meio-a-meio), mantendo a rolha para fora do balde. Em 25-30 minutos, ele estará gelado. É importante lembrar que, antes dele ficar gelado, deve-se incliná-lo algumas vezes, para que o líquido próximo ao gargalo seja misturado com o do fundo da garrafa, permitindo um resfriamento por igual.

Truques aceleradores

Se quiser resfriar um pouco mais rápido, pode colocar um pouco de sal no balde. Isso altera o ponto de fusão da água e permite que você tenha água mais gelada, sem que ela vire gelo.

Adicionar um pouco de álcool é importante. Ele é dissipador de calor da bebida, pois evapora e leva o calor embora, similar a sensação de frio que ocorre quando passamos um pouco de álcool na pele, onde o frio que se sente é exatamente em função do calor ter sido dissipado rapidamente com álcool. O sal aumenta o ponto de fusão do gelo, fazendo com que ele demore mais para derreter, aumentando então a eficiência, “autonomia” da “carga” de gelo, além também de servir para aumentar a condutividade (a eficiência na troca de calor).

O álcool é uma substância volátil, ou seja evapora com facilidade, à medida que evaporar, ele “rouba” calor da mistura, então ajuda a gelar mais rápido.

Economicamente, o sal é mais viável que o álcool, caso queira optar por um dos dois apenas, pois é necessário mais álcool do que sal para obter o mesmo efeito. O fato de usar os 2 ao mesmo tempo, faz potencializar a ação de gelar a bebida mais rápido.

Com tudo isso, será possível ter um espumante mais gelado e mais rápido, além de diminuir a chance de acidentes, desde que a rolha seja aberta da maneira correta.

espumante-lona1

Em taças ou em pratos, diversas formas de consumir espumantes:

 DRINKS: alguns drinks com espumante podem ser elaborados sem o uso de muitos ingredientes e utensílios. O Bellini, que mistura suco de pêssego e espumante em partes iguais, cai super bem em happy hours. As Mimosas, que combinam o espumante com suco de laranja, harmonizam bem com brunchs e cafés da manhã em clima de festa, veja muitas receitas neste outro post, Drinks de Espumantes;

  1. PARA FAZER A MARINADA: além dos temperos tradicionais de sua preferência, adicione meia garrafa de espumante ao deixar a ave do Natal de molho, preferencialmente um dia antes de assá-la. O espumante não só realça o sabor dos temperos, mas também ajuda a penetrá-los na carne;
  2. PARA REGAR O ASSADO: passada uma hora com a ave no forno, recomenda-se regá-la de hora em hora para que a carne não resseque. A dica aqui é regá-la adivinhe com o quê? Espumante. Separe 1/2 taça para cada vez que for regar o assado;
  3. PARA DAR SABOR AO ARROZ FESTIVO: o arroz à grega também pode entrar no clima festivo, adicionando uma taça de espumante logo depois de fritá-lo. Aliás, as famosas passas de final de ano podem ser hidratadas no espumante também. Para os que não são fãs de arroz à grega, que tal um arroz com espumante e amêndoas torradas?
  4. NA SALADA: atenção que essa dica é ouro! O espumante serve como base de molho para saladas ao usá-lo ao invés de vinagre, com um fio generoso de azeite, sal, pimenta e uma folha de limoeiro, que fica em infusão por alguns minutos antes de regar folhas e legumes;
  5. NA SOBREMESA: o espumante pode ser utilizado nas receitas de sobremesa, tanto para umedecer biscoitos em pavês ou como ingrediente principal numa mousse, batido no liquidificador com uma lata de leite condensado e uma lata de creme de leite sem soro. A medida do espumante é a mesma da lata e o Moscatel é o mais indicado para esse preparo.

Seja nas taças ou nos pratos, use a criatividade e aproveite os espumantes brasileiros nas festas de final de ano.

Veja aqui mais informações sobre este tipo de bebida.

Bebidas alcoólicas são proibidas para menores.
Se beber, não dirija.

Rabanadas – um doce típico de Natal

rabanadaA rabanada é apenas um dos vários pratos que aparecem apenas no período natalino, e mesmo sendo considerada extremamente calórica, tem a adoração de muitas pessoas, o que não permite que ela caia no esquecimento, mesmo com tanto tempo em destaque. E não é só apenas do Brasil que ela é preparada no Natal, em diversos países do mundo essa tradição já existe há muito tempo.

