Flores Comestíveis – uso, aplicações, uma festa no prato!

Nessa vida passageira, Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada, Isso é o que me faz dizer
Que vejo flores em você...

Compositor: Edgard Pereira     Ira!  Álbum:Vivendo e não Aprendendo

Quando pensamos em flores, geralmente esperamos que sejam mais decorativas que propriamente um alimento. Enganados estamos!

Elas começaram a ganhar espaço nos belos pratos de chefs estrelados como decoração. Agora, a lavanda, rosa e hibisco aparecem em lattes, infusões e chás. Já a flor de sabugueiro foi eleita o ingrediente perfeito para coquetéis e bebidas gaseificadas. É o efeito American Tropics: cores fortes, motivos florais e sabores marcantes tem sido utilizados pelos chefs para diferenciar seus estilos.

Flores que te quero em cores!

E se o assunto é acrescentar flores aos alimentos, boa parte das pessoas responde com estranheza e até cara feia. No entanto, é bem provável que já tenham se deliciado com algumas delas sem ao menos notar. Pois bem, você já provou brócolis, couve-flor e alcachofra? Apesar de não terem o aspecto encantador das suas irmãs ornamentais, são flores, sim!

As três opções passam longe da ideia de itens exóticos simplesmente porque já são vistas como legumes e podem ser cozidas como eles. Outras flores são servidas na forma natural, por isso o caráter exótico.

Além de contarem com sabor que costuma agradar, trazem benefícios à saúde. A alcachofra, por exemplo, é considerada um eficiente auxiliar da digestão. O cálcio, encontrado em larga escala no brócolis tem papel importante na formação e manutenção dos ossos e dentes. A couve-flor apresenta vitaminas A e do complexo B, que ajudam a evitar problemas de pele e do aparelho digestivo, além da queda de cabelos.

Para não perderem nutrientes, devem ser preparadas de preferência no vapor. E, na hora de comprá-las, fique atento a alguns detalhes: a couve-flor deve ter folhas externas em bom estado, talos firmes e brilhantes, ser uniforme e sem intervalos. Prefira os brócolis bem verdinhos. No caso da alcachofra, recomenda-se escolher a que apresentar talo longo, e inflorescência firme e bem arroxeada.

E as espécies de flores ornamentais e comestíveis?

As flores tidas como ornamentais também fazem sucesso na culinária. Muito mais do que a simples função de enfeitar os pratos com suas cores e formas, entram na composição de muitas delícias. Boragos, calêndulas, capuchinhas, cravos, rosas dão um toque a mais a saladas, caldas, doces, pães, bolos, biscoitos, sobremesas e tortas.

Inseridas desde os primórdios na gastronomia oriental, as flores comestíveis estão ganhando cada vez mais espaço nas cozinhas de todo o mundo, principalmente na culinária orgânica natural, que valoriza não só a quantidade de nutrientes, mas também a boa apresentação e a qualidade de seus pratos. Entre os principais usos para flores comestíveis está a retirada de óleos essenciais, que perfumam e proporcionam sabor a diversos outros alimentos.

As flores comestíveis, assim como as raízes comestíveis, são encontradas em diversos tamanhos, sabores e aromas, variando de acordo com a região em que são cultivadas e com os pratos que acompanham. Para as famílias que querem incentivar a alimentação saudável de seus filhos, flores comestíveis também podem ser uma ótima alternativa para conquistar o apetite das crianças, pois além de inusitadas, são muito saborosas.

Quais benefícios de incluir flores comestíveis no cardápio?

As flores comestíveis possuem propriedades únicas, complementam pratos tradicionais e transformam o paladar quando consumidas. A maior parte das espécies possui alta quantidade de nutrientes, bem como carotenoides eóleos essenciais, o que torna seu consumo totalmente indicado para aqueles que buscam uma alimentação equilibrada e saudável.

O hábito de inserir flores no preparo dos alimentos tem origem em uma antiga tradição asiática, mas hoje, mesmo que pouco difundido, já faz parte da culinária ocidental, tornando-se inclusive o toque especial de chefs e nutricionistas que prezam pela qualidade da alimentação.

As flores comestíveis podem acompanhar saladas, sopas, frutas, bolos, pratos frescos, peixes, bebidas, vinhos, doces, conservas e também podem ser consumidas cristalizadas. São práticas e transformam a aparência dos pratos, deixando-os mais sofisticados e perfumados.

