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Lista de livros interessantes.  Boa leitura!

Larousse Gastronomique    larousse-2-180838_l-1

Principal livro de técnica culinária do planeta. Tem duvida como é um corte, como fala o nome de determinada técnica, como faz determinado passo-a-passo? Não tenha! A Larousse está aí para isso. Ela guia todo e qualquer chef, objeto fundamental de estudo para cozinheiros.

 

BRAS, Michel Bras

Michel BrasChef francês que preza pelo cuidado a cada detalhe, ao produto de seu terroir, ao mínimo detalhe. Um dos livros mais belos e plásticos da história da gastronomia, com a técnica impecável de Michel Bras.

 

 

 

 

 

La Cocina al desnudo, Santi Santamariala-cocina-al-desnudo-9788499980195

Grande chef espanhol, Santi era o principal opositor a Ferran Adriá. Critica nesta obra fortemente o uso de produtos da indústria (espessantes, texturizantes, etc) na cozinha de um restaurante. Defende a gastronomia mais sana, com produtos de mercado, respeitando o produto, realçando sabores e técnicas, ressaltando que a experiência gastronômica deve ser perfeita do olfato a degustação, e também a digestão.

 

 

 

escoffianas-alex-atalaEscoffianas Brasileiras, Alex Atala

O nome é uma brincadeira com Auguste Escoffier e as Bachianas Brasileiras de Villa-Lobos. O maestro usou o nome de Bach para compor a música brasileira, como Atala usa Escoffier para destrinchar a gastronomia nacional. É, talvez, o principal trabalho sobre produtos e ingredientes brasileiros, com as receitas e técnicas modernas de Atala, com fotos incríveis que por si só já valem a pena.

 

ESPECIAL DESTAQUE 1

PenseNoGarfo
Pense no Garfo!

Bee Wilson
Uma história da cozinha e de como comemos

Uma viagem pela cozinha ao longo dos tempos, revelando a história oculta de objetos cotidianos sobre os quais raramente pensamos – e sua influência sobre o que, e como, comemos!
Recebida com entusiasmo pela crítica especializada inglesa e americana, essa é uma irresistível história cultural das nossas cozinhas unindo história, ciência, antropologia e gastronomia.
Os primeiros potes de barro, por exemplo, possibilitaram a invenção da sopa, permitindo que mais indivíduos, mesmo sem dentes, chegassem à idade adulta. A escassez de lenha fez com que as refeições orientais viessem a ser preparadas em pequenos pedaços, que cozinham mais rapidamente, demandando menos combustível para o fogo. O hoje prosaico garfo, usado desde tempos remotos no preparo das refeições, só na era moderna passou à mesa – e modificou os dentes da aristocracia.
A premiada jornalista de culinária Bee Wilson nos oferece um texto fluente e apetitoso e nos mostra que os utensílios usados para cozinhar moldam o que comemos (e vice-versa), mas também transformam a maneira como consumimos nossos alimentos e como pensamos sobre eles.
Lançamento: 29/5/2014
Tradutor: Vera Ribeiro
344 páginas, 16x23cm

Cardápios do século 19

ESPECIAL DESTAQUE 2
“Os Banquetes do Imperador” retrata história da gastronomia brasileira a partir de cardápios do século 19.

O livro “Os Banquetes do Imperador” ficou em 2º lugar no Prêmio Jabuti 2014 e recebeu o prêmio de melhor livro de história e gastronomia – Cookbook Gourmand Awards 2014.

Banquete ImperadorPara os curadores e autores do livro, “D. Pedro não era um governante de ostentação, ao contrário, mais parecido com um professor do que um gourmand, ele apreciava o belo, a pesquisa e ciência, sobretudo incentiva a cultural nacional” (…)

Os cardápios brasileiros incluem banquetes de Estado, inaugurações de estradas de ferro e eventos sociais no Rio de Janeiro, em São Paulo e em outros estados. Um deles é o “Menu Abolicionista”, que contém a primeira citação do “Churrasco do Rio Grande” de que se tem notícia. Outro é o famoso “Banquete da Ilha Fiscal”. O autor analisa os menus brasileiros e constata uma autêntica luta por reproduzir aqui o que já era sucesso na Europa, ainda que existissem tentativas de valorização de ingredientes locais. Nesta época foi editado “O Cozinheiro Nacional”, um livro que divulgava, nos jornais cariocas, uma cozinha livre das influências europeias.

Contraditoriamente, suas páginas demonstram a impossibilidade de uma culinária de fato brasileira, na época, seja pela técnica afrancesada utilizada pelos profissionais, seja pela dificuldade de uso dos ingredientes locais. Os menus são bastante parecidos e, no conjunto, representam um retrato fiel da gastronomia no século 19.

André Boccato iniciou sua carreira em jornais alternativos da década de 1970, como Opinião, Versus, Movimento e vários outros, até abrir sua primeira editora em 1980, especializada em poesia e arte. Ainda na década de 1980 foi diretor do MIS – Museu da Imagem e do Som de SP, e diretor das Oficinas Culturais Oswald de Andrade. Nos anos 90, foi professor de Fotojornalismo na PUC- SP e, na ECA-USP, de Editoração. Recentemente lecionou Antropologia da Alimentação na Universidade Estácio de Sá, em São Paulo. 

Livro: Os Banquetes Do Imperador: Menus Colecionados Por Dom Pedro II- Receitas e Historiografia da Gastronomia no Brasil do Século XIX.
Autores: Francisco Lellis e André Boccato
Editora: Senac São Paulo