Talvez nem todas as histórias em relação à rabanada sejam tão emocionantes, mas haverá quem diga que sempre “come chorando” uma fatia dourada dessas. Além disso, se os momentos não são tão marcantes assim, a oportunidade em que, hoje em dia, se come rabanada é única: o Natal.

Conhecida também como fatia dourada ou fatia de parida, a rabanada é um doce natalino histórico, tamanha tradição de anos que possui no natal das pessoas. Temos como história da rabanada, muitas lendas e uma origem incerta. Sabe-se que foi criada através da necessidade do reaproveitamento do pão (amanhecido), tendo em vista que sempre foi considerado um ingrediente sagrado, até mesmo por representar o corpo de cristo para os católicos. A sua origem sempre se remete a Portugal, mas em todo o mundo é possível encontrar variações da rabanada, como o “Eggy bread” na Inglaterra, o “French toast” nos EUA, e o “Pain Perdu” na França. Isso mostra que é muito mais provável uma forte influencia francesa na origem da rabanada, do que uma influencia portuguesa.

Trata-se de fatias grossas de pão, mergulhadas no leite, passadas em ovos batidos, fritas em óleo ou ainda assadas, e para finalizar polvilhadas com açúcar e canela. Depois de tantos anos de existência da receita, já é possível encontrar versões diferentes, como por exemplo, o acréscimo de vinho do porto, frutas vermelhas, e o acompanhamento do creme inglês.

rabanada-2Há informações contraditórias, porém.  Há quem diga,  americanos, em geral – que seria uma receita espanhola da Idade Média. Outros dizem que fritar pão não tem exatamente uma origem única, porque seria uma forma generalizada de melhorar o gosto do alimento nosso de cada dia. Nesse caso, a primeira referência, segundo o famoso dicionário de inglês Oxford, dataria de 1660.

Por último, há os partidários  de que a citação original de uma receita sobre fritar pão estaria em Apicius: “Aliter dulcia: siligineos rasos frangis, et buccellas maiores facies. in lacte infundis, frigis [et] in oleo, mel superfundis et inferes.” – numa tradução bem livre: “Um outro doce: Corte sigilinos [um tipo de pão de trigo] em pedaços grandes. Banhe no leite, frite no óleo, mergulhe em mel e sirva”. Um outro nome dado para essa rabanada pré-cristã é pan dulcis.

Mesmo que não se tenha uma certeza, a expressão como os conterrâneos de Verger chamam o quitute, pode explicar um pouco sua origem: pains perdus, que quer dizer “pão perdido” literalmente. Apesar de hoje já venderem pão para rabanada e usarem outros tipos de pães, brioches ou panetones como matéria-prima, o único ingrediente que se repete na imensa maioria das receitas é: pão do dia seguinte. As receitas se referem ao pão que não se pode mais comer porque está duro, um pão dormido, um pão perdido. Portanto, a rabanada é uma forma de salvar o pão. Muito natalino, não?

Outro termo que tem um pouco da explicação da origem – ou pelo menos, de um dos usos – da rabanada é como parte de Portugal as chama: pão parida, ou somente fatias de parida, ou o nome inteiro: pão de mulher parida. Misture pão (trigo), ovos, leite, açúcar e frite, e você tem, além de rabanadas, uma bomba calórica, cheia de energia. Dizem que era bom para mulheres amamentando porque daria leite. O nome “fatia de parida” vem de uma história que conta do auxilio que esse doce natalino dava na produção do leite materno durante a gravidez, e por isso era sempre oferecido e consumido pelas gestantes.

E também explica um pouco o costume de comer as fatias douradas (outro nome português que é auto explicativo) no nevado Natal europeu: se esquentar de dentro para fora.

Por fim, a origem de “rabanada”. O mais provável seja uma adaptação do espanhol “rebanada” que quer dizer… fatias.rabanada-4

É fato  que os portugueses foram os responsáveis por trazer a receita da rabanada para o Brasil, que rapidamente se espalhou e tomou conta do Natal. Mesmo hoje tendo perdido espaço para o panetone, por exemplo, a rabanada ainda é muito feita em diversos estados, sendo o Nordeste o maior consumidor.

FONTE: Luís da Câmara Cascudo, no Dicionário do Folclore Brasileiro(Global Editora, São Paulo, 2000), www.revistadehistoria.com.br.

Sobre Licores e Cordiais, um pouco de tudo.