O paladar do amor-perfeito, por exemplo, é ligeiramente adocicado. O da capuchinha é picante e lembra o do agrião, enquanto o do dente-de-leão parece com o do mel.

Como utilizar flores ornamentais e comestíveis?

Se ficou com vontade de experimentar, nem pense em colher as plantas do jardim ou do vaso que enfeita a mesa da sala. Podem ter sido contaminadas de alguma maneira ou conter partes venenosas. Devem ser adquiridas em produtores especializados, que as cultivam sem o uso de produtos químicos.

Antes de colocar as flores no prato ou na bebida, é preciso saber quais partes são consumíveis e quais são nocivas à saúde. Muitas flores permitem o consumo de suas pétalas e inflorescência ao mesmo tempo em que podem conter toxinas no caule ou no miolo. Conhecer a flor que deseja consumir é fundamental para evitar indigestão ou o mal-estar após o consumo.

Também é preciso saber preparar a planta após colher. Os chefs de cozinha recomendam colher em horários de clima mais fresco, realizar a retirada das partes desnecessárias, lavar delicadamente com água em temperatura ambiente e deixar secar em toalhas de papel, dessa forma as flores não perdem seu sabor ou aroma e permanecem intactas para o uso.

Lave as flores somente com água de forma delicada, vale até usar um spray, pois são frágeis e machucam com facilidade. Deixe que sequem naturalmente ou aposte em toalhas de papel. Remova os estames e pistilos. Partes brancas, grandes estames e pistilos normalmente são amargos e não devem ser mastigados. O ideal é que sejam consumidas sem cozimento, preservando a aparência e o gosto.

Extremamente frágeis, melhor que sejam compradas, no máximo, um dia antes de ir à mesa. Para evitar que murchem, mantenha-as na caixinha original, guardada na parte baixa da geladeira. Dica: para que mantenham o ar de bem fresquinhas, só adicione as flores à receita na hora de servir.

CONHEÇA ALGUMAS FLORES COMESTÍVEIS:

ALCACHOFRA

Conta com vitaminas do complexo B, potássio, cálcio, fósforo, iodo, sódio, magnésio e ferro. O sabor amargo estimula as secreções digestivas. A flor é considerada um eficiente auxiliar da digestão e a ciarina (substância encontrada na planta) pode melhorar as funções do fígado.

AMOR PERFEITO

A flor Amor Perfeito pode ser utilizada inteira na hora de aromatizar vinagres, bebidas, sopas e até mesmo saladas.Oferece um arco-íris e um sabor levemente adocicado – por isso, é indicada para receitas agridoces ou sobremesas. Mas podem produzir um interessante contraponto nos pratos picantes.

ÁSTER DA CHINA

A Áster da China foi por muito tempo utilizada como flor ornamental, atualmente é inserida em saladas cortadas mais finas, como repolho, pepino e cenoura. Contudo, é necessário retirar o miolo antes do preparo;

BORAGO

As pétalas miúdas, entre o azul-claro e o roxo, apresentam sabor delicado, que não interfere tanto nas receitas. Versátil, enriquece saladas, pratos frios, drinques e sobremesas. Também conhecida como borragem, é uma planta medicinal (Borago officinalis) usada como expectorante e fornece certa dose de vitamina C. Algumas pessoas acham seu sabor semelhante ao do pepino. As folhas são usadas em compressas para suavizar problemas de pele.

BRÓCOLIS

Suas folhas, flores e talos são comestíveis. O vegetal é rico em cálcio (importante para a formação e manutenção dos ossos e dentes) e fonte de vitaminas A e C. Também apresenta ácido fólico (indicado para gestantes), selênio e potássio.

CALÊNDULA DOBRADA

Com um florescimento mais rápido que as demais flores, a Calêndula é muito utilizada em saladas, sobremesas, no arroz, e tende a substituir o açafrão na culinária tradicional. Seu miolo é indigesto e deve ser retirado antes do preparo. Em contrapartida é rica em carotenoides e perfeita para atrair o público infantil

Há muitos anos já era utilizada na alimentação por ser um bom corante para caldas e bolos. Em geral, usa-se apenas a pétala, que pode ser amarela ou alaranjada. Bem aromática, é recomendada para saladas e risotos. Experimente com purê de inhame.