Erroneamente pensamos que existe uma grande diferença entre um licor e um cordial.  De fato, ambas as palavras querem dizer a mesma coisa: bebida açucarada, alcoólica, feita de espíritos redestilados ou misturados, a que se adicionam aromatizantes e corantes.
Licor é a designação mais usada na Europa.
Na Inglaterra, por exemplo, a palavra cordial é usada para descrever bebidas não alcoólicas, mas aromáticas e doces, como o Lime Juice Roses, que trás no rótulo a palavra cordial.
Dizem alguns estudos sobre esta matéria que a palavra cordial começou a ser utilizada quanto às bebidas doces porque eram consumidas em ambiente cordial e amigável.
Vamos deixar para trás, deliberadamente, a palavra cordial e apenas usaremos o termo licor.
icores01Como já mencionamos os licores são obtidos a partir de um espírito (álcool, aguardente vínica ou outro tipo), aromatizantes e açucarados, ervas, frutos, raízes, especiarias e flores. Esta definição parece dizer tudo mas, no entanto, é quase nada, tal é a imensidão deste tema.
O aparecimento dos licores remonta de tempos imemoriais. Consta que já nas tumbas, do velho Egito, foram encontradas receitas de licores que eram usados como digestivos e como produtos medicinais, especialmente nos problemas do estômago.
Os monges e alquimistas faziam destilações, em atmosfera de magia, tentando descobrir um elixir que lhes desse a eternidade.
Este sistema contribuiu para o aparecimento de muitos licores que são hoje famosos, especialmente alguns feitos à base de ervas.

Na época medieval, os famosos cozinheiros de então usavam os licores como aromatizantes, para disfarçar o aroma das carnes em más condições, assim como de alguns vegetais. Devido à sua doçura eram muito usados em bolos de creme e sobremesas.
 benedictine Vitral 1Na Idade Média, o vinho (e, mais tarde, o álcool) era o principal antisséptico. Mas as plantas, raízes e ervas eram pesquisadas pelos monges para a cura de várias doenças. Os alquimistas levaram tais pesquisas adiante. Registros apontam Arnaldo de Vilanova, sábio catalão nascido em 1240, aproximadamente, como o inventor “das tinturas modernas nas quais as virtudes das ervas são extraídas pelo álcool”. Com seu discípulo Raimundo Lúlio, foi o primeiro a escrever o tratado sobre o álcool e divulgar receitas de licores curativos. Ao álcool açucarado, eram misturados limão, rosa e flor de laranjeira. Há indícios da adição de pepitas de ouro às misturas, consideradas panaceias (remédios para todos os males).
Quando a Peste Negra espalhou-se pela Europa, no século 15, os licores associados a bálsamos vegetais e tônicos tornaram-se medicamentos preciosos.
Além da aguardente de vinho, outros álcoois eram utilizados para fazer licores, tais como o rum. Era comum a fabricação doméstica de licores e a utilização na cozinha e confeitaria. A rainha Catarina de Médicis, em visita à Itália, levou algumas receitas para a França. Luís XIV, apreciador da bebida, deliciava-se com um licor de âmbar e grãos de anis, canela e almíscar.

No século XV, os italianos despontaram para liderar o “mundo” dos licores, particularmente famosos entre as senhoras e usados para os mais variados fins.
Eram tomados pelas mulheres quando estavam prestes a dar a luz, as ervas usadas serviam como medicina e o álcool como primeira anestesia.
As moças da época quando estavam interessadas em cativar o apaixonado ofereciam-lhe um especial licor afrodisíaco.

Durante o século 19, a indústria da destilação cresceu. Surgiram, no mercado, muitas variedades de licores, e os caseiros começaram a desaparecer. Os italianos sofisticaram a produção de licores.

O licor nos tempos modernos
A imagem de fabricação e consumo dos licores começou a mudar bastante a partir de 1920. Em 1930 houve grandes mudanças, graças à ação das relações-públicas dos importadores e fabricantes.
O creme de menthe frappé foi promovido a bebida da moda, em 1960.
Em 1970 a casa GALLIANO popularizou o famoso Harvey Walbenguer. E foram atitudes deste gênero aliadas à ação dos barmen (adicionando licores aos drinks da moda) que criaram nas pessoas uma nova maneira de consumir licores, marcando assim uma época.

garrafas lindasE ainda, as garrafas de licores sempre tem um design diferenciado, muito bonitas!