CAPUCHINHA

É a mais comum e fácil de encontrar. Rica em Vitamina C,  apresenta propriedades digestivas,  tem um sabor picante, e ligeiramente amargo, que lembra folhas de agrião,  a Capuchinha é muito utilizada na gastronomia, tendo suas flores e folhas utilizadas principalmente em saladas. Vai do amarelo ao rubi e combina com canapés e saladas.

COUVE-FLOR

Possui quantidade apreciável de sais minerais importantes, como cálcio, fósforo e ferro, que atuam na formação dos ossos, dentes e sangue. Apresenta vitaminas A e do complexo B (B2 e B5), que têm como função evitar problemas de pele e do aparelho digestivo, além da queda de cabelos. Suas folhas verdes são muito eficazes no combate às anemias. Vegetal de fácil digestão, é neutralizante da acidez estomacal e indicado contra a prisão de ventre.

CRAVO

Tem sabor doce, parecido com o da noz-moscada. A flor é sugerida para saladas e guarnições.

DENTE-DE-LEÃO

Com um sabor muito semelhante ao mel, o Dente-de-leão é frequentemente utilizado em doces, sobremesas e pratos sofisticados. Interessante para compor saladas, se for colhida jovem e servida logo em seguida.

FLOR DE ABOBRINHA

Na Itália, costuma ir à mesa empanada em uma massa leve, recheada de mussarela e anchova (ou presunto cru). Supefrágil, raramente chega aos nossos mercados – a saída é encomendar na feira.

 

 

FLOR DE ALHO

Boa pedida para quem busca dar um toque de alho ao sabor da salada ou outra opção gastronômica. As flores do alho comum são brancas e do alho porró, lilases ou arroxeadas.

FLOR DE CEBOLINHA

Opção para dar um toque acebolado à salada ou outro prato.

FLOR DE COENTRO

Lembra as folhas da erva, mas sem tanta potência. Como muita gente tem rejeição ao sabor intenso do coentro, a flor é substituta delicada em receitas de peixe.

 

 

FLOR DE MANJERICÃO

 

 

 

As variedades de manjericão existentes possuem pequenas flores, quais variam de coloração, comumente as vemos nas cores brancas, esverdeadas e roxas. Para que o pé de manjericão possa crescer mais vistoso temos que retirar suas flores, pois elas consomem muita reserva energética da planta. O que muitos não sabem é que, ao fazermos este tipo de poda, podemos utilizar as flores em saladas, salgados e, principalmente, em água de cozimentos, como na do macarrão. Lembrando que seu aroma e sabor são mais intensos que as folhas.

FLOR DE MEL

Os mini buquês brancos têm sabor levemente adocicado, com notas de mel – daí o seu nome. Fica ótima em sobremesas ou em pratos salgados que levam frutas.

HIBISCO

O Hibisco possui seu característico sabor cítrico, perfeito para incrementar bebidas, saladas e xaropes. Por ser ligeiramente ácido, o Hibisco exige um maior controle em relação à quantidade consumida. Além de render gostosas infusões, quentes ou geladas, é matéria-prima de geleias artesanais. Decora pratos, mas suas pétalas grandes não ficam tão delicadas in natura.

LAVANDA

Os tons cítricos da Lavanda são conhecidos em chás e bebidas medicinais, contudo, poucos sabem que a flor também pode ser consumida em biscoitos, bolos, sorvetes e até mesmo no vinho, deixando os pratos muito mais bonitos e elegantes. Pode entrar na composição de muitas delícias da culinária: chás, biscoitos, xaropes, bolos, cheese cakes, sorvetes, geleias, tortas, vinhos, vinagretes.

MALMEQUER

A Malmequer é uma planta muito popular no Brasil e seu consumo é majoritariamente em saladas, personalizando a decoração e oferecendo um aroma diferenciado à composição;

VIOLETA

Para quem pretende utilizar Violetas na culinária, recomenda-se o uso da espécie Viola odorata, ideal para doces, xaropes e bolos.  Entra em receitas e também é usada para decorar pratos. Há doce, chá, bolo e xarope de violeta. Boa pedida para saladas, geleias, manteiga.

MINI ROSA

Inteira, gera desconfiança, pois há quem evite comê-la, temendo espinhos. Mas a rosa comestível é inofensiva, tem perfume intenso e vai bem em saladas e doces. Pode-se usar despetalada para decorar os pratos.

PÉTALAS DE ROSAS
pétalas de rosa vermelhas

As pétalas de rosas são perfeitas para enfeitar bolos, sobremesas, saladas e pratos de verão. Além de perfumadas, conseguem surpreender na aparência do prato final. É muito usada para aromatizar e decorar doces com caldas e, ainda, compor saladas. As pétalas de rosas também são empregadas em xaropes, sorvetes, guarnições, geleias, manteiga.

Podem ser cristalizadas, ficam lindas!

Tendências na Gastronomia 2018

Aproximando-se o final de 2017, vamos fazer uma avaliação do que já postamos aqui no Colher de Pau no ano passado sobre as influências gastronômicas para este ano e também uma previsão do que teremos como tendências para 2018, quais os hábitos de gastronomia e alimentação, já que importamos muitas coisas que são vanguarda em outros países, e agora também exportamos produtos nossos, brasileiros, como o açaí, que está caindo no gosto de consumidores europeus. As novidades chegam cada vez mais rápido ao mercado brasileiro, é fundamental estar atento!

As informações chegam até nós, consumidores brasileiros, de fontes reconhecidas no mercado mundial de alimentos, são elas:

em Londres,  a IFE – The International Food & Drink Event, é uma feira bianual, que nesta edição de 2017, apresentou as  17 principais tendências do mercado de foodservice europeu para o Biênio 2017/2018;

em Nova York, a  Summer Fancy Food Show, feira que acontece anualmente, é a maior feira de alimentos e bebidas especiais da América do Norte, tendo como objetivo unir produtores, distribuidores e importadores de diversos países do chamado “fancy food sector”, é uma das principais portas de entrada para o mercado norte-americano de alimentos gourmet, regionais, orgânicos e naturais;

e a rede norte-americana Whole Foods Market, templo da alimentação saudável, que divulga e lista as tendências em nutrição para o próximo ano de 2018. Ela apresenta produtos que podem estar nas prateleiras dos supermercados e na mesa dos restaurantes brasileiros nos próximos meses.

Continue nos lendo/acompanhando e conheça as tendências de consumo em gastronomia para 2018!

Os artigos produzidos pelos organizadores da IFE, nos apontam que há dezessete tendências de comportamento na gastronomia que dão origem a mais de cem sub-tendências. Listamos abaixo:

Ageing (maturação): Carne maturada é algo conhecido. A mesma técnica passa a ser aplicada para frangos, peixe e mesmo manteiga.

American Tropics: Cores fortes, motivos florais e sabores marcantes tem sido utilizados pelos chefs para diferenciar seus estilos. Sabores das ilhas do Pacífico, ‘tiki’ havaiano e uma nova onda de sanduiches cubanos e mexicanos, além de “Jamaican Jerk” (carne seca com especiarias – inicialmente bovina, mas agora aplicada a aves e pescados também).

Carbs are Back: (a volta dos carboidratos): Inovações nas massas e pães estão trazendo estes dois produtos de volta para a mesa.

Chili knowledge: grande paixão por comidas extremamente apimentadas.

Craft spirits(bebidas artesanais): Já aconteceu com as cervejas, mas agora também as bebidas destiladas estão experimentando um boom. Como em outras áreas da gastronomia , os consumidores estão exigindo bebidas que sejam mais autênticas e menos industriais. Bebidas artesanais também são mais facilmente consumidas sem a associação típica do álcool com os seus efeitos colaterais e com sua conotação negativa.

Dude Food 2.0 (comida gordurosa, pesada, com muita carne): este tipo de comida tem sofrido uma modificação importante. Mantem suas características principais de ser uma comida farta, mas vem ganhando cada vez mais vegetais e legumes.

Eating at home: Você pode ter tudo que seu coração deseja com mínimo esforço no conforto da sua casa com a enorme variedade de serviços de delivery de refeições personalizadas. Delivery continua em crescimento.

Faux Food: (comida imaginária) Nada é o que parece ser! Os chefes estão cada vez mais desbravando as fronteiras da comida que parece ser uma coisa, mas é outra. Isto é feito através de imitações criativas de carnes que confundem os sentidos.