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De que são feitos os licores
Entram no fabrico dos licores, como aromatizantes, os seguintes produtos: plantas (manjericão, hissopo, hortelã, erva-cidreira, alecrim), flores (camomila, alfazema, alecrim, rosa, laranjeira, etc.), frutos (banana, maracujá, morango, laranja, tangerina, medronho, cereja, groselha, melão, tâmara, pêra, kiwi, pêssego, abricot, amêndoa, etc.), cascas de árvore (quina, canela, sândalo), raízes (angélica, aipo, genciana, cenoura), sementes (anis, damasco, café, cacau, zimbro, pimenta, nozes, baunilha, etc.), açúcar (açúcar de cana, beterraba, mel e suco de uvas concentrado).

Classificação

 Os licores classificam-se segundo a variedade de produtos com que são fabricados:
a) Licores à base de plantas
b) Licores à base de frutos
c) Licores à base de essências
d) Licores à base de natas, cremes de leite (este grupo de licores é recente, assim como o aparecimento dos dos Cream Liqueurs: Bailey’s, Carolan’s, Emmets, Royal Tara, etc.).

Quanto ao método de fabricação agrupamos os licores do seguinte modo:
a) Por destilação (licores à base de plantas)
b) Por infusão/maceração (licores à base de frutos)
c) Por extratos ou essências
d) Por adição de cremes e natas (cream liqueurs)
Os métodos de fabricação podem ser a frio ou a quente.

Destilação
Pode ser usada a destilação por álcool ou por água.
Destilação por álcool: É um processo, normalmente, executado num pequeno alambique de cobre. O agente aromático é embebido em álcool por algumas horas e colocado no alambique, onde lhe é adicionado álcool.
Desta destilação apenas uma parte do licor destilado é aproveitada, voltando o resto a ser redestilado em nova “jornada”.
Destilação por água: Este método é usado para ervas e flores muito delicadas. São embebidas em água e só depois se procede à sua destilação suave, em alambique. Este procedimento permite preservar os aromas. A esta água destilada e aromática junta-se álcool puro (espirituoso).
Por este processo são feitos alguns dos mais famosos licores existentes no mercado.

Infusão/Maceração
O processo de infusão pode ser feito a frio ou a quente. Quando é feito a frio as frutas são esmagadas e colocadas num recipiente de água fria por um período de tempo que pode ir até um ano. Após este período o líquido é filtrado e adicionado a álcool neutro.
As fases deste processo são as seguintes:
a) Homogeneização
b) Repouso (em recipiente de vidro por algumas semanas)
c) Refrigeração
d) Filtragem (através de carvão ou outros sistemas)
e) Engarrafamento.

Extratos ou Essências
É o método mais usado no fabrico dos licores por ser mais econômico e prático. Talvez, por isso, a qualidade destes licores seja inferior a de outros obtidos por processos diferentes.
Nos licores fabricados por este processo entram os seguintes elementos: água, álcool, açúcar, essências, corante.

Adição de Natas e Cremes
Este tipo de licor apareceu recentemente. Embora o creme (natas, cremes a base de leite) já fosse usado em imensas composições de bar, só a partir do ano de 1975 a firma irlandesa R.A. Bailey aperfeiçoou a técnica de combinar um espírito com as natas sem que estas azedassem. Como resultado desta experiência apareceu o famoso Bailey Irish Cream.
Este tipo de licor considerado tecnicamente como Cream Liqueurs não deve ser confundido com os ”Créme Liqueurs”, que não incluem natas na sua composição. Exemplos: creme de banana, creme de menthe.
Os cream liqueurs são de mais baixo teor alcoólico que os outros licores.
Ex.: o Bailey e o Emmets, 17%.

Como são feitos os licores
É bastante difícil saber a composição de certos licores devido ao cuidado que existe em manter a sua fórmula em segredo.
A diferença entre os licores e outras bebidas alcoólicas é que o licor pode ser produzido facilmente de maneira artesanal e esta é a razão pela qual muitas vezes os licores artesanais são mais deliciosos e especiais que os industrializados. Independentemente do tipo de produção pelo qual são elaborados, a maioria dos licores podem alcançar entre 15 e 55 por cento de graduação alcoólica, tornando-se bebidas alcoólicas fortes.

Os melhores e mais sofisticados licores são feitos pelo processo de destilação do álcool. Os componentes aromáticos do licor são adicionados ao destilado base, compondo uma mistura que depois será destilada. O produto é então adocicado e, se for o caso, recebe um corante. Já no processo de infusão os componentes da receita ficam macerando dentro do álcool por um longo período. Depois disso, com o líquido fortemente aromatizado, a mistura é filtrada e recebe açúcar. Seja qual for o processo, espera-se o tempo necessário para a consumação do perfeito casamento entre perfumes e sabores.

A Lei Brasileira sobre licores
A Legislação Brasileira para bebidas (BRASIL, 2009) define licor como a bebida com graduação alcoólica de 15 a 54% em volume, a 20ºC, e um percentual de açúcar superior a 30 g/L, elaborado com álcool etílico potável de origem agrícola ou bebidas alcoólicas, adicionada de extrato ou substâncias de origem vegetal ou animal, substâncias aromatizantes, saborizantes, corantes e outros aditivos permitidos em ato administrativo complementar.

Como se servem licores
A maneira mais simples de servir as deliciosas bebidas que são os licores é a mais usual, numa taça própria (cálice de licor), após as refeições e como digestivo.

Bebidas compostas com licores

Coffee Drinks: são usados vários licores para confeccionar os chamados «coffee drinks», alguns exemplos dos licores utilizados nestas bebidas: Tia Maria, Kahlua, Strega, Benedictine, etc.

Frappés: frappé é uma forma de servir alguns tipos de licores (especialmente nas tardes quentes de verão), em copo tipo old fashioned ou taça dupla de cocktail, com gelo moído

On-the-Rock’s: já é muito freqüente beber licores com gelo, aconselhável: 2 a 3 pedras de gelo.

Tipos de licor

Licores de uísque

• Baileys    baileys

• Buchanan’s Liqueur

• Carolans

• Drambuie

• Glayva

• Johnny Walker

• Lochan Ora

Licores de ervas

• 43 (Cuarenta y Tres)

• Anis del Mono

• Bénédictine

• Centerba

• Chartreuse

• Frangelicofrangelico_bottle_glass

• Galliano

• Irish Mistkummel

• Kümmel

• Sambuca Romana

• Strega

Licores de frutas

• Amadeus

• Amaretto Dell’Orso

• Amaretto Di Saronno

• Charleston FolliesMarie_Brizard_Ch_4cd9395db8eb3

• Cointreau

• Curaçau

• Dolfi Fraise Des Bois

• Gran Torres

• Grand Marnier Cordon Rouge

• LimoncellolimoncelloGrandMarnier_CordonRouge

• Maraschino

• Midori

• Nocello

• Peach Tree

 

 

 

 

 

 

 

Licores de chocolate

Muitos países produzem licores de chocolate. Alguns são aromatizados com café, menta, laranja ou nozes, entre outros componentes. Geralmente são servidos após o jantar e no fim da noite, com ou sem gelo, dependendo da temperatura do dia.

• GalaMozart_Distillerie_bottles

• Mozart

• Truffles

• Vandermint

vandermint

 

Licores diversos

• Advocaat

• Amarula

• Bols

• Calisay

• Giffard

• Gold Wassergold wasser

• Kahlúa

Marie Brizard

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Fontes
Almanaque Borda d’Água 2012, Editorial Minerva, Lisboa; Tipos de Licores e Fabrico de Licores, editado por Anderson Viana.
Licores – Segredos e Tradição – Edite Vieira Phillips, Colares Editora.
Licores de Portugal, Ana Marques Pereira.

Sopas típicas!

Confira as sopas típicas de alguns países

Brasil – Bambá de Couve (farinha de milho e couve), Caldo de Mocotó, Caldo de Feijão.
China – Sopa de Ninhos de Andorinha, Won Ton (caldo com bolinhos recheados de hortaliças e carne).
Cuba – Sopa de Frijoles com Calabaza, (de feijões com abóbora).
Egito – Melokhia (a base de uma erva egípcia que dá nome à sopa e carne de cordeiro ou frango).

Espanha – Gazpacho (com tomate, pepino, alho, pão e azeite, servida fria).

Estados Unidos – Vichyssoise (de batata e alho porro, servida fria); Clam Chowder (creme encorpado, quase em mingau a base de moluscos, batatas e leite).

França – Soupe à l’Oignon (a base de cebola), Bouillabaisse (a base de legumes com frutos do mar frescos), Bisque (cremosa, a base de frutos do mar).