Foodie Chefs at Home: a chegada de equipamentos de cozinha de alta tecnologia e acessíveis e a proliferação de programas de culinária na TV alavancou o interesse por cozinhar em casa, o que possibilita o acesso a pratos com qualidade profissional, se você tiver um pouco de prática.

Gut health (saúde do intestino): Cada vez mais a saúde dos seus intestinos é reconhecida como fundamental para a manutenção da sua saúde em geral, o que significa que muitos consumidores estão prestando atenção ao que comem. Este interesse tem aumentado o consumo de probióticos, comida fermentada e enzimas digestivas (da mesma forma que é crescente a aversão a produtos que podem irritar o intestino).

Nootropics: Esta é a última palavra no campo da gastronomia funcional, cultivada por consumidores que querem melhorar sua aparência e sua saúde. Este tipo de comida promete tornar as pessoas mais inteligentes – ou, pelo menos, proteger e aprimorar suas funções cerebrais. Tem grande aceitação entre os executivos do Vale do Silício e entre as pessoas preocupadas com os efeitos degenerativos da idade.

Second Life Re-Cycled: Ampliação da utilização de alimentos anteriormente desperdiçados para a criação de novos produtos.

Spotlight on Minerals (foco nos minerais): em geral as vitaminas ganham todo o destaque, mas os minerais estão crescendo em importância. Nosso estilo de vida é cheio de tensões e stress, o que acaba reduzindo o nível de minerais necessário à manutenção de uma boa saúde.

Striking Colour Palette: tendência crescente de alterar a cor de alimentos tradicionais através do uso de corantes naturais e artificiais.

The Sober Scene: Não é preciso beber muito para beber bem e ter uma noite agradável. Cada vez mais as pessoas dispensam bebidas alcoólicas, o que abriu caminho para o surgimento de coquetéis sem álcool. Os barmens usam as mesmas técnicas complexas para criar estes novos coquetéis, que não tem os efeitos colaterais do álcool.

Vegan: Chega de comidas chatas e estranhas. A culinária vegana está na moda. Certamente não há nada de chato nas novas tendências das opções veganas.

Warm Spice and Sweet Heat: Gosto por comidas picantes, há um a preferência crescente por algo mais equilibrado e sutil. Gengibre, pimenta, raiz forte, açafrão, wasabi e chilli estão ganhando importância e equilibrando“heat” (potência) com doçura.

CONSERVE ESSES HÁBITOS

Daquilo que tratamos para o início de 2017, continua em alta:

Aproveitamento total de ingredientes

As tendências da reciclagem e da sustentabilidade já fazem parte de muitos aspectos das nossas vidas — como a decoração de interiores, que, muitas vezes, transforma coisas velhas em novos objetos para decorar casas e apartamentos. E, nessa linha, chegou agora a gastronomia sustentável.

Se, até pouco tempo, reutilizar ingredientes era uma coisa mal vista e parecia impossível aproveitar todas as partes dos alimentos, Hoje, inúmeros pratos podem ser feitos com talos e cascas de vegetais, por exemplo. Até sobras de preparos anteriores podem ser reutilizadas para fazer novas delícias, como os sempre gostosos arancinos (é um produto tradicional da culinária da ilha da Sicília, na Itália, trata-se de um bolinho, ou pastel de arroz frito, com um diâmetro entre 8 e 10 cm, recheado com um molho de carne picada).

A ordem do momento é não desperdiçar! Assim, além de estimular a criatividade na cozinha, a gastronomia sustentável faz bem para o meio ambiente e para a saúde. Afinal, aproveitar a totalidade dos alimentos só contribui para a absorção mais completa dos nutrientes. No caso das frutas, por exemplo, já é sabido que a maior parte do seu valor nutricional está na casca.

Bebidas artesanais

Essa tendência surgiu com as cervejas artesanais, um mercado que se expandiu rapidamente no Brasil, angariando muitos adeptos e mesmo fãs. Tanto que, hoje, o consumo de bebidas artesanais está até nos destilados e em bebidas sem álcool.

A realidade é que cada vez mais as pessoas procuram alimentos e bebidas mais autênticas e menos artificiais. Afinal, elas possuem muito mais sabor e mais possibilidades de harmonização com a comida. Logo, investir nisso é uma excelente opção para acompanhar o cardápio de pratos do seu restaurante!