Bouillabaisse
Bouillabaisse

Haiti – Consommé a l’Orange (de caldo de frango, suco de laranja e cravo da índia).
Inglaterra – Oxtail (sopa de rabo de boi).
Israel- Pumpkin Soup (abóbora e caldo de frango).
Itália – Minestrone (com feijão, massas e legumes,comumente feita com lingüiça).
Japão – Missoshiro (caldo de peixe com missô)

México – Posole (com carne de porco ou frango, caldo e canjica).
Polônia- Kapusta(repolho com carne de porco, cebola, chucrute)
Portugal – Canja (que, segundo alguns especialistas, terá vindo da Índia) e Caldo Verde.
Rússia – Bortsch (de beterraba frescas, servida quente ou fria).

Borsch
Borsch

Tailândia – Tom Kha Gai (de leite de coco com frango, muito coentro e outros aromas).
Vietnã – Canh Chua (caldo aromatizado com hortelã e tamarindo com pedaços de peixe).

 

 

Na medida do possível, vamos disponibilizar receitas,  bom proveito!

Diferenças entre champagne (champanhe), espumante e frisante. Tin-tin! Saúde!

Pessoas que não conhecem vinhos costumam classificar genericamente como champanhe ou como espumante qualquer vinho que produza borbulhas. E isso acontece muito mais do que se imagina.

No entanto, existem diferenças básicas entre eles, sendo cada um denominado segundo alguns princípios conhecidos há séculos pelos apreciadores dos produtos provenientes da uva.

Vamos então conhecer as diferenças entre as bebidas mais freqüentes nos “tin-tins” de Natal e fim de ano.champ

Até porque fica mais fácil na hora de comprar, para levar o que mais agrada ao seu paladar e ao seu bolso.

 

 

Champagne

 A palavra champagne é um derivado da palavra latina campagnia, uma região campestre localizada ao norte de Roma. O verdadeiro champagne tem origem exclusivamente na região de Champagne, situada a 150 quilômetros de Paris.

O champagne é um vinho espumante, o espumante original feito com uvas e fermentado naturalmente e leva o nome de sua região de nascimento Qualquer outra parte do mundo pode produzir, e de fato produz, vinhos espumantes. No entanto, somente os que vêm da região de Champagne podem ser chamados assim.

Esta antiga província histórica produz igualmente os vinhos chamados “tranquilos” (não-espumantes) que levam denominações diferentes, como tintos, brancos ou rosados e são produzidos nas cidades de Bouzy, Virtudes, Damery. No entanto, a região de Champagne produz, em grande maioria, vinhos espumantes (brancos ou rosados) chamados simplesmente de champanhe, sem mais especificações.

O Champagne, junto com o Xerez e o Porto, é um dos vinhos de produção mais complicada do mundo. Envolve inúmeras e trabalhosas etapas.

E o mais tradicional de todos o champanhe ou champanha (em francês champagne) é um vinho branco espumante, produzido através da fermentação da uva (uma espécie ou várias).

Trata-se de um vinho fino, com uma das produções mais complicadas e elaboradas do mundo vinícola, envolvendo diversas etapas. O vinho é fermentado naturalmente, obedecendo algumas regras: somente as uvas chardonnay, pinot noir e pinot meunier podem ser utilizadas na fabricação e precisam ter os cuidados específicos para serem levados ao consumo.

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Portanto: todo champagne é um vinho espumante, mas nem todo vinho espumante é champagne.

 Espumante

Os vinhos espumantes são produzidos em quase todos os países vinícolas, sendo que a maioria deles são elaborados através dos métodos criados e utilizados na França para feitura de seus espumantes, fazendo com que surgissem diferentes tipos de espumantes em outros países.

Os espumantes sofrem duas fermentações naturais. A primeira é a alcoólica, comum de todos os vinhos, que transforma o açúcar da uva em álcool e que ocorre em tanques ou barris de carvalho. A segunda, onde o espumante adquire a efervescência, tanto pode ocorrer em tanques de aço inox pressurizados (método charmat) como podem ser feitas na própria garrafa (método champenoise ou tradicional/clássico).

No processo charmat, a segunda fermentação ocorre dentro dos tanques de inox, que resiste a pressão, conhecida como autoclaves. No processo champenoise, também chamado de método tradicional, a segunda fermentação ocorre dentro da própria garrafa. O espumante é colocado em pupitres para iniciar o remuage, visando a sedimentação das borras no gargalo.

O espumante resultante destes dois métodos irá se diferenciar por características organolépticas, tais como cor, sabor e paladar.