Bowls saudáveis

A opção por uma alimentação saudável não é, necessariamente, uma tendência nova, já que muitas pessoas têm tido essa preocupação com a adoção de hábitos mais saudáveis nos últimos anos, começando pelos alimentos que ingerem.

São inúmeras as opções de refeições que podem ser montadas nas tigelas, os bowls (tigelas, em português) saudáveis, e, se feitas com acompanhamento de um nutricionista, elas podem conter todos os nutrientes necessários, tornando-se uma refeição completa.

Além de elas serem super saudáveis, outra das vantagens dos bowls é a sua combinação harmoniosa, que cativa também pela aparência. São tigelas com um grande potencial fotográfico — a típica comida que nos faz “comer com os olhos”.

Os bowls estão tão em alta que já há derivações, ou seja, diferentes maneiras de você montar o seu bowl saudável. Veja alguns exemplos:

buddha bowl: uma tigela colorida e muito nutritiva, a buddha bowl combina verduras, grãos e sementes, finalizada com um molho também nutritivo, como tahine, de limão ou iogurte;

smoothie bowl: como o próprio nome diz, esse bowl é feito com uma vitamina. A base são bananas congeladas, que dão uma consistência mais cremosa, para se comer com colher. Por isso, é uma vitamina na tigela, e não em um copo;

bowl de lanche: é possível também preparar bowls com lanchinhos saudáveis para aproveitar ao longo do dia, nos intervalos das refeições, como um mix de sementes oleaginosas com iogurte, por exemplo.

Enfim, os bowls saudáveis são uma ótima opção para quem utiliza marmitas, e também uma tendência para os restaurantes!

Comidas veganas

Os veganos são pessoas que não consomem, na medida do possível e praticável, nenhum produto de origem animal ou que tenha sido testado em animais. Assim, a alimentação vegana bane do cardápio, além da carne, ovos, leite e derivados e qualquer outro alimento que tenha origem animal, como o mel.

De fato, o veganismo não para de crescer mundo afora. Pesquisas indicam que ele cresce 40% ao ano no Brasil, e estima-se que já são quase 5 milhões de adeptos desse movimento em nosso país. Não é à toa que, recentemente, foi inaugurado em São Paulo o primeiro açougue vegano do Brasil!

E, como investe bastante nos temperos e na diversidade de pratos que se pode fazer com um único ingrediente, a alimentação vegana acaba atraindo também os não veganos. Com sabores bem marcantes e alimentos bem temperados, esses pratos agradam a qualquer um.

Diante de tantos adeptos, é importante que os restaurantes estejam atentos a esse público, já que, com uma alimentação restrita, eles estão sempre buscando novas opções que possam atendê-los.

Um bom restaurante vegano costuma ter clientes fiéis. Por outro lado, as marcas e restaurantes que não têm nenhuma opção vegana em seu cardápio precisam repensar seus modelos de negócio e começar a atender também às necessidades desse nicho.

Cozimento a vácuo

Seguindo a mesma filosofia que foi sucesso no ano passado, a do slow (slow food e slow cook), agora vemos despontar a tendência de cozinhar a vácuo.

Se, antes, para um cozimento mais lento, utilizava-se principalmente a crock-pot — a panela elétrica apropriada para slow cook —, hoje o método a vácuo utiliza de um saco plástico, onde o alimento é selado a vácuo e cozido por um longo tempo, em uma temperatura mais baixa do que se utiliza nos métodos tradicionais de preparo.

Um dos principais benefícios de adotar essa tendência é que o alimento conserva muito melhor o seu sabor e a sua textura. Assim, é mais saboroso do que quando se utilizam outras técnicas gastronômicas.

 

 

 

 

 

 

Gut health (saúde do intestino)

Na linha da alimentação saudável, também tem sido uma tendência a gut health, que é um hábito alimentar preocupado com a saúde do intestino.

Esse tipo de alimentação tem muito a ver com a importância que o nosso intestino tem ganhado para um bom funcionamento do organismo. Afinal, existe uma preocupação crescente em manter o intestino saudável, preservando a flora intestinal.

Nesse contexto, os alimentos probióticos têm tomado conta da dieta alimentar dos brasileiros. Eles contêm organismos vivos, sendo ricos em bactérias que beneficiam a flora intestinal e contribuem para a boa absorção dos nutrientes.

Alimentos como iogurtes, leite fermentado, coalhada e queijo, ricos em probióticos, podem ser consumidos in natura ou acrescentados ao preparado de diferentes pratos.

Os iogurtes e o leite fermentado podem, por exemplo, ser usados em vitaminas de diferentes sabores — bebida que também é tendência entre as pessoas mais preocupadas com a qualidade da alimentação.

Assim, além de contribuírem para a saúde, os probióticos também auxiliam na perda de peso. E, como a busca pelo peso ideal é uma constante, os alimentos probióticos acabam sendo prioridade na alimentação de muitos brasileiros.

Hambúrgueres artesanais

Os hambúrgueres artesanais já fazem sucesso há um tempo, mas seguem sendo apreciados pela maior parte dos brasileiros.

Aqui, o “artesanal” do nome indica o uso de ingredientes de qualidade e cuidado no preparo. Além disso, essas carnes também costumam ser de cortes especiais, bem suculentas e com sabor marcante — uma clara diferenciação entre os hambúrgueres artesanais daqueles vendidos nos tradicionais fast foods.

Picanha, costelinha, linguiça, frango, frutos do mar… e por aí vai. São várias as opções de preparo de hambúrgueres para os apreciadores de uma boa carne. Sem dúvida, um bom corte, combinado a molhos e queijos igualmente saborosos, pode conquistar a todos.

Não é a toa que as hamburguerias têm desenvolvido os chamados molhos da casa, para dar uma toque a mais e se diferenciar da concorrência! Todos costumam ter receitas difíceis de se descobrir e reproduzir, mas que fazem toda a diferença na carne.

Por outro lado, os especialistas em hambúrgueres não podem esquecer dos veganos e vegetarianos. Por isso, as carnes vegetais também têm ganhado cada vez mais espaço. Elas podem ser preparadas com soja, grão-de-bico, legumes, quinoa, dentre outros — seja como for, o segredo está no tempero. Essas carnes ficam tão saborosas que conquistam até mesmo quem não é vegetariano ou vegano!

Sabores picantes e apimentados

Os sabores mais apimentados também estão sendo bastante explorados, desde os chefes mais renomados até os cozinheiros amadores de final de semana. Essa é uma tendência de consumo que vem importada, principalmente, do México e de países asiáticos.

O que acontece é que cada pimenta tem seu sabor peculiar, harmonizando melhor com determinados alimentos. Assim, vemos diversas variedades de pimenta fazendo parte do cardápio de inúmeros restaurantes — biquinho, pimenta-do-reino, malagueta, dedo-de-moça e tabasco são alguns dos tipos mais comuns.

Por outro lado, não se utiliza só a pimenta para dar um toque mais picante aos alimentos. Temperos como gengibre, raiz forte, açafrão e páprica também vêm sendo explorados nas receitas dos grandes restaurantes.

Além disso, existe um crescente interesse em apimentar o doce. Isso mesmo! E essa combinação vai muito além do já conhecido chocolate com pimenta. A manga, por exemplo, vai muito bem com pimenta em uma deliciosa sobremesa.

Há ainda as geleias de pimenta, para acompanhar doces como mousse e panacota. São muitas as possibilidades, e vale a pena ficar de olho nessa tendência!

Snacks saudáveis

Como já falamos, a opção por uma alimentação saudável não é, necessariamente, uma novidade, já que as pessoas têm procurado se alimentar melhor há algum tempo. Até pouco tempo atrás, entretanto, parecia difícil encontrar opções de lanchinhos saudáveis nos supermercados.

Tudo era cheio de açúcar, conservantes e calorias, e quem queria se alimentar de forma mais saudável precisava fazer seu próprio snack em casa.

Hoje, felizmente, já não faltam opções no mercado para quem não quer fazer seu próprio lanche ou mesmo não tem habilidades culinárias. Chips de frutas desidratadas, caponatas de legumes, tortas integrais e biscoitos crackers de ervas são algumas das melhores receitas de lanches.

EM 2018, NOVOS COSTUMES

Resumimos em alguns tópicos o que mais nos chamou a atenção, então veja aquilo que salientamos para 2018:

Alimentos funcionais, as Superfoods

As superfoods também são chamadas de alimentos funcionais. São produtos saudáveis e ricos em nutrientes que fazem o maior sucesso. Moringa, sorgo, maca, mirtilo, quinoa, salmão, couve, kefir, coco e o brasileiro açaí, são alguns dos listados como funcionais. Nas feiras que aconteceram em Londres e Nova York, foram apresentados também produtos industrializados feitos a partir destas superfoods, como pasta de quinoa.