Mas há alguns parâmetros que são válidos para os dois: O teor alcoólico do espumante deve ser entre 10 e 13% em volume. O anidrido carbônico (“bolinhas” ou perlage) deve ser proveniente exclusivamente da fermentação (não pode ser adicionado), e sua concentração deverá ser de 4 atmosferas à 20°C.

Por isso, se não tivermos cuidado ao abrir a garrafa de espumante, ou se deixarmos a uma temperatura muito elevada, é que o líquido vai ser projetado para fora com tanta força.

E quanto à quantidade de açúcar presente no espumante, este pode ser denominado de:

 Denominação  Açúcar
Extra brut 0g a 6g
Brut 6g a 15g
Sec / Seco 15g a 20g
Demi-Sec (Meio Seco-Meio Doce) 20g a 60g
Doce mais de 60g

Os tipos são:

– Asti: elaborado com a uva Moscato, é um vinho espumante adocicado, de baixo teor alcoólico, muito exportado. Ao contrário do Champagne, que utiliza o método tradicional champenoise (com segunda fermentação na garrafa), e de outros espumantes que utilizam o método Charmat (com segunda fermentação em tanques de aço inox), a produção do Asti é feita mediante uma única fermentação em tanques com retenção do gás carbônico liberado. A fermentação é interrompida, por resfriamento, quando os teores adequados de álcool (7-9o GL) e açúcar (3,5%) são atingidos.

– Cavas: espumantes produzidos na Espanha, principalmente na Catalunha, e Penedés, região que se responsabiliza por 99% da produção do país. A região costeira, com um suave clima mediterrâneo, ao norte tendo um clima subcontinental, videiras localizadas próxima à costa, altitude com menos de 200 metros acima do nível do mar e boa influência marítima.

– Prosecco: região vinícola demarcada localizada no Veneto, norte/nordeste da Itália. Produz vinhos brancos e principalmente espumantes nas sub-regiões de Valdobbiadene e Conegliano. Durante anos, a palavra  prosecco foi utilizada para designar a uva (cujo nome original é Glera) empregada na elaboração destes vinhos.

O país patenteou e o termo ‘prosseco’ somente pode ser usado na produção italiana, exclusicamente nas regiões de Friuli e Veneto. Diferentemente dos champagnes e dos cavas, os proseccos são elaborados pelo método charmat, onde a segunda fermentação ocorre em grandes tanques de aço inox e não na própria garrafa.

– Sekt: nome genérico dos vinhos espumantes da Alemanha, que geralmente possuem uma doçura típica da fruta. O sekt do tipo seco é chamado de trocken.

Frisante

É um vinho com pouco gás carbônico, apesar deste elemento surgir naturalmente do processo de fermentação da uva. Geralmente, possui a metade da quantidade de gás-carbônico presente nos espumantes.

Nos vinhos frisantes o método de obtenção das bolhas, podem ser tanto por um processo natural quanto artificial. A diferença entre o os espumantes e os frisantes é que os vinhos frisantes sempre terão menor nível de gás carbônico.

Fermenta somente uma vez, e a partir dessa fermentação obtém o gás carbônico. Normalmente é um vinho menos gaseificado e sem espuma.

Os mais conhecidos frisantes são os produzidos na Itália, conhecidos como lambruscos. O tipo lambrusco é um vinho frisante e não espumante, ou seja, tanto a fermentação alcoólica quanto a toma de espuma ocorrem no mesmo processo

De fato, o Lambrusco não possui aquela cremosidade dos Champagnes e nem tantas bolhinhas como o Prosecco.

Espumantes, mais gás e mais espuma.

champ borbulha

 

 

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Frisante, menos gás e sem espuma.

 

 

 

Frisantes e espumantes são vinhos fermentados e mantidos com o próprio gás produzido na fermentação.

 

Sidra

É a bebida preparada a partir da fermentação do suco da maçã. Nasceu na Europa, provavelmente na Inglaterra, e ainda hoje é apreciada por lá e por aqui.

Bem gelada, a bebida fermentada de maçã que tem jeito de cerveja e estilo de vinho espumante.

É importante lembrar que as sidras, muito populares no Brasil, são bebidas com gás carbônico inserido artificialmente, e não produtos de fermentação, não podendo, portanto, serem consideradas nem frisantes e nem espumantes.

Cinco anos atrás, com exceção das oferecidas por alguns poucos produtores, era difícil encontrar sidras secas. A maioria das sidras americanas era adoçada de modo a agradar uma clientela que prefere bebidas enjoativas. Felizmente, o público das sidras secas tem crescido, já que, tal como a cerveja, o conteúdo de álcool dessas bebidas varia bastante, de cerca de cinco até oito por cento.