A grande estrela desse tipo de alimento é o matcha, feito a base de chá verde em pó. Por ser mais concentrado, as qualidades do chá verde são otimizadas.

 

Alimentação com  transparência

Saber a origem, privilegiar a agricultura local e se importar com a ética animal e vegetal, passando pela criação correta à não utilização de pesticidas e respeito do solo. Esses critérios começam a se tornar essenciais e parte fundamental da nossa alimentação. Olho nas etiquetas e interesse pela proveniência de tudo que colocamos na dispensa e na geladeira.

Cogumelos, mushroom, champignon

Graças à longa lista de benefícios (antioxidantes, vitaminas, minerais), a chaga, reishi e cordyceps começam a aparecer em forma de suplemento ou pó para incluir no café com leite ou sopas. Três variedades de cogumelos que reforçam o sistema imunitário.

 

 

 

Embalagens verdadeiras

Para unir as tendências de alimentos saudáveis e práticos, as embalagens precisam ser atualizadas.

Estão em alta os produtos em que os ingredientes da composição são naturais e compreensíveis pelo consumidor. O design das embalagens também mudou. Antigamente as certificações vinham no verso, hoje, elas vêm à vista do cliente, sobre informações como se o alimento foi geneticamente modificado, orgânico ou se contém gordura trans, por exemplo.

Flores que te quero em cores

Elas começaram a ganhar espaço nos belos pratos de chefs estrelados como decoração. Agora, a lavanda, rosa e hibisco aparecem em lattes, infusões e chás. Já a flor de sabugueiro foi eleita o ingrediente perfeito para coquetéis e bebidas gaseificadas.

Cuide sempre para usar flores livres de agrotóxicos, especiais para alimentação, não utilize flores comuns de arranjos ou floristas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Influência árabe

Boa notícia para quem adora as especialidades árabes: receitas com influência persas, israelitas, marroquinas, sírias e libanesas conquistam nossos pratos com uma explosão de temperos (zaatar, cardamomo e harissa) aliados a outros ingredientes refrescantes como romã, pepino, hortelã e frutas secas

 

 

 

 

 

 

Os super pós

Fáceis a incorporar em bebidas (sucos e smoothies) iogurtes e saladas,

os pós de matcha, maca, espirulina e da super completa cúrcuma deixam de ser específicos dos viciados em saúde para entrarem na nossa rotina, seja no café da manhã, almoço ou jantar.

Praticidade

No ano anterior, os alimentos saudáveis foram o grande destaque. A tendência de procurar por se alimentar de forma saudável continua, mas o produto também precisa ser prático. Na onda da praticidade, uma novidade que chamou a atenção foi a sopa fria.

Elas são mais nutritivas e menos calóricas do que um suco., Orgânicas e sem aditivos, elas são vendidas em belas embalagens, como sucos, porém são salgadas, feitas de vegetais e leguminosas em geral, mas sempre com um toque de acidez, picância e frescor.

Produtos Free

Os produtos livres de glúten, lactose ou outros alergênicos foram muito presentes nas feiras.

Apesar de serem voltados para quem tem alergia ou intolerância a certos alimentos, eles ganham os consumidores comuns, que querem se alimentar de forma mais saudável. Entre os produtos há ainda os com menos carboidratos ou gorduras.

As dietas restritivas também ganham seus produtos específicos. A intenção é que seja cada vez mais fácil encontrar produtos industrializados para vegetarianos, veganos e até para os adeptos de dietas menos conhecidas como a raw food

( alimentação vegetariana no seu estado mais puro e nutritivo, crudismo, cardápio baseado em comidas cruas, não inclui alimentos industrializados e nem aquecidos a temperaturas acima de 42°).

Ainda existem várias outras tendências de consumo gastronômicas que estão aparecendo para o final de 2017 e o começo de 2018, como por exemplo a arte de preparar pratos tradicionais com corantes naturais ou artificiais.

Inclusive, essa tendência se espalhou ao ponto de termos coloridas massas, as “pastas italianas” secas ou frescas, recheadas ou não, agora é possível ver até macarrão colorido!

 

Então: vamos em frente e viva bem em 2018!