A sidra foi esnobada por muito tempo, mas está vivendo uma fase de ampla popularidade pelo mundo. Se na Europa ela é velha conhecida, principalmente no País Basco, no Reino Unido e na região francesa da Normandia, nos últimos tempos vem conquistando também o Novo Mundo. Há sidrerias, principalmente artesanais, sendo instaladas em países como Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos.

Os americanos, aliás, adotaram de vez a sidra. Em 2013, foi a bebida que mais cresceu no país – ultrapassando até o acelerado mercado das cervejas artesanais.

Hoje a variedade de rótulos começa a crescer no Brasil – a bebida não tem nada a ver com aquela, de marca única, que manchou a reputação da sidra por aqui em outros Natais. Em um post próximo, vamos tratar mais a respeito das sidras.

Manual da sidra

  1. A temperatura indicada para servir a sidra deve ser entre 8°C e 12°C. Mas, neste calor, pode gelar mais.
  2. Sidra com “s”? Pois é. Apesar de ser grafada em outros idiomas com “c” (cidre, do francês, ou cider, no inglês), em português é sidra. Cidra é outra coisa, é a fruta cítrica que dá ótima compota – ou aquela outra sidra que deixou muita gente de ressaca no final de ano.
  3. Sidra é quase sempre feita de maçã, mas pode também ser feita com outras frutas semelhantes, geralmente a pêra. Também há produtores que juntam as duas frutas para fazer outras bebidas fermentadas.

Filtrado Doce

É elaborado a partir de uvas americanas e híbridas, por isso seu sabor adocicado e pouco complexo. Os filtrados não fermentam em garrafa. O gás carbônico presente na bebida é inserido artificialmente, no engarrafamento.

O Filtrado Doce é uma bebida proveniente do mosto de uva, parcialmente fermentado ou não, podendo ser adicionado de vinho de mesa. Não é considerado vinho por que este é exclusivamente a bebida proveniente da fermentação da uva sã, fresca e madura. Além disso, tem uma graduação alcoólica bem baixa, de no máximo 5% em volume. A presença das “bolinhas” também pode se dar através da adição de anidrido carbônico em até 3 atmosferas. Sua concepção original vem da Itália. Mas do produto original pouco sobrou.

E então…..como escolher?

Os Espumantes são muito vistos em festas como fim de ano, ficam muito bem com a estação mais quente do ano, pois são bem refrescantes, transmitindo assim, uma ótima sensação. A escolha entre o espumante é  muito comum em Natal e no Réveillon, porque ele também tem uma melhor harmonização com todos os pratos, por isso pode acompanhar desde o aperitivo até a sobremesa, sem medo de errar.

Os Proseccos são mais abusados, pois possuem uma cor  muito atraente e são muito bem perfumados, o que destaca ainda mais suas abundantes e finas borbulhas que lhe agregam um paladar fantástico e um aroma mais frutado. Acompanham muito bem canapés, carnes brancas e frutos do mar.

O Lambrusco possui um aroma absurdamente agradável e persistente. Ele é mais frutado, fresco e vivaz. Uma excelente escolha para um dia-a-dia festil. Ideal para acompanhar massas com molhos leves.

As sidras podem acompanhar doces, queijos cremosos leves, canapés com agridoces.

E aí, já decidiu?

champ taçasDica: qualquer que seja sua escolha, sempre bem gelada e em taças tipo flute ou tulipa, como acima.

Veja opções de receitas de drinks no post Drinks de Espumantes publicado neste blog.

E seja feliz!

Bebidas alcoólicas são proibidas para menores.
 Se beber, não dirija.

 

Fontes
Tudo sobre Champanhe e Espumantes, Aguinaldo Zackia Albert, Ed Senac.
Tintos & Brancos, Saul Galvão, Ed. Conex.
Como degustar vinhos, Jancis Robinson. Ed. Globo.
Nem tudo que borbulha é ESPUMANTE. Bento Gonçalves: IBRAVIN Bruch, Kelly Lissandra., 2009. 9 p.
Lei do Vinho – Lei n. 7.678/1988 – Dispõe sobre a produção, circulação e comercialização do vinho e derivados da uva e do vinho, e outras providências.
Lei de Bebidas – Lei n. 8.918/1994 – dispõe sobre a padronização, a classificação, o registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